Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

A longa cauda dos blogs está morrendo (?)

do Blog da Folha

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"Onde foi parar todo mundo?", perguntou dias atrás o Guardian, sob o enunciado acima. "Foram todos para o Facebook e especialmente o Twitter." O jornal se referia aos próprios blogs que acompanha e busca, que estão deixando de ser atualizados:

Por quê? Porque blogar não é fácil. Ou melhor, outras coisas são mais fáceis e é para coisas fáceis que as pessoas estão indo.

A blogosfera continua com leitura, "mas, para a criação de conteúdo amador, seu apogeu passou".

Vale também para a caixa de comentários, diz Tiago Dória. O público mais "hard user" agora comenta no Twitter, o que leva ferramentas como WordPress, com o plugin Tweetbacks, e os sites de mídia tradicional a destacar os "tweets" diretamente.

O Blue Bus ressalta que até a CNN, na transmissão de televisão, agora traz as mensagens "no rodapé, em tempo real".

E o "Financial Times" afirma que o Bing da Microsoft tornou-se anteontem a primeira ferramenta de busca a mostrar "tweets" em seus resultados. Não é verdade. O Google, desde o fim de semana, pelo menos, já abrange o Twitter. Nos dois casos, experimentalmente.

Nota do blog: Em breve pretendo postar a respeito disso, quanto tiver tempo. E ele, o tempo, talvez seja um dos maiores responsáveis por essa "sensação" a respeito dos blogs, inclusive o meu. Tempo! Onde se compra?


Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Um fenômeno chamado Michael Bay

Não é hora de crítica do Transformers 2, mas essa notícia não pode passar em branco.

Transformers 2, mesmo com 90% de críticas negativas - incluindo a minha - fez 100 milhões de dólares no primeiro dia de exibição no mundo todo. Primeiro dia. Isso significa que em uma semana ele terá seus custos revertidos e será apenas lucro para Michael Bay, Hasbro, Dreamworks e Paramount.

O filme é ruim, fato. Nem de perto se compara ao primeiro. Então, o que há por trás de um sucesso desse? A resposta é ele, Michael Bay.

Mesmo com tantos clichês, mesmo com atuações pífias, mesmo com tantas explosões, câmeras tremidas e contra-luz, os filmes dele dão o que falar e sempre rendem a grana esperada, muitas vezes, até ultrapassando a expectativa. Ele é uma máquina de fazer dinheiro justamente porque ele entende o que os outros diretores de Hollywood não entendem: as férias norte-americanas.

Pode notar, os filmes de Michael Bay são lançados sempre no meio do ano. Ele está de olho no público que passou o ano todo trabalhando e estudando e que agora quer apenas sair zoar com os amigos ou bater um papo informal. Convenhamos, férias + verão, batendo na sua porta, fica difícil você ir ao cinema ver algum drama.

Para entusiastas de filme 100% ação, Michael Bay cai como uma luva. E mesmo sendo difícil deixar o cérebro em casa para assistir a um filme dele, às vezes, vale o esforço, porque chega a ser divertido, mesmo quando resultado final é tão péssimo como esse último.


Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Éééééé dooo Braaaaasssiiiiillllllll!!!

Hoje na agência ouvimos o jogo do Brasil pela Pan. Cheguei a terrível conclusão: Nilson César é o Michael Bay do rádio brasileiro: empolgação exagerada, adrenalina a mil, ruídos e sons inusitados, gritaria, momentos de calma que são interrompidos por uma ação frenética sem igual, clichês narrativos e eteceteras... Ou seja... Apesar disso tudo, é divertido.


Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Somos todos criminosos?

Que a web é uma terra sem dono e sem lei (até então), todo mundo já sabe. Mas as coisas pioram quando você vê seu santo nome (mentira) sendo distribuído pelos sites e buscadores em vão.

Na verdade, não é em vão. Isso só significa uma coisa: você participa da web, de certa maneira colaborativa, em redes sociais, interagindo com várias pessoas e compartilhando material de sua autoria. Isso é bom, afinal, você troca idéias e conhece gente interessante que irá adicionar algo na sua bagagem cultural ou utiliza o restante para entreter ou até mesmo perder tempo.

Só que o lance começa a pesar quando você percebe que algum conteúdo "seu" está sendo distribuído de maneira indevida ou sendo repassado a milhares de pessoas sem os devidos créditos. Reparou nas aspas do "seu" ali em cima? Pensa comigo: conteúdo seu? Quem disse?

Uma vez que tudo está na rede, esqueça: já se tornou domínio público. Salvo, claro, raras exceções com direitos autorais de grandes companhias, personalidades e celebridades. Mas os pobres mortais que por ventura começam a disponibilizar conteúdo na internet estão sujeitos a terem seus direitos violados, e como não há controle sobre isso, só há uma coisa a fazer: se conformar ou parar.

Como parar é algo muito radical, ainda mais com quem trabalha com internet, só resta a conformação mesmo.

O que chega a incomodar na verdade é o fato de que as pessoas usam coisas suas (lembre-se, que não é mais sua) sem dó mesmo, na base do Ctrl C + Ctrl V. Um exemplo clássico que acontece comigo são as pinturas da minha página no deviantART e também alguns textos desse blog. Principalmente com as pinturas digitais, o modo como elas se alastram livremente por aí é um tanto quanto assustador. Mas tudo bem, é hobby, não é pra se levar a sério mesmo. Só que pela primeira vez eu sinto uma pontinha de: "peraí, calma aí moçada, não é bem assim!". E mais uma vez fica claro que as pessoas só começam a se importar com o que é certo ou errado na web quando algo desse tipo acontece com elas, quando acontece com você ou comigo.

Isso nem é uma queixa, é apenas a verdade. Enquanto nada te atinge, você não para pra ver se está agindo de forma correta ou não, mas, quando essa situação se inverte, aí o seu calo aperta. Engraçado, não?

Essa é uma autocrítica, simples, mas que serve para qualquer um. Serve para repensar atos e principalmente repensar a distribuição de conteúdo na rede, pois alguma obra sua pode estar em jogo, seja ela literária, artística, musical ou outra qualquer.

Se um exemplo pessoal como esse já reflete negativamente, imagina para uma grande companhia? Acredite, 90% das pessoas que utilizam a rede nunca irão imaginar o que é isso para uma grande companhia. Eu tento imaginar e na minha cabeça só vem pesadelos com direitos autorais e o pior, essa é a realidade da indústria fonográfica atual e possivelmente da indústria cinematográfica e editorial num futuro breve.

O que fazer para controlar isso, ninguém sabe. Não há solução aparente e duvido muito que surja algo de relevância nos próximos 10 anos ou mais. O que pode ser feito de imediato seria dar os devidos créditos ao autor, seja por uma música, vídeo, imagem, foto, texto, etc. Essa é uma política que já é adotada por vários blogs, por várias redes e portais, mas está longe de ser unanimidade entre os usuários comuns. Mas custa pensar um pouco mais nisso, caro usuário?

Desde o começo desse blog, resolvi ilustrar os posts com artes ou fotos do DA, dando os devidos créditos aos autores. Pode pesquisar no histórico, tudo que não é de minha autoria tem seu crédito repassado. Isso trouxe ao blog 4 e-mails dos donos das artes, dois gringos, um espanhol e um brazuca, agradecendo aos créditos. Isso é importante, pois tudo que repasso aqui é baseado na Licença Creative Commons, que sabiamente o DA utiliza para classificar os direitos das obras que são compartilhadas por lá. Então quando os devidos créditos são dados e a licença é respeitada, os problemas não existem.

Então, por que as pessoas não pensam em respeitar mais esses direitos e essas licenças?

A resposta: por quê? Não é mesmo? Na web não há lei, não há controle e também não há bom senso, nem meu e nem seu, nem de ninguém, porque na verdade, ninguém está dando a mínima para direitos autorais numa terra onde tudo acontece ao mesmo tempo e numa velocidade assustadora. Mesmo eu, que utilizo referências através das licenças, acabo desrespeitando músicos, baixando seus álbuns completos. E olha que faço isso há mais de 12 anos.

Hoje, o usuário da web tem esse pensamento: "Não somos fora-da-lei, porque se não existe lei, não há o que obedecer, não há regra a ser cumprida".

Baseado na experiência do usuário, o tempo passa e percebo que não existe conscientização coletiva quando se trata desses assuntos. E na verdade, isso nunca irá existir, pelo menos na web. Será que alguém vê luz no fim do túnel? Será que a tal lei federal, que está sendo discutida, pode resolver tudo isso? Será que eu vou gostar disso? Será que você vai gostar?

Tudo isso é uma incógnita e respeitar direitos autorais na web é a maior utopia desde a maior utopia da história da humanidade: "paz na Terra". Sabe quando? Nunca.

Arte: Jean-Sébastien Monzani | http://jmonzani.deviantart.com/

Arte: Jean-Sébastien Monzani


Preguiça...

Tenho preguiça de postar no blog... Em breve por aqui, antes que o mundo acabe:

~ 2012 - O mundo vai acabar de novo!
~ Transformers 2 - A Vingança de Michael Bay
~ Violação de direitos autorais na Web - Só entende quem sofre!
~ O futuro das redes sociais e dos usuários - A maior corrida idiota da humanidade!


Em breve, num post perto de você.


Domingo, 21 de Junho de 2009

Cáspita!

Já diria os italianos... Brasil jogou bem, mas que seleção medíocre essa da Itália... No papel e no campeonato italiano os jogadores jogam muito, mas nessa Copa das Confederações, eles resolveram deixar as pernas na Itália?


"Fuck you, fuck you..."



Toda a classe de Lily Allen! Essa manda bem, quando não está trêbada. A cantora mais vintage do século 21 é tão sem compromisso consigo mesma que acaba tendo alguns momentos geniais, como esse.


Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Agora é sério...

No final deste mês, Headwires deixará de ser atualizado. Não adianta mais adiar, eu não aguento mais PC na minha frente. Vou morar na roça (mais).