
Um emaranhado de idéias.
Este era o nome do blog que eu criei em 2001 e que foi embora em 2002, sem deixar rastros. Sim, eu já tive um blog! E talvez ninguém que me conheça hoje saiba ou lembre disso.
Headwires pegou o grande “boom” da internet, mas principalmente dos blogs. Era um vício blogar, época em que os textos faziam a diferença e levavam você a conhecer mais e mais de pessoas e situações. Mas o que eu costumava ler, em sua grande maioria, já não existe mais. Uma pena, porque eram pessoas normais com mentes interessantes e textos instigantes.
Meu site era pessoal, tinha experiências de web, em Flash e ilustrações. No blog rolava de tudo mas a ênfase era o design voltado para a web, que teve seu crescimento acentuado na época, onde os sites mais geniais eram compartilhados e estilos debatidos, coisas do gênero. Maçante e chato para quem não era da área, mas divertido para quem trabalhava com isso, porque inspiração não faltava devido a diversidade de fontes experimentais.
E esse nome? Bom, todo blog que se preze precisa de um nome. Headwires é uma música do Foo Fighters, do cd There is Nothing Left to Lose. Talvez você nunca tenha ouvido. Mas a referência é que na época vi uma exposição de fotos online de um fotógrafo de Porto Alegre, exposição só de faces humanas, cabeças em ângulos estranhos, fotos bizarras, lembro vagamente. Mas lembro da que mais me marcou, um senhor de idade avançada, com um rosto um pouco desfigurado e nada contente, envolto em arame farpado. A foto tinha uma atmosfera diferente, e não teve como não fazer uma analogia com a letra da música: “Have you been headwired? Were you satisfied?”.
Simplesmente pegou. E eu nem tinha me preocupado com slogan, até que alguém que visitava o blog sugeriu “um emaranhado de idéias”. Não demorou nada pra aceitar, foi na hora.
Mas o blog de Headwires foi deletado depois da Copa de 2002. Não me pergunte o motivo, apenas deletei. Vocês já sabem como eu deleto coisas sem dó, estão vendo como isso é coisa de anos, não?
Pensei em deixar de lado o nome Headwires, porque seu tempo já foi. Utilizar ele hoje talvez não teria mais sentido, mas na verdade, ainda tem.
Então, por que voltei? Necessidade interna, eu acho. Jamais canso de ler, e espero jamais cansar, é uma terapia, traz conhecimento, diversão, inspiração. E hoje tenho a impressão de que vai ser bom estar na pele de quem escreve, de novo, mas há um fator principal que me agrada e vou explicar.
A força que os blogs possuem hoje é algo fantástico. Quantos textos achei pelo Google, de blogs que hoje estão ativos, alguns deixados de lado, outros extintos, mas que representavam exatamente tudo aquilo que eu pensava sobre determinado assunto. Textos que li, me identifiquei e cheguei a conclusão de que não importa quem você seja, onde você mora, como você é, qual roupa você veste ou qual comida você come, suas idéias, pensamentos, raciocínios, sentimentos e opiniões podem ser as mesmas de alguém que você nunca viu na vida, que possui suas diferenças e que está muito longe de você. E, na maior ingenuidade do mundo, você achou que estava sozinho nessa.
Talvez isso possa diminuir seu grau de genialidade, mas no fundo eu aposto que vai te fazer bem. Foi por isso que voltei. Voltei para correr esse risco, dar oportunidade para que algumas de minhas idéias, experiências e conhecimentos sejam achados, independentes de tempo e espaço, por alguma pessoa que eu não faço a mínima idéia de quem seja.
Se isso vai acontecer um dia, eu não sei.
O que penso agora é que, Headwires, um emaranhado de idéias, está de volta. So, let’s blogar!
Ilustração: Starchild6891
Este era o nome do blog que eu criei em 2001 e que foi embora em 2002, sem deixar rastros. Sim, eu já tive um blog! E talvez ninguém que me conheça hoje saiba ou lembre disso.
Headwires pegou o grande “boom” da internet, mas principalmente dos blogs. Era um vício blogar, época em que os textos faziam a diferença e levavam você a conhecer mais e mais de pessoas e situações. Mas o que eu costumava ler, em sua grande maioria, já não existe mais. Uma pena, porque eram pessoas normais com mentes interessantes e textos instigantes.
Meu site era pessoal, tinha experiências de web, em Flash e ilustrações. No blog rolava de tudo mas a ênfase era o design voltado para a web, que teve seu crescimento acentuado na época, onde os sites mais geniais eram compartilhados e estilos debatidos, coisas do gênero. Maçante e chato para quem não era da área, mas divertido para quem trabalhava com isso, porque inspiração não faltava devido a diversidade de fontes experimentais.
E esse nome? Bom, todo blog que se preze precisa de um nome. Headwires é uma música do Foo Fighters, do cd There is Nothing Left to Lose. Talvez você nunca tenha ouvido. Mas a referência é que na época vi uma exposição de fotos online de um fotógrafo de Porto Alegre, exposição só de faces humanas, cabeças em ângulos estranhos, fotos bizarras, lembro vagamente. Mas lembro da que mais me marcou, um senhor de idade avançada, com um rosto um pouco desfigurado e nada contente, envolto em arame farpado. A foto tinha uma atmosfera diferente, e não teve como não fazer uma analogia com a letra da música: “Have you been headwired? Were you satisfied?”.
Simplesmente pegou. E eu nem tinha me preocupado com slogan, até que alguém que visitava o blog sugeriu “um emaranhado de idéias”. Não demorou nada pra aceitar, foi na hora.
Mas o blog de Headwires foi deletado depois da Copa de 2002. Não me pergunte o motivo, apenas deletei. Vocês já sabem como eu deleto coisas sem dó, estão vendo como isso é coisa de anos, não?
Pensei em deixar de lado o nome Headwires, porque seu tempo já foi. Utilizar ele hoje talvez não teria mais sentido, mas na verdade, ainda tem.
Então, por que voltei? Necessidade interna, eu acho. Jamais canso de ler, e espero jamais cansar, é uma terapia, traz conhecimento, diversão, inspiração. E hoje tenho a impressão de que vai ser bom estar na pele de quem escreve, de novo, mas há um fator principal que me agrada e vou explicar.
A força que os blogs possuem hoje é algo fantástico. Quantos textos achei pelo Google, de blogs que hoje estão ativos, alguns deixados de lado, outros extintos, mas que representavam exatamente tudo aquilo que eu pensava sobre determinado assunto. Textos que li, me identifiquei e cheguei a conclusão de que não importa quem você seja, onde você mora, como você é, qual roupa você veste ou qual comida você come, suas idéias, pensamentos, raciocínios, sentimentos e opiniões podem ser as mesmas de alguém que você nunca viu na vida, que possui suas diferenças e que está muito longe de você. E, na maior ingenuidade do mundo, você achou que estava sozinho nessa.
Talvez isso possa diminuir seu grau de genialidade, mas no fundo eu aposto que vai te fazer bem. Foi por isso que voltei. Voltei para correr esse risco, dar oportunidade para que algumas de minhas idéias, experiências e conhecimentos sejam achados, independentes de tempo e espaço, por alguma pessoa que eu não faço a mínima idéia de quem seja.
Se isso vai acontecer um dia, eu não sei.
O que penso agora é que, Headwires, um emaranhado de idéias, está de volta. So, let’s blogar!
Ilustração: Starchild6891
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2 heads:
Muito bom, muito bom!!!
Mas aquele moço da cadeira não é vc!!
hehehehehhe
Beijos, Paty
Olá, cheguei aqui através do blogsblogs. Que inclusive é bastante útil, quando você está a procura de algum post interessante ou quer conhecer novos blogs. Em 2001 não tinha isso né? hehehe Enfim, eu também tive um blog entre 2001-2003, mas eu fazia de diário pessoal mesmo. Era uma proposta comum. Resolvi criar um outro blog porque sempre gostei bastante de armazenar algumas notícias que achava interessante, expor minhas idéias (principalmente meus momentos irônicos), meus textos pessoais, etc. O que eu acumulava no bloco de notas, resolvi passar para a web e estamos aí né? :) Chega de escrever....
Um abraço
Rebeca
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