quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Interpol, again!

Interpol | Our Love to AdmireNão aguentei, parei pra ouvir de verdade Interpol. Quando falo “parar pra ouvir”, entenda por álbuns inteiros, típica overdose de uma banda só. Interessante como algumas coisas passam sem você perceber quando se escuta sem compromisso. Eu não estava tão familiarizado com o último cd deles, mas Interpol se mostra um novo R.E.M. no "Our Love to Admire".

Queria evitar fazer comparações, mas algumas letras, melodias, vocal principalmente, lembram R.E.M. de alguma forma, é quase que impossível não lembrar. Só que Interpol tem um tom mais sério, digamos, não tanto superficial, certas vezes melancólico, sombrio.

Não que R.E.M. seja brincadeira, eu curto a banda. A diferença é que Interpol nunca irá fazer algo como Shine Happy People com a Kate Pierson do B52’s. Pode ser uma música alegre, dançante, mas que musiquinha “clicleteira” hein? Típica de carnaval de rua da Georgia (!), uma das piores de todos os tempos que conseguiu fazer sucesso no mundo da música.

Sempre achei o som do Interpol entre o médio e o bom, mas ouvindo agora com calma, o médio vai embora rápido. De repente pode se tornar um novo vício, não sei. Acho que já se tornou! Para você que quer se iniciar em Interpol, comece pelo terceiro cd Our Love to Admire e chegue até Turn on the Bright Lights. As surpresas são maiores quando se escuta nessa sequência. Várias irão entrar no seu repeat, mas mesmo assim o terceiro cd é realmente o melhor deles.

Músicas como No I In Threesome, The Heinrich Maneuver e Pioneer to the Falls valem o esforço. Esta última abre o terceiro cd, é um declive que parece não ter fim, atmosfera fora do comum. Mas nada se compara a Mammoth. Sei lá, é estranho, mas essa música me soou como déjà vu, não de algo que eu já ouvi, mas de algo que eu já vivi. A melhor deles pra mim, não paro de ouvir há uma semana quase. Repeat, repeat, repeat. Socorro!

Show deles confirmado em março, ingressos já estão sendo vendidos. Vontade não me falta.

What happens next?

Foto: Site Oficial

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

He's back!

A imagem que vale mais do que palavras. Em maio de 2008 ele volta!

Indiana Jones | Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Be Kind, Rewind

Be Kind, Rewind | DivulgaçãoSe você nunca ouviu falar de Be Kind, Rewind preste atenção. Este filme promete ser um dos mais originais dos últimos tempos.

Imagine uma locadora de filmes comum e um cara estilo Jack Black que apaga as fitas do seu amigo Mos Def por acidente. O único jeito que eles encontram para salvar a locadora é regravar as fitas mais alugadas e isso inclui Robocop, Caça-Fantasmas, 2001 Uma Odisséia no Espaço, King Kong, Conduzindo Miss Daisy e outros.

Imaginou a besteira? O trailer é muito bom, o roteiro é promissor e ver a atuação deles regravando os filmes já é certeza de que o filme será daquelas comédias para não se botar defeito.

O site oficial está no ar com o trailer, vale a pena ver as outras referências. O filme estréia em janeiro lá fora, por aqui só Deus sabe quando.

Foto: Divulgação

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Previsão do tempo

Arte: Ssilence | http://ssilence.deviantart.com/Confira a previsão do tempo para este blog nas próximas semanas. Uma massa de ar quente (hot tags) se chocou com uma massa de ar frio (cold tags), favorecendo o surgimento de uma nuvem de tags que está crescendo à direita da página.

Tudo isso porque não pensei ainda em como classificar meus posts. Se classifico por temas, como só “música” por exemplo, bandas interessantes ficarão de fora da nuvem. Se classifico como temas e personagens desses temas, como estou fazendo agora, a nuvem cresce e tudo de mais relevante ficará visível.

Previsão: o que hoje é apenas uma nuvem de tags, amanhã será tempestade, com granizo e fortes indícios de se transformar num funil gigante, elevando seus status para tornado. Num futuro próximo tenho certeza que será um furacão de tags com consequências catastróficas!

Procure um abrigo, e não saia de casa sem sua capa e seu guarda-chuva.

Arte: Ssilence

domingo, 25 de novembro de 2007

On Top

Foto: AlainBoy | http://alainboy.deviantart.com/O que não faz um título forte em um blog? O single do The Killers que citei no post logo abaixo, por exemplo: “Don’t Shoot Me, Santa!”. Quer algo mais simples e direto? Não tem como, está tudo aí, o nome do single é o que importa.

O que me espantou foi o que o FeedJit, que ainda estou testando (o mapa de tráfego aí do lado) me mostrou nesses três dias. O Google achou relevante meu post para quem procurava “don't shoot me santa”. Por curiosidade, disponibilizei o vídeo, claro, antes de saber que o resultado poderia ser o em aproximadamente 2.550.000 de resultados. Colocando “youtube” na busca, o blog continuava em 1º lugar, na frente do próprio YouTube. Colocando "the killers", mesma coisa.

Isso significa que quem procurava algo sobre o single de Natal dos The Killers acabou encontrando a capa, uma visão breve sobre o vídeo, o próprio vídeo do YouTube já linkado na página e ainda fica sabendo pra onde vai a renda da venda dos singles, tudo isso em aproximadamente 60 palavras apenas.

E agora, dá pra concordar com meu primeiro post, quando citei sobre a força dos blogs? Think about it!

Foto: AlainBoy

sábado, 24 de novembro de 2007

Planet Green - Descubra o Verde

Planet Green | Descubra o VerdeDescubra o Verde é uma iniciativa regional da Discovery Networks, que faz parte da campanha global Planet Green. Planet Green é uma iniciativa que leva consigo o compromisso de documentar, preservar e celebrar o nosso planeta e inclui o lançamento, em 2008, de um canal de televisão dedicado 24 horas ao tema.

Planet Green também aborda pessoas que querem entender como “viver verde” e que desejam fazer a diferença, ao prover ferramentas e informações que contribuam para um desenvolvimento sustentável.

O momento é de dúvidas e incertezas sobre o futuro de nosso planeta. Se você é indiferente a isso ou não se informa tanto sobre o assunto, talvez não entenda a gravidade da situação. O homem durante décadas não se preocupou com os diversos fatores que levaram o crescimento do efeito estufa e o aquecimento global. Desmatamento de florestas na Amazônia, África e Ásia, utilização em larga escala de recursos naturais sem política de preservação, utilização de combustíveis fósseis que despejam milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2, o principal gás causador do efeito estufa), são apenas uma parte das ações que nos remete às diversas mudanças climáticas que estamos passando.

Mas o quê você pode fazer?

Por meio de ações simples e individuais, cada um de nós pode ajudar a tornar o planeta mais verde. Pequenas mudanças no cotidiano, em sua casa e no seu trabalho, podem economizar energia, água e a sua emissão diária de dióxido de carbono.

Se você não acredita que pode ajudar, acesse o site Descubra o Verde e descubra como ações individuais podem gerar resultados globais.

Informação é o que não falta. Ponha os pés na Terra. E faça a sua parte.

Imagem: Divulgação

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Don't shoot me, Santa!

The Killers | Don't Shoot Me SantaSaiu o single de Natal do The Killers. Ah, muito bom! O clipe mais comédia deles até agora, a música consegue ser pior, não tem como não rir com tanta imploração. E as fotos dos caras quando criança, incluindo do "Santa" com oito anos, genial.

Música sem compromisso, divertida, mas o propósito é bom, toda renda será revertida para a RED Campaign que ajuda na conscientização e tratamento da AIDS na África. A RED foi fundada por Bono Vox.



Foto: Site Oficial


quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Tropa de Elite

Tudo o que você espera de um filme que diz respeito a tráfico de drogas, polícia e civis, inocentes ou não, estão em Tropa de Elite. Pela narrativa do Capitão Nascimento, o filme até poderia ganhar status de documentário. Esta é a diferença entre Tropa de Elite e os outros filmes que já vimos.

Apesar de Carandiru e Cidade de Deus também possuírem uma narrativa interessante, o trabalho feito em Tropa de Elite é mais consistente. Você é jogado dentro do sistema de forma lenta, segura e acaba entendendo ainda mais como tudo funciona. Nada é fora da realidade e não tem como não viver na pele do Capitão, que tenta levar uma vida comum fora do trabalho. Mas os fantasmas são muitos e não há pra onde fugir.

Tropa de Elite | Foto: Divulgação
Fica claro a intenção de mostrar que o BOPE é diferente, lugar de elite, onde não há corrupção, corrupção essa que na verdade não deveria existir em nenhuma corporação da polícia. Algo impossível hoje em dia e talvez algo que nunca deixará de existir. Compensa para um policial comum, que ganha mil reais mensais, às vezes até menos, combater traficantes com fuzis, enquanto ele se utiliza de um trinta e oito? E iria compensar para um policial comum, se ele ganhasse cinco vezes mais, para fazer a mesma coisa?

Eis o problema, arriscar a vida por tão pouco e arriscar a vida por se ganhar tanto. O dinheiro fácil é tentador, por que não usufruir dele? Eis aqui o motivo da existência do BOPE, onde a recompensa não está no dinheiro, mas na honra, na defesa do caráter, na ideologia e na certeza do dever cumprido. Vale ressaltar que o BOPE é uma das corporações mais bem equipadas e treinadas do mundo todo, sendo superior até mesmo a polícia israelense. E se você achou o treinamento mostrado no filme como “forte” ou “fantasioso”, pode ter certeza de que nada ali foi inventado.

Vale destacar a atuação de todos os atores, vi boas atuações de todas as partes e o filme passa em um piscar de olhos. Mas principalmente a atuação de Wagner Moura. Por coincidência, vi Deus é Brasileiro semana passada e nem sabia que ele fazia parte do filme. Aliás, excelente filme, não tem como ficar indiferente com a atuação dele ajudando "Deus" a achar seu Santo Quincas das Mulas.

A direção de José Padilha é interessante, ele soube usar bem o estilo Michael Bay de filmagem, câmera na mão, visões contra-luz, correria frenética, gritaria. A diferença é que Bay utiliza isso até em dramas, a câmera é uma arma nas mãos de Michael Bay. Mas Padilha se saiu bem, filme de ação pede isso mesmo e a narrativa foi bem empregada.

Tropa de Elite é um filme que retrata a realidade do dia-a-dia da polícia, do tráfico de drogas, da corrupção, batidos no liquidificador com uma pitada considerável de civis que por muitas vezes são inocentes. Tropa de Elite é uma aula da realidade. E se você ainda precisa de mais provas desta realidade, basta ler o que estampa a capa de todos os portais de notícias hoje, 21 de novembro de 2007: "Policial do BOPE, 3 PMs e oficial do Exército são mortos no Rio”.

Tropa de Elite

Foto: Divulgação
Ilustração: Headwires

terça-feira, 20 de novembro de 2007

À Prova de Tudo

Bear Grylls | Foto: Divulgação Discovery Channel“Lá vai Bear, arriscando sua vida para que você saiba como proteger a sua. Veja, aprenda, sobreviva.”

Não tem como negar, À Prova de Tudo, programa da Discovery Channel, é um ótimo entretenimento. E Bear Grylls é o novo Steve Irwin da tv. Não, na verdade acho que ele é o novo MacGyver. A polêmica que foi gerada ultimamente, de que algumas partes do programa é uma farsa, não interessa. É entretenimento do bom que ajuda sim a conhecer melhor técnicas de sobrevivência.

Obviamente que nem tudo que aparece no programa uma pessoa normal vai conseguir fazer. Escalar penhascos, pular de cachoeiras, nadar corredeiras abaixo, a parte física é sempre mais complicada e requer conhecimento de anos, e Bear tem bagagem, não é qualquer um. Mas e as coisas “pequenas”?

Fazer fogo com pederneira é fácil, mas as técnicas com madeira e atrito dele são ótimas e reais. Mas talvez a maior genialidade do programa esteja nas infinitas opções de como distinguir direções sem ter uma bússola. Muito bom mesmo!

A parte gastronômica é um desafio. Já vi ele comer de tudo como escorpião vivo, aranha viva, cobra d’água viva, peixe vivo e uma infinidade de coisas vivas se mexendo. Peixe tudo bem, mas escorpião, aranha, cobra d’água viva? E a frase clássica: “o gosto é ruim mas é uma excelente fonte de proteína”. Comer a carne de uma zebra que tinha morrido há horas é desafiador, mas eu prefiro a zebra do que um escorpião.

E quando a água acaba? No episódio do Quênia na savana africana, ele espremeu fezes de elefante e bebeu o líquido. Se eu faria isso? Não sei, depende muito da sede. Ele já teve que beber a própria urina pra acabar com ela.

Mas o motivo desse post é mais interessante e eu acabei vendo sem querer no YouTube, numa chamada da nova temporada que ainda não chegou no Brasil e que promete muito: Bear Grylls no Saara. Vi cenas de poucos segundos que são excelentes.

Bear Grylls | Foto: Reprodução Discovery ChannelUm camelo morto e Bear entrando (literalmente, veja reprodução) no animal. Deu a impressão de que ele estava procurando a reserva de líquido que o camelo possui, algo assim. A cena corta e mostra ele abrindo uma outra parte do animal, que não consegui distinguir, mas ele pega o “material” e espreme para beber o líquido. Dá pra perceber que está “fresquinho”. A cena vai embrulhar o estômago de muita gente, com certeza.

Não vi tudo para não perder a graça, mas promete. Serão dois episódios, quase duas horas dedicados ao Saara. Se você ainda não viu o programa, veja. Não é que de repente você vai acordar perdido numa floresta ou num deserto, mas se um dia isso acontecer, pelo menos morrer de fome e de sede você não vai.

Foto: Divulgação Discovery Channel
Foto: Reprodução Discovery Channel

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Cloverfield

Foto: Marciedip | http://marciedip.deviantart.com/Agora é oficial. Saiu o trailer de Cloverfield, o tal filme de “monstro” do mesmo criador de Lost, J. J. Abrams. Se o filme vai ser bom eu não sei, mas faz tempo que não tem filmes de monstros assim arrebentando cidades e tal, como em Godzilla. Adivinha o cenário? New York City, pra variar. Aliás quando vi primeiras informações sobre esse filme, me pareceu que poderia ser continuação do último Godzilla, visto que no final mostrava um dos ovos ainda intacto dentro do Madison Square Garden. Mas pelo jeito não é. Veja o trailer aqui: Cloverfield

Todo o filme é rodado como se fosse em câmeras digitais comuns, coisa caseira estilo The Blair Witch Project. Desenterrei essa. O filme estréia em 1º de fevereiro.

Foto: Marciedip

Planeta Terra Festival 2007

Planeta Terra Festival 2007Quanta música por aqui. Acessei o Terra na noite do festival e vi o link ao vivo, cliquei. Streaming excelente de vídeo, 500kbps sem interrupções, imagem clara e som muito bom. Pelo jeito a organização foi muito diferente da que foi a do Tim Festival em São Paulo. Três palcos com atrações simultâneas, ao que me parece deu pra dividir bem o espaço e pela estrutura foi uma organização decente, a impressão foi boa.

No começo vi pouco do show da Lily Allen e não sei como não foi um caos. Ela estava "trêbada" e esqueceu a letra das músicas. Mais tarde apareceu ela no backstage com mais copo na mão. Deve ter dormido em alguma sarjeta por aí.

Depois vi CSS. Segundo o festival, era a primeira vez no Brasil que eles tocavam com a “estrutura dos shows” deles lá de fora (leia-se balões enchidos com nitrogênio em volta do palco). Acho que enfim estão aprendendo a tocar, pra quem não sabia tocar nada de nada, as performances não são tão péssimas hoje. Também depois desses anos lá fora abrindo shows pra Gwen Stefani, Basement Jaxx e outros, fazendo shows em grandes festivais, se não aprender na marra, tem que jogar a toalha de vez. Dessa vez o público reagiu positivamente, diferente do fiasco de 2005. Mas é estranho entender esse sucesso mundial, pegando uma Inglaterra por exemplo, onde tudo parece ser mais difícil em relação a música pela concorrência, é de se pensar. Ou as coisas estão fáceis por lá e eu não sei? O que eles têm? Banda nova, letras bobas, sem experiência musical até então... WTF?

Bom, fui ver The Rapture que não conhecia e não me arrependi em nada. Boa performance ao vivo, rock de verdade. O baterista da banda acaba com tudo, ele é notável em todas as músicas. A alternância dos vocais também foi interessante. Show com muita energia, poucas palavras e muita música boa, que me surpreendeu. Cheguei a conclusão de que preciso ouvir The Rapture o quanto antes! Pra fechar, bases eletrônicas numa música que mais pareceu como uma experiência da parte deles.

Kasabian Planeta Terra 2007 | Foto: Marcelo Pereira/TerraO último show que vi foi do Kasabian (se pronuncia Kasseibian, não sabia). Nunca tinha visto nada deles ao vivo, mas olha, show que valeu o ingresso pra quem foi. Conheço poucas músicas, Reason is Treason e Processed Beats por exemplo eu curto, mas olha, os caras mandam muito bem ao vivo, impecável! Li, não lembro onde, que eles foram eleitos a melhor performance de 2006 lá na Europa. Não tem porque duvidar. Se um dia eles voltarem, marque na agenda e vá, porque vale muito!

Ilustração: Terra
Foto: Marcelo Pereira/Terra

domingo, 18 de novembro de 2007

Alguém me diz?

Alguém me diz o que Wagner Love faz na Seleção Brasileira? Alguém me diz o que Mineiro faz na Seleção Brasileira? Alguém me diz o que Maicon faz na Seleção Brasileira? Aliás, quem é Maicon!? Alguém me diz o que Dunga faz na Seleção Brasileira? Alguém me diz?


sexta-feira, 16 de novembro de 2007

A kind of magic

Foto: Zeko 89 | http://zeko-89.deviantart.com/Percebeu que alguns comerciais, só pelos 5 segundos iniciais, te deixa grudado na frente da tv? Atualmente há três que conseguiram fazer isso, pelo menos comigo. Da Skol do código redondo, que contém várias citações de filmes; do Fiat Punto, aquele da moça que sai do pôster e de repente começa a chover, que é genial por sinal; e o da Claro, com a música do Queen, A Kind Of Magic.

Comecei a gostar dos comerciais da Claro na época do “chipzinho”, com a clássica música do Stereo Mc’s, Connected, lembra? De lá pra cá vieram bons comerciais, mas este último é excelente. Ele passa noções de como será a vida dos celulares com tecnologia 3G que está chegando, consegue transmitir perfeitamente a idéia de entretenimento e passa alguma sensação (que chega a ser estranha) de empolgação. Talvez pela música do Queen que é sensacional, mas as imagens das crianças, caretas e sorrisos das pessoas ajudam a criar toda uma atmosfera. Tem como não gostar? Quem assina o comercial é a AlmapBBDO.



Foto: Zeko 89

Interpol no Brasil

InterpolMandaram avisar: três shows no Brasil em 2008. No dia 11 de março no Via Funchal, em São Paulo, depois seguem para o Rio de Janeiro no dia 13 e encerram a turnê brasileira em Belo Horizonte dia 15. Confirmados pelo MySpace da banda.

Os ingressos para o Via Funchal já estão a venda (como assim, já?) R$ 100 (pista), R$ 120 (mezanino) e R$ 160 (camarote). As apresentações fazem parte da turnê mundial "Our love to admire", nome do terceiro álbum da banda, lançado em julho deste ano.

Formado em 1998, o Interpol faz parte da cena de rock alternativo nova-iorquina e ganhou notoriedade ao lançar seu primeiro disco em 2002, "Turn on the bright lights".

Com informações do: G1 Música
Foto: Site Oficial

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Sangue amarelo

O manto sagrado de nossa Seleção Brasileira está de cara nova. Com poucas mudanças, a nova foi inspirada na camisa da primeira conquista em 58 na Suécia. Gostei do detalhe verde e amarelo que agora tem nas meias. A frase “nascido para jogar futebol” que antes ficava no rodapé da camisa, foi para a gola. Ficou lindona.

Pra ficar melhor só tirando o Dunga de lá.

Camisa Brasil 2008 | Foto: Bruno Freitas/UOL

Foto: Bruno Freitas/UOL

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Banda Mañana: ótimos desconhecidos


MañanaQuando alguém te indica uma música dizendo que o som é bom e que faz seu estilo, você vai atrás de alguma mp3 por curiosidade? Se eu te indicar uma banda desconhecida de rock, que é bem parecida com Keane e Coldplay, e ainda afirmar que você não vai se arrepender por escutar, tu vai confiar em mim?

O ano é 2005. O jogo é Fifa 2005, clássico de futebol para os games, que contém uma peculiaridade: é um dos jogos com a melhor trilha sonora em anos. E eles conseguem se superar mesmo, faz você conhecer bandas ótimas de lugares onde você pensa que não há música. Conheci Oomph! da Alemanha e Sober da Espanha por lá. Mas nunca achei que eu iria gostar de uma banda que viesse da Suíça.

Desconhecia totalmente alguma música daquele país, até que ouvi Miss Evening, da banda de rock independente Mañana. Não procure referências pelo Google em português, porque simplesmente não tem. Ou melhor, a única referência que achei a muito custo é apenas uma dedicatória da música em um blog de uma moça que mora em Portugal. Talvez esse post aqui seja a única referência concreta sobre eles em língua portuguesa, talvez. No Brasil, tenho certeza que é a única mesmo.

Já adianto que não é banda de uma música só. É uma banda de cinco músicas (!). O EP deles possui cinco músicas, mas quantidade não é qualidade, você sabe. As poucas são ótimas. Funny Faces consegue até ser melhor que Miss Evening e qualquer semelhança com A-Ha nela, talvez não seja mera coincidência. There It Goes não deixa a desejar. A banda leva consigo “ares” de A-Ha como citei, lembra Keane e em alguns momentos até Coldplay. Quando ouvi Miss Evening pela primeira vez foi quase como ouvir uma música nova do Coldplay porque o piano nela se encaixa tão bem que não tem como não lembrar. As músicas possuem um tom mais melancólico, e como eles descrevem no site oficial, são canções melancólias e ao mesmo tempo otimistas. Já ouvi isso antes.

MañanaA banda é formada por quatro caras e uma moça: Manuel Bürkli, Jan Krattiger, Jennifer Jans, Samuel Burri e Lorenz Hunziker. Você sabe que a história nos diz que o vocalista é o principal integrante da banda. Sendo assim digitei “Manuel Bürkli” com aspas, no Google, para dar resultados exatos. Apareceu 87 citações. Detalhe, citações em língua alemã ou derivados. Cheguei a pensar, quantas pessoas nesse mundo já ouviram a banda Mañana? Comecei a me achar estranho depois disso, mas enfim.

Eles são de Basel na Suíça. Convenhamos, não é o berço das revelações do rock. Miss Evening foi disponibilizada na trilha sonora do jogo e foi aí que eles foram descobertos, por poucos (tipo eu), mas foram. Lembro que demorei mais de meses para achar uma mp3, até que desisti. Apelei para meu amigo Samuka que achou ela não sei como nem onde! E antes pra me sacanear o fela ainda grava o hino do Rio Branco (timeco de Americana) e salva como Manana – Miss Evening.mp3. Dessa eu não esqueço, ter que ouvir esse “hino” achando que era música da banda. Desgraça total.

Depois ele me passou a correta, mas também é a única que tenho deles. Não acho por lei nenhuma as outras, apesar das músicas estarem à venda no iTunes. É raro encontrar mp3 deles para download, após quase 3 anos que conheço. A opção é ouvir na Last.fm ou no MySpace da banda, que contém a recomendadíssima TimeGently, ausente do EP.

Não tenha medo de ouvir Mañana. O fato de serem desconhecidos não os torna pior do que as bandas que estão na mídia hoje. O clipe de Miss Evening está abaixo, na verdade parece uma seleção de videos da banda, algo assim. Mas não deixe de ouvir as outras, este blog recomenda e ainda dá garantia.



Se você me perguntar como eles ainda não decolaram, eu não vou saber responder. Talvez eles sejam empresários, donos de rebanhos daquelas vaquinhas que fazem o chocolate Milka, ai já viu, devem ser ricos e fanfarrões. Ou talvez os shows na Suíça e Alemanha rendam muito dinheiro e a gente não saiba. Pelo que leio na newsletter que recebo do site oficial, o trabalho ainda está concentrado no EP Fast Days, que contém Fast Days, Miss Evening, There it Goes, English Garden e a ótima Funny Faces. Imagina como eles estão enjoados já? Nem Milka enjoa tanto.

Mas o som é promissor, a banda é boa e público alvo ao redor do mundo acho que não faltaria para Mañana. Rumores no MySpace por parte de fãs apontam para novidades em 2008. No site oficial a notícia mais recente diz que eles são finalistas no Independent Music Awards e como a votação é pública, eles estão pedindo votos. Me cadastrei e votei, não custava nada e quem sabe um voto não faça a diferença?

Bom, o que nos resta é aguardar e ver se um dia eles irão finalmente aparecer para o mundo. E se um dia isso acontecer, lembre-se desse blog que foi o primeiro a dar notícias sobre esses caras. Se não acontecer, Mañana será uma daquelas bandas que eram pra ser e, infelizmente, não foram.

Foto: Divulgação

terça-feira, 13 de novembro de 2007

A melhor comunidade da internet


Foto: Chris Weeks | http://cweeks.deviantart.com/Esqueça Orkut, Multiply, MySpace, Facebook, Flickr. A melhor comunidade da internet atende pelo nome de deviantART.

O deviantART é uma comunidade com um propósito diferente: compartilhar artes digitais, fotos, literatura, experiências em design, estilos, pinturas em tela e outros. Pode-se dizer que é uma comunidade mais restrita, mas não é por isso que ela é a melhor. A contribuição dos próprios usuários para a comunidade inteira é que faz a diferença.

Imagine um site com cerca de 45 milhões (eu disse milhões) de artes e fotos, que é a base da comunidade, e esse número crescendo a cada segundo na sua tela. Basta entrar no site e ver o contador pular de segundo em segundo. Pra quem trabalha com design, gosta de fotos, artes e tudo mais é até bonito de se ver. Claro, muita coisa lá é postada por amadores também. Mas pensa comigo, como gerenciar artes e usuários nesse caso? Se estamos falando sobre peças de arte e fotos, estamos falando sobre direitos autorais, certo? Mais um complicador.

Nesse caso, uma coisa interessante aconteceu ao longo do tempo para coibir o uso indevido de imagem por perfis falsos que utilizavam essas artes de outras pessoas. Foi inserido a licença Creative Commons, onde os usuários na hora de postar sua arte escolhiam que tipo de liberdade dava ao outro usuário que quisesse utilizar tal peça. Aliado a isso, os próprios usuários começaram a reportar perfis que foram e ainda hoje são expulsos da comunidade por cópia sem autorização e muita das vezes por plágio. A cooperação existe em larga escala, os números de plágios e perfis falsos são baixos mas mesmo assim quem está no deviantART está sujeito a ter sua arte utilizada por outros sem autorização. É um risco que se tem que correr.

O fato é que o deviantART vicia e é apaixonante. Você faz amigos, posta suas artes, adiciona artes dos outros usuários em uma pasta de favoritos, possui um jornal onde pode colocar notícias e rascunhos, além de ter uma página especial onde você pode vender seu trabalho. E olha, muita gente utiliza desse recurso de vendas, fazendo do deviantART talvez um dos maiores, se não o maior banco de imagens, fotos e artes da internet.

Mas o que mais agrada no site é o conteúdo mesmo. É incrível cada peça que você vê, artes plásticas, fotos, vetores, caricaturas, pinturas digitais quase realistas e algumas tão surreais que te enchem os olhos.

Para ilustrar, essa foto da Natalie Portman você só vai encontrar no deviantART. Chris Weeks é fotógrafo profissional de Monaco e sua galeria contém nomes como Angelina Jolie, Penelope Cruz, Salma Hayek e outras personalidades. As fotos são em sua maioria P&B, mas o trabalho do cara é muito bom, vale a visita.

Aqui no blog você vai ver muito do deviantART ilustrando determinados temas, com os devidos créditos a seus criadores, é claro. E no futuro algumas artes minhas aparecerão por aqui também, pra deixar o blog mais feio.

Foto: Chris Weeks

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Pecados contra a sétima arte

Arte: AndreB2 | http://andrebdois.deviantart.com/É difícil para um cinéfilo admitir isso, mas eu pequei. Pequei contra a sétima arte e venho pecando desde julho deste ano. Tudo porque o último filme que vi no cinema foi o divertido Transformers. Depois dele, nenhum. Passou-se agosto, setembro, outubro e estamos no meio de novembro sem eu pisar na sala de um cinema. Quem tem me salvado é a HBO.

Motivos? Aparentemente nenhum. Gosto de ver filmes nas sessões de terças e quintas onde o cinema se torna um lugar mais interessante do que a muvuca que costuma ser no fim de semana. E sem os “ptu-ptu” clássicos. Não sabe o que é “ptu-ptu”? As clássicas onomatopéias de pessoas que comem pipoca no cinema e depois tentam tirar as casquinhas que... Melhor não continuar.

Estou totalmente por fora dos filmes em cartaz. Estou perdido no meio do tiroteio, só se fala (ainda) sobre Tropa de Elite, tiro pra cá, tapa na cara de lá, e eu sem saber se corro pro cinema ou se escondo em algum lugar. Esses dias mesmo conversando com o pessoal, seis caras falando sobre o filme e eu lá “ah é?”, “putz!”, “sério?”. Me senti fora da bolha, apesar de já ter idéia do que rola no filme.

Talvez eu veja Tropa de Elite ainda no cinema. O mais atrasado, mas tudo bem.

Frase da semana: ”Vai pro cinema logo que tu é muleque!” – Chuck Norris (o verdadeiro Capitão Nascimento)

Pintura Digital: AndreB2

The Killers: Sam's Town

Have you ever seen the lights?

Tim Festival 2007. A banda entrou no palco com três horas de atraso, numa madrugada de segunda-feira. Isso significa: show curto, mas não tinha mais jeito. Algumas bandas tem poder sobre as massas, The Killers, mesmo com uma carreira tão curta, é uma delas. E o fator de poder nesse caso são as músicas e depois integrantes. No palco, luzes natalinas, neon, arranjos, pequenas árvores secas, flores, caixotes e Sam’s Town ao fundo, escrito em lâmpadas incandescentes. Kitsch à primeira vista, eu sei. Mas tem um significado: Sam's Town.

The Killers Tim Festival 2007 | Foto: Divulgação
Sam's Town é o tema do show inteiro e a música dispensa comentários, introdução perfeita para um show, com fotos e vídeos sendo mostrados no telão que remetiam à atmosfera que tem o cd e os videoclipes. A segunda música foi Shadowplay, do Joy Division, que faz parte da trilha do filme Control, cinebiografia do vocalista Ian Curtis. Aí veio Enterlude, cantada em coro pelo público e assim como no cd, When You Were Young foi a próxima, seguida de Somebody Told Me. Essa sequência levantou até os mais mortos de cansaço depois da maratona de quase 9 horas (já era mais de 4h da manhã). E como foi bom ouvir Jenny, talvez uma das poucas músicas que ao vivo consegue tomar uma outra forma. Mas nada se comparou a Smile Like You Mean It e o teclado genial que ela tem. A intro dela ao vivo é daquelas que te deixa em outro estado de espírito. Smile é a música de Hot Fuss, sem dúvida. E foi arrepiante. Aí veio Bling e Read My Mind, seguida de Uncle Jonny que ao vivo caiu muito bem. Umas das mais esperadas, Mr. Brightside fez todo mundo pular e cantar. Não teve uma alma que não cantou Mr. Brightside. A ótima Bones foi a próxima e depois, For Reasons Unknown. E pra fechar, All These Things That I've Done.

The Killers ao vivo não deixa de ser uma experiência marcante. Excelente performance no palco, carisma e interação com o público, show empolgante, dançante, que te deixa com um “smile” bem grande estampado na cara. Eu poderia parar por aqui, dizer que o show foi o melhor que vi até hoje e que eles são uma das maiores revelações dos últimos 15 anos. Mas e daí? Seria uma cova rasa, daquelas que você sai sem esforço. Então vou cavar.

Com certeza quem já viu The Killers ao vivo começa a ter uma outra visão sobre a banda. Tudo culpa deles. Hot Fuss, primeiro cd, é uma obra-prima para uma estréia. Não sou eu que estou falando isso, é a história e como eles foram recebidos em 2004. E Sam's Town é um disco excelente, como disse o próprio Brandon, talvez um dos melhores discos dos últimos 20 anos. Não é questão de se gabar nem nada, se colocar num pedestal. É questão de ter consciência daquilo que se faz e principalmente olhar ao redor hoje no mundo do rock, ou indie rock, como preferir. O disco mantém uma linha de concordância, tem introdução, tem meio e tem fim, assim como Hot Fuss. Tem algo mais, é substancioso, fala por si. Não são só músicas jogadas num cd, é algo bem mais refinado. Você consegue perceber que ali foram empregadas horas e horas de trabalho, pesquisas, experimentos. E quantas bandas se preocupam com isso hoje?

Penso que Hot Fuss foi mais fácil de digerir do que Sam’s Town, talvez pelo descompromisso e músicas mais comerciais e agitadas como Mr. Brightside e Somebody Told Me, aliada a agradável novidade que foi a banda em 2004. E convenhamos, estávamos carente de boas bandas e músicas empolgantes como essas, pois a mesmice tomava conta do meu playlist, pelo que eu lembre. E eu fiquei com a impressão de que Sam’s Town demorou para ser aceito. Confesso que foi assim comigo e foi assim com quem conversei a respeito do cd.

Mas por que? Porque Sam's Town foi além, é uma agradável evolução. E você sabe, tudo que é novo incomoda e tende a atrapalhar nossas mentes. E esse é o grande trunfo do segundo cd. Algo como se a banda dissesse: “você está me entendendo?”. E você: “espera um pouco, estou tentando...”. E quando isso acontece, saímos do campo da música somente e entramos no campo do sentimento, ou seja, sentir as músicas além de ouvi-lás. Aconteceu no primeiro cd, mas acontece em doses dignas de overdose no segundo.

Alguns críticos condenaram Sam’s Town, porque simplesmente não tiveram a capacidade de entender isso. Para eles, bastou dizer que a banda, no segundo cd, esqueceu do pop e quem sabe do descompromisso de Hot Fuss, deixando de lado o tom mais despojado, tentando entrar no campo da maturidade, da segurança, com letras mais fortes e tons mais marcantes, querendo transparecer o que eles na verdade ainda não são. Palavras deles. E pra ajudar, o New York Times em sua resenha sobre o cd insinuou que Sam’s Town quis ser o Joshua Tree dessa geração, o aclamado álbum do U2.

Por que duvidar tanto da evolução em Sam’s Town? Será que eles esperavam mais do mesmo? Repito, Hot Fuss é obra-prima para uma estréia, se Hot Fuss tem um erro, eu ainda não descobri. Mas Sam’s Town, para quem ouviu, buscou entender e foi ao show, fica claro que parte da crítica estava enganada. Enganada porque principalmente a experiência ao vivo de Sam’s Town é bem mais marcante, mais profunda e, consequentemente, mais embaixo. A cova não é rasa, nesse caso. Você começa a entender melhor quem é quem no The Killers a partir de Sam’s Town.

Acabei lendo muitas críticas sobre o show deles, e uma me chamou a atenção. Uma comparação entre atitudes, a banda num todo, com Queen na época de Freddie Mercury. Procurei referências da própria banda e por acaso achei uma entrevista recente do Brandon no blog do SobreMusica.com.br:

"SobreMusica: Você disse que não está satisfeito, mas como você percebe sua evolução ao longo do tempo? Brandon: "Eu queria ser mais confiante, mas acho que estou melhorando, eu tenho assistido... Eu vi alguns trechos das apresentações em Glastonbury e em um show que fizemos na Noruega... Eu acho que ainda preciso melhorar, não me sinto muito confiante. Eu ainda não pareço com o Freddie Mercury (risos)."

Assisti o show deles em Glastonbury pelo YouTube e claro, ao vivo no Tim. Essas palavras do Brandon soam mais como quem quer esconder o jogo, do que qualquer outra coisa. Para liderar massas, como falei no início, precisa ter confiança em si mesmo. Freddie Mercury fazia isso com maestria, como ninguém nunca o fez, basta assistir aos shows épicos de Queen, é algo sobrenatural. E certas semelhanças, mesmo que sejam propositais com Queen, são boas.

Ouça My List. Uma das melhores de Sam’s Town, My List é quase um revival de Queen. Mas não só ela, Bling, Bones e Why Do I Keep Counting? também são temperadas assim. E tudo isso é perceptível. O primeiro cd tem mais cara de The Cure com pitadas de New Order do que qualquer outra coisa, e parte disso ainda está presente no segundo cd, com For Reasons Unknown, When You Were Young e Read My Mind. Mas escute Sam’s Town hoje do começo ao fim. Vá em algum show dos Killers hoje e veja como a banda e Brandon se comportam, como é a interação deles com o público. Quando ele invocou Bling e Bones no palco do Tim Festival, tudo ficou mais claro.

Se Brandon se espelha hoje em Freddie Mercury, um pouco na aparência ou vestimenta, mas principalmente pelo papel que exerce como vocalista e líder no palco, o que falar de Dave Keuning? Brian May em pessoa. Se isso é ruim? Pelo contrário, pelo menos pra mim, traz mais confiança no trabalho deles. E não vejo isso como se fosse uma atitude poser, ou podendo soar como algo plagiado. Ser poser ou ser uma cópia descarada é uma coisa, utilizar das bases e referências de bandas consagradas, tirando os pontos positivos para fazer música de qualidade, mantendo um estilo próprio desde o início, é outra. Só ouvindo os dois cds para tirar qualquer dúvida, se você ainda tiver.

Sawdust, compilação com b-sides da banda, está saindo agora. A melhor de Sawdust eu ainda não sei, porque não ouvi todas. Tranquilize me pareceu promissora (em parceria com Lou Reed), mas Where the White Boys Dance é digna demais para ser um b-side, é uma pena muito grande não estar em Sam's Town. Sorte dos japoneses, pois veio como bônus no cd lançado por lá e ao que me parece, no single de When You Were Young. Prefiro pensar que fizeram isso para presentear as poucas almas que desfrutarão dessa música.

Sobre o terceiro cd, acredito que só no final de 2009. Mas se eles andarem na mesma linha em que eles estão, será mais um disco excelente. Se conseguirem superar, bom, nesse caso as projeções irão ficar na minha mente, por enquanto. Se hoje já vejo sinais de bons tempos com o trabalho e as músicas deles, no futuro, espere pela glória. E por tudo até hoje e pelo caminho que estão seguindo, será mais do que merecido.

The Killers: Sam’s Town
Foto: Divulgação
Ilustração: Headwires

Tim Festival 2007

Tim Festival 2007Li num blog e não tem como não concordar. Tim Festival 2007 - O problema é seu! Foi incrível a falta de organização e de respeito com o público, desde o começo até o fim. O post desse link acima resume muito bem tudo. Só não cita as centenas de celulares roubados e máquinas digitais perdidas. E eu achando que meu celular tinha caído. Caiu mesmo, caiu na mão leve. Como disse a Má, "ninguém mandou filmar a Björk!". Mas ela tinha acabado de entrar, momento supremo. Depois disso meu celular desapareceu, sem deixar vestígios.

Antes de ir para o show encontrei um pessoal que ia pro Tim, no metrô. Acabei conhecendo eles, no total umas vinte pessoas. De repente apareceu uma moça falando inglês. Ela veio de uma cidadezinha da Inglaterra, perto de Glastonbury (te lembra alguma coisa?), e veio pra ver Hot Chip, acredite. Ela deve estar acostumada a festivais ao redor do mundo pelo jeito. Era a cara da Dolores O’Riordan, vocal do Cranberries. Muito simpática, se chamava Elizabeth, ela foi com a gente, tiramos fotos com ela, só não tenho como postar aqui porque a foto está no perdido celular. Sucks!

Lá dentro achei a Lunna e sua turma. Pessoal muito gente fina, Alex de Salvador, Lucy do Rio, Fernanda e Thiago de Santos e a Lu é claro. Mais tarde veio a Lara e a Martha, finalmente. E eu já achando que não iria encontrar ela, porque tava muito lotado e difícil de achar alguém lá dentro, mas no final deu tudo certo e passamos ótimas horas por lá, apesar do cansaço, foi muito bom!

Sobre os shows do Tim 2007, pensei em dividir os posts, mas como ainda vou falar muito da Björk por aqui, vou enquadrar ela abaixo, não deixando de ser menos importante. The Killers mereceu uma resenha separada.

Spank Rock: não tenho uma idéia clara sobre eles, nem quero ter. Acho que precisam definir melhor seu estilo, o que era pra ser som, uma hora vira ruído. O que vi foi uma galera em cima do palco, percussão e mc’s gritando “motherfucker” de cinco em cinco minutos. Dispensável, totalmente.

Hot Chip: nossa, Hot Chip no Skol Beats 2008 já! E na tenda Live Stage. Muito bom Hot Chip! Deu pra entender porque a sósia da Dolores veio da Inglaterra pra cá ver eles. Música eletrônica de qualidade, ao vivo, no melhor estilo New Order de ser, guardadas as devidas proporções. Mas, com Temptation do New Order numa versão mixada, não teve como não fazer comparação. Então Lunna, tu não estava enganada, era Temptation! Por um minuto ou dois, era. No final veio Over and Over, mas todas as outras formaram um set list ótimo, boa opção pro Beats 2008, com certeza.

Björk Tim Festival 2007 | Foto: Publius Vergilius/UOLBjörk Gudmundsdóttir: fale rápido, Gudmundsdóttir! Não é um show, é uma nova experiência de música. Algo pra se deixar levar, ouvir, sentir e guardar. No telão os sintetizadores usados eram em touchscreen, uma tela LCD com área circular (o instrumento na verdade se chama ReacTable, maiores informações aqui e aqui). Equalizadores em touchscreen também. Louco, insano, muito doente de se ver. No palco, faixas enormes com gravuras de animais e a banda de sopros, Wonder Brass. Não estava tão perto do palco, mas li comentários de que elas são lindas. Não tão lindas quanto a própria Björk. Já me chamaram de louco por isso, mas e daí, ela é linda mesmo. Foi um espetáculo! A voz da Björk é uma dádiva e no palco ela é uma graça. Uma criança de 40 anos, cantando, pulando, dançando, cheia de energia. Aquele "o-pri-ga-to" cativou todo mundo. E ela fez um show pra ficar na memória, baseado no último e insano cd Volta. O show começou com Earth Intruders, essa música é de outro mundo, entra na sua cabeça e não sai mais. Os gritos dela e aquela voz um pouco distorcida que aparece certas vezes na versão do cd estavam lá. E as experiências que ela consegue fazer com diversos ritmos em Earth Intruders e Innocence te deixam sem direção, você perde o norte facilmente e confesso, isso é bom demais!

Depois de Hunter, Pagan Poetry, Army of Me, Jóga, Pluto e Hyper-Ballad (não exatamente nesta ordem, pois não me lembro), Declare Independence fechou o show. E que música é essa? Raise your flag! Higher! Higher! Uma das mais fortes críticas que já ouvi, ela canta com certa raiva tanto no cd quanto ao vivo. Não dá pra explicar, tem que ouvir. Show perfeito, apesar de sentir falta das músicas mais antigas, It's oh So Quiet, Human Behaviour, New World, Possibly Maybe, Play Dead, mas principalmente a melhor "I've Seen It All". Acho que dificilmente ela toca I've Seen It All em shows, não sei. Acho que todos estavam esperando algo de Dancer in the Dark, mas nada no show. Só sei que mesmo assim, foi uma experiência singular e inesquecível. Não sei quando ela irá voltar, mas quero ver ela de novo.

Juliette and the Licks: dá pra pular? As moças do penacho que me perdoem. Gostei do que vi dela no VMB 2007. Não gostei muito do que vi dela no Tim. Eu não sabia que ela era tão insossa daquele jeito. E bom, ela é clichê, não tem jeito. A banda não é de todo ruim, a voz dela também não, mas algumas músicas são mais do mesmo. Atitudes no palco, típicas de um show hard rock dos anos 80. Na época funcionou, mas hoje em dia... Tsc, tsc. No meio do show a Má tinha me dito, "já enjoei dela". Eu também.

Arctic Monkeys: muita calma nessa hora Thiago, você está sendo observado. Quem me indicou o Arctic foi a Martha e eu baixei seis músicas deles, há algum tempo, de tanto ela insistir. Foram Mardy Bum, Dancing Shoes, Fake Tales of San Francisco, A Certain Romance e When the Sun Goes Down. Até então, A Certain Romance era a melhor deles, a intro dela é muito boa. Mas gostei do que vi no Tim, o show foi bom, o baixista talvez seja o melhor da banda pois dita o ritmo em várias músicas. Só preciso de doses maiores, apesar de já ter alguma idéia sobre eles. Até agora é uma banda boa, um pouco fria no palco é verdade, quase nada de interação com o público, talvez descompromissados demais, mas acho que nesse caso as músicas falam por si, pois algumas empolgam mesmo, como Dancing Shoes. Não da pra ficar parado com Dancing Shoes. Mas a banda precisa sair um pouco mais da linha adolescente, pensar em novas experiências musicais, talvez assim eles irão descobrir quem são de verdade. Por enquanto, é bom de se ouvir, mas sem compromisso.

The Killers: escolhi The Killers para fazer a primeira resenha de um cd aqui no blog. Muito se deve ao show que presenciei, pela história (curta ainda, eu sei), por Hot Fuss mas principalmente por Sam’s Town. Tentarei ser o mais imparcial possível, prometo. Não deverei cumprir a promessa, já adianto!

Ilustração: Tim Festival 2007
Foto: Publius Vergilius/UOL

domingo, 11 de novembro de 2007

Headwires

Arte: Starchild6891 | http://starchild6891.deviantart.com/

Um emaranhado de idéias.

Este era o nome do blog que eu criei em 2001 e que foi embora em 2002, sem deixar rastros. Sim, eu já tive um blog! E talvez ninguém que me conheça hoje saiba ou lembre disso.

Headwires pegou o grande “boom” da internet, mas principalmente dos blogs. Era um vício blogar, época em que os textos faziam a diferença e levavam você a conhecer mais e mais de pessoas e situações. Mas o que eu costumava ler, em sua grande maioria, já não existe mais. Uma pena, porque eram pessoas normais com mentes interessantes e textos instigantes.

Meu site era pessoal, tinha experiências de web, em Flash e ilustrações. No blog rolava de tudo mas a ênfase era o design voltado para a web, que teve seu crescimento acentuado na época, onde os sites mais geniais eram compartilhados e estilos debatidos, coisas do gênero. Maçante e chato para quem não era da área, mas divertido para quem trabalhava com isso, porque inspiração não faltava devido a diversidade de fontes experimentais.

E esse nome? Bom, todo blog que se preze precisa de um nome. Headwires é uma música do Foo Fighters, do cd There is Nothing Left to Lose. Talvez você nunca tenha ouvido. Mas a referência é que na época vi uma exposição de fotos online de um fotógrafo de Porto Alegre, exposição só de faces humanas, cabeças em ângulos estranhos, fotos bizarras, lembro vagamente. Mas lembro da que mais me marcou, um senhor de idade avançada, com um rosto um pouco desfigurado e nada contente, envolto em arame farpado. A foto tinha uma atmosfera diferente, e não teve como não fazer uma analogia com a letra da música: “Have you been headwired? Were you satisfied?”.

Simplesmente pegou. E eu nem tinha me preocupado com slogan, até que alguém que visitava o blog sugeriu “um emaranhado de idéias”. Não demorou nada pra aceitar, foi na hora.

Mas o blog de Headwires foi deletado depois da Copa de 2002. Não me pergunte o motivo, apenas deletei. Vocês já sabem como eu deleto coisas sem dó, estão vendo como isso é coisa de anos, não?

Pensei em deixar de lado o nome Headwires, porque seu tempo já foi. Utilizar ele hoje talvez não teria mais sentido, mas na verdade, ainda tem.

Então, por que voltei? Necessidade interna, eu acho. Jamais canso de ler, e espero jamais cansar, é uma terapia, traz conhecimento, diversão, inspiração. E hoje tenho a impressão de que vai ser bom estar na pele de quem escreve, de novo, mas há um fator principal que me agrada e vou explicar.

A força que os blogs possuem hoje é algo fantástico. Quantos textos achei pelo Google, de blogs que hoje estão ativos, alguns deixados de lado, outros extintos, mas que representavam exatamente tudo aquilo que eu pensava sobre determinado assunto. Textos que li, me identifiquei e cheguei a conclusão de que não importa quem você seja, onde você mora, como você é, qual roupa você veste ou qual comida você come, suas idéias, pensamentos, raciocínios, sentimentos e opiniões podem ser as mesmas de alguém que você nunca viu na vida, que possui suas diferenças e que está muito longe de você. E, na maior ingenuidade do mundo, você achou que estava sozinho nessa.

Talvez isso possa diminuir seu grau de genialidade, mas no fundo eu aposto que vai te fazer bem. Foi por isso que voltei. Voltei para correr esse risco, dar oportunidade para que algumas de minhas idéias, experiências e conhecimentos sejam achados, independentes de tempo e espaço, por alguma pessoa que eu não faço a mínima idéia de quem seja.

Se isso vai acontecer um dia, eu não sei.

O que penso agora é que, Headwires, um emaranhado de idéias, está de volta. So, let’s blogar!

Ilustração: Starchild6891