quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Trabalhar offline

Dá pra exemplificar muito bem o que é para um Web Designer trabalhar offline: pedreiro sem água, padeiro sem farinha, mecânico sem ferramenta, músico sem instrumento. Deu pra perceber?

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Patinho feio

Eu já disse que o Renault Logan é o carro mais feio lançado nos últimos 10 anos? Ele está fora do seu tempo, totalmente. Seu design "quadrado" cairia bem no início da década de 90, mas hoje, ele é uma bola fora da Renault.

Falando em carro, fiz o test-drive do Fiat Punto algumas semanas atrás. É como andar numa nuvem. Amor à primeira vista!


sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

The Last Rider

Algumas horas no Photoshop, sem utilizar referências. Finalizado em fevereiro de 2007, somente um pincel, cores e ferramentas básicas, como o tutorial que estou finalizando e que em breve estará por aqui.

Peça inteira e o detalhe, logo abaixo.

Arte: Tmargato | http://tmargato.deviantart.com/

Arte: Tmargato | http://tmargato.deviantart.com/
Arte: Tmargato

Rio Branco, não foi desta vez

Tigres não sabem nadar, mas até que conseguiram nadar dessa vez. E nadaram, nadaram, nadaram e não chegaram à praia. O primeiro título da história do Rio Branco esteve perto, muito perto. Se não fosse o bom time do Figueirense - que ninguém apostava - acabar com o sonho na final da Copa São Paulo de Futebol Junior. Fazer o quê?

Poor tiger.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Cloverfield: artes do monstro no DA

Spoilers abaixo.

Artes fresquinhas direto do deviantART sobre o monstro de Cloverfield. Ô assunto batido hein! Se você está carente de saber como realmente ele é, vai por mim que estas artes - ainda inacabadas - abaixo representam pelo menos 80% do que ele é.

O pessoal do DA mandando bem, como sempre.

Arte: Blitzkreig-Storm | http://blitzkreig-storm.deviantart.com

Arte: Kite McCloud | http://kite-mccloud.deviantart.com
Arte: Blitzkreig-Storm
Arte: Kite McCloud

Enquanto isso, na Copinha...

Sou figueirense desde criancinha...

Figueirense | Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

Spoilers

Recebi um "hate mail" dizendo que era pra eu colocar a foto do monstro de Cloverfield como spoiler e quem não queria ver, acabou vendo. Sorry. Realmente as buscas por Cloverfield trouxeram muitos acessos pra cá de pessoas interessadas em verem o tal monstro. E convenhamos, quem tava na procura do filme tava afim de ver o que além dele, hein? Ainda bem que foi um hate mail educado.

Já tem vídeo no YouTube do monstro inteiro nessa cena, que por sinal é a cena final. Eu vi e me arrependi. Não porque é ruim. É que fiquei sabendo que é a única parte que mostra ele mesmo de perto. Bah. Não quero mais ver esse filme.

Aliás, spoiler de Cloverfield abaixo! Cuidado!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O Coringa morreu

Notícia mórbida mas realmente, não dá pra entender. Post só para informação, não tem o que comentar muito.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Cloverfield: primeiras impressões

Depois desta notícia, não aguentei e fui atrás de cenas de Cloverfield na net e fotos do tal monstrinho. Até agora encontrei referências em artes digitais sobre como ele é, mas nada de foto tirada do filme.

Acabei vendo sem querer (querendo) alguns minutos da cena onde uma plataforma de petróleo é atacada. Apesar da filmagem não ser lá grande coisa, por ela dá pra perceber que o CGI empregado deixa a desejar, como se fosse um filme B mesmo. Já tinha percebido isso na cena da cabeça da Estátua da Liberdade rolando pelas ruas, mas por outro lado a ação e o suspense é de primeira.

Update 1:

Cloverfield | Foto: ReproduçãoPra acabar com a curiosidade, apesar da imagem estar ruim. Bom, é grande! E pelos comentários que li em blogs gringos o filme é realmente muito bom, te prende desde o início até o final, coisa de tirar o fôlego. Dia 08 de fevereiro estréia por aqui.

Update 2: O dia do monstro hoje, só pode. Lendo resenhas de blogs gringos (mais uma vez), os efeitos não são ruins ao que tudo indica. E a dica dos blogueiros é para você não sair do cinema depois do filme acabar, pois tem algo após os créditos. Tá virando modinha isso!

Comparações com The Blair Witch Project são inevitáveis até agora, com a diferença que em Bruxa de Blair você não vê a tal bruxa, mas neste você se encontra cara-a-cara com o monstro gigante. Pelo menos o marketing viral e o hype tem a ver. A Bruxa de Blair foi o primeiro filme a utilizar a web como principal meio de divulgação, jogando a história dos 3 estudantes como sendo verídica. Muita gente caiu, tipo eu.

Em Cloverfield, esqueça algum tipo de monstro como um Godzilla, como achei que poderia ser. É algo completamente diferente, embora haja características aracnídeas e anfíbias nele.

Os primeiros 20 minutos serve para apresentar os personagens, até chegar à festa e ao início da destruição. Li comentários que o terror que o filme passa chega bem perto dos acontecimentos do 11/9 e alguns chegaram a dizer que o filme é absurdamente emocionante.

Será que é tudo isso?

Foto: Reprodução

domingo, 20 de janeiro de 2008

Azul Profundo

Magnífico!

Acho que só essa palavra descreve esse filme-documentário que a Discovery exibiu hoje. Foram 5 anos de filmagens em mais de 200 lugares diferentes ao redor do planeta.

O que mais me chamou a atenção e eu não esperava ver foi a Fossa das Marianas, o lugar mais profundo de todo o oceano (e onde está sepultado Megatron, segundo Michael Bay em Transformers, mas este é um comentário nerd e inútil, portanto descarte!).

É a maior estrutura geológica do planeta com incríveis 11 km de profundidade e 40.000 km de extensão. Eles filmaram o desfiladeiro gigante, que mais parece uma porta para o inferno, literalmente.

A equipe de filmagem utilizou um submarino dos mais modernos para chegar a incríveis 4.5 km e poder filmar seres abissais, que muito me atrai por sinal. Incrível como aquelas criaturas conseguem viver onde não há luz, em condições climáticas extremamente hostis. Bom, pela “carinha” deles - a maioria são cegos e alguns possuem filamentos fluorescentes para atrair presas - eles não são nada amistosos, então é um casamento perfeito.

Mas uma das maiores incógnitas talvez não apareça, a lula gigante. E bom, o Discovery está meio desatualizado pois o cientista-pai das lulas gigantes, o japonês Tsunemi Kubodera, já filmou no final de 2006 uma lula gigante indo até à superfície para atacar uma isca. Antes, o mesmo foi responsável por um documentário onde conseguiu a primeira foto de uma lula gigante. Ou seja, pensou em lula gigante, pense em Kubodera. Mas até agora, nada de aparecer em documentário.

Bom, o comentário de Amyr Klink no final do documentário é perfeito quando ele diz que mais seres humanos visitaram o espaço do que chegaram perto das fossas abissais. E mais se conhece sobre o espaço do que sobre o fundo do mar. A descoberta então fica nas mãos de poucos, mas sorte que ela consegue chegar até nós pelo Discovery.

O filme-documentário foi uma prévia da série Planeta Azul, que começa nesta terça, às 21h.

Arte: Tyrus88 | http://tyrus88.deviantart.com/
Arte: Tyrus88

O básico, nada básico

Comecei a criar o tutorial sobre pintura digital, mas há um problema. Não consigo ser básico em minhas explicações. Bah.

Não é questão de ser um conhecedor profundo das técnicas e também não é questão de enrolar para chegar em determinado ponto. Era pra ser um tutorial básico, mas há detalhes e se não bastasse, sou meio que perfeccionista nisso: detalhes são importantes e tenho que repassá-los.

E mais importante, é uma pintura digital baseada em apenas um pincel, sem utilizar outros pincéis pré-definidos da biblioteca do Photoshop mas utilizando as ferramentas disponíveis como smudge tool, dodge e burn tool, com o mesmo pincel, tentando ao máximo não utilizar filtros. Ou seja, pra quem quer iniciar, é bom ralar como se fosse uma pintura em tela real mesmo. Afinal numa pintura em tela seus pincéis podem ter diversos tamanhos, mas as formas geralmente são sempre as mesmas, certo? E bom, lá não tem filtro, muito menos efeitos milagrosos do Photoshop.

Estou na etapa 3, rascunho - que você vê abaixo -, salvando cada cena e escrevendo os posts conforme o andamento e o arquivo de texto já está com 4 páginas. Post “tripa” a caminho, pelo jeito.

Mas depois dessa você vai sair pintando tudo por aí, pelo menos.

Rascunho | Imagem: Headwires
Imagem: Headwires

sábado, 19 de janeiro de 2008

A verdade...

Está lá fora...

Arquivo X 2 | Foto: Divulgação
Em breve, num cinema perto de você.

Foto: Divulgação

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Rápidas da música

Marido da Amy Winehouse ameaça pedir divórcio: depois dessa será que ela sobrevive?

Klaxons faz pré-produção de novo álbum e vira as costas para a new rave: agora já é tarde, baby.

Cantora britânica Lily Allen sofre aborto: culpa dela? Não, da bebida.

DJ francês David Guetta toca pela 1ª vez no Rio de Janeiro: é no sábado de carnaval, dia 2, no Jokey Club. Só por The World is Mine já vale o ingresso. Abaixo, o video que fiz dela no Skol Beats 2007. O melhor da sexta, disparado. Será que ele vem pro Beats 2008?




quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Datas do Skol Beats 2008

Tenda Live Stage - Skol Beats 2007 | Foto: HeadwiresConfirmadas as datas do Skol Beats 2008:

SKOL BEATS 2008
Período: 09/05/2008 e 10/05/2008
Local: Pólo Cultural
Área: Arena Skol Anhembi
Organizador: B/FERRAZ FULL PROMOTION
Contato: (11) 3377 7945

Dois dias como em 2007 e o local, bem, se eu entender que "pólo cultural" seja aquele campo aberto atrás do Sambódromo, como foi no ano passado, é de agradecer aos céus, porque realmente a estrutura, organização, tendas gigantes, segurança e tudo mais foi top.

Em breve mais Skol Beats por aqui.

E não acredito que até agora não falei nada de música eletrônica? Como? Será que estou bem? Algum pino está fora do lugar! Deve ser a fase indie. Tirem Arctic Monkeys, Killers, Interpol, Kaiser Chiefs, Snow Patrol e Feist da minha orelha, por favor!

Update 1: Skol Beats adiado para junho? Clique aqui.

Update 2: Conhece o sintetizador ReacTable? O futuro da música eletrônica aqui e aqui.

Update 3: Skol Beats em setembro com Depeche Mode? Saiba mais aqui.

Foto: Headwires

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Pintura Björk

Arte: Tmargato | http://tmargato.deviantart.com/

100% Photoshop e mais: mouse (sim), um pincel, cores e principalmente paciência. 120 horas, aproximadamente. Meus tempos naquela época eram lentos, eu sei.

Em breve vou postar um tutorial básico sobre pintura digital no Photoshop. Apesar de nada se comparar a uma tablet, dá pra fazer muita coisa legal com o mouse, basta ter um start e uma direção pra se seguir.

Sobre esta da Björk, não gostei da boca, mas o resultado ficou muito parecido com a referência da foto que usei. Abaixo o detalhe dos olhos, cabelo e nariz, que foram as partes mais gostosas de fazer. Adorei os olhos dela, pra falar a verdade, tanto que eles seguem aqui, em close.

Arte: Tmargato | http://tmargato.deviantart.com/
Artes: Tmargato

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O Second Life nasceu morto

Second Life | Imagem: DivulgaçãoAgora, depois de quase tudo, é fácil falar. Mas quem me conhece e já tinha conversado comigo na época sabe que minha idéia sobre o Second Life era exatamente esta. O Second Life nasceu morto. E talvez falte pouco para ser enterrado.

Não é conclusão precipitada, porque sei do que estou falando. Sei, sem ao menos ter criado um avatar no Second Life. Sei porque entendi a idéia inicial do Second Life. E a idéia de comunidade virtual do Second Life ia além das comunidades que conhecemos hoje. E muita gente que hoje lê sobre o Second Life, talvez pela primeira vez, nem sabe o que ele realmente é.

Basicamente o Second Life é uma tentativa de ser uma comunidade virtual, que na verdade tem a cara de um jogo de Playstation, onde você cria um personagem (avatar), que pode ser você mesmo ou alguém fictício (como no Orkut), em um ambiente 3D que tenta (eu disse tenta) simular a sua vida no computador. Uma rede onde você voa (literalmente) para achar ilhas (países), usa Linden Dollar (o dinheiro virtual deles) para comprar e vender objetos, roupas, imóveis virtuais e se divertir em festas onde o Dj pode ser por exemplo, um Fatboy Slim da vida (verdade). Lhe interessa?

Na época do hype em 2006, era cool ter um avatar no Second Life. E a maioria dos sites de tecnologia, web e blogs do Brasil só falavam nele. Quem estava fora da bolha era um inútil e o patinho feio da net. Que dó. E na época gostei por demais de ser este inútil a ponto de não cometer este crime contra minha própria pessoa, criar o bendito avatar. Tava na moda, mas o que eu estava perdendo? Absolutamente nada.

O que eu lia ainda está na rede, basta dar uma procurada para achar os blogueiros e internautas todos entusiasmados com sua segunda vida. Fotos de seus personagens pipocavam na rede. Alguns tunados, com tatoo, cabelo black power e com um estilo incomparável. Tudo virtual. No real, só Deus sabe. Mas era cool, era a segunda vida que todo nerd sempre quis. Santa futilidade, Batman.

Lá você poderia fazer de tudo, as promessas eram grandes. Conhece aquela do Tampax? O garotinho chega para o pai no Natal e fala:

”- Pai, quero um Tampax no Natal!
- Mas meu filho, você sabe o que é um Tampax?
- Não, não sei pai. Mas no comercial eu vi que com Tampax eu posso andar de bicicleta, andar de cavalo, nadar, correr, jogar vôlei...”


Que tragédia, mas é a mesma coisa. Você é loira, feia e não tem namorado? Não se desespere. Vá para o Second Life. Lá você vira uma morena alta, linda e vai chover de homem bombado pra você namorar. Mas toma cuidado, que você pode engravidar virtualmente. Mas no fundo é tudo de mentirinha tá? Ou não, depende de sua mente.

Mas e hoje? Hoje, o Second Life é para poucos. Poucos que conseguem ver algo de bom nele e ter paciência, além de uma mente limitada e ainda assim deixar de ter uma vida social real, que é o que importa para pessoas que sabem o que é ter vida. Você conseguiria? Porque eu realmente não consigo me imaginar lá dentro.

Um exemplo que pode ter acontecido, um amigo convida o outro pra uma balada numa sexta, daquelas imperdíveis:

"- E aí vamo, é a festa do ano! Aquela garota que você curte vai estar lá!
- Não vai dar cara, vou pra outra balada!
- Outra balada? Mas você nem me disse nada!
- É que essa balada é no Second Life, o Fatboy Slim vai tocar ao vivo lá e os avatares que estiverem online na festa irão ganhar pôsteres dele! Vai ser massa!
- Nossa... Show mesmo... Hein?"


Dúvidas? Aqui e aqui.

Você duvida que isso aconteceu? Não duvide. E a história da filha grávida de 15 anos, você conhece?

"- Pai, estou grávida.
- O quê? Como assim, você tá doida?
- Tô grávida pai, do meu namorado, Jack the Best.
- Jack quem? Quem é esse sujeito? Onde você conheceu ele? Você nem namora!
- Meu namorado da net pai.
- Eu sabia! Essa porcaria de internet! Quando você saiu com ele?
- Saí numa ilha do Second Life.
- Quê? Onde fica isso? Eu não conheço, que bairro é?
- Não é bairro pai, é uma comunidade 3D da internet, meu nome lá é Sweet Jessica.
- Filha, você tá usando drogas?
- Não, lá não pode usar drogas pai. Mas eu sei voar, precisa ver como é legal!"


Vamos aos fatos:

- Publicada em 13 de dezembro de 2006 às 18h33
Second Life vira febre no Brasil

- Publicada em 26 de junho de 2007 às 19h48
Second Life está perdendo a força, diz Forbes

- Publicada em 10 de dezembro de 2007 às 19h48
Oito meses após lançado, Second Life Brasil conta menos de 50 mil usuários

Second Life | Imagem: DivulgaçãoDo hype ao limbo em um ano. Nem a troca de lindens para o dinheiro real deu muito resultado e a história de ficar milionário no mundo virtual do SL, que parecia ser promissora, veio a baixo.

E de tudo que foi falado como se o Second Life fosse um Tampax virtual, pouco se fez. E o garotinho ficou só com a promessa do Tampax. Muita coisa ficou mesmo na promessa e o usuário que tinha uma vida normal de trabalho, compromissos, família, amigos, diversão e afins, percebeu que o Second Life era - e ainda é - a maior furada 2.0 que ele se meteu.

As notícias foram sumindo, algumas empresas que tinham suas sedes no mundo virtual do SL saíram e os bancos foram obrigados a fechar suas portas. A segunda vida foi ficando vazia, fadada aos que ficam quase 24 horas conectados tentando ganhar seu dinheiro nesse mundo frio e quase sem vida. Que bela segunda vida, eu me pergunto.

E hoje o Second Life está na UTI. Para quem esperava 2 milhões de usuários ativos no Brasil, 50 mil é muito, mas muito pouco. E esse número diminui a cada dia.

A idéia de comunidade foi-se e deu lugar ao que o Second Life realmente sempre foi: um jogo chato de internet.

Imagens: Divulgação

Como mexer em HTML no MySpace

Foto: Kerridwyn | http://kerridwyn.deviantart.comOlha o MySpace tomando forma no Brasil: "como mexer em html no myspace". No Google, terceira referência para este blog por causa deste post e um hit vindo do Rio de Janeiro que o excelente FeedJit pegou. Acho que a fase beta dele está evoluindo. Peguei um peixe!

Segue a receita abaixo, peixe:

Ingredientes:
- 1 PC
- Conexão (banda larga ou discada)

Modo de Preparo:
Ligue o computador. Conecte-se à internet. Abra o seu browser favorito, Explorer, Safari, Opera ou Firefox. Digite o seguinte endereço: http://www.myspace.com/. Após o site ser carregado, no canto superior direito, clique no botão Ajuda. As principais perguntas estão ali com suas devidas respostas. Em Design de Perfil, você poderá adicionar cores, alterar imagem, carregar música e muito mais.

Fique atento para a seguinte pergunta, pois ela é a sua cara: "Por que a minha página de Perfil de repente apareceu bagunçada? Ela possui música, som ou elementos gráficos estranhos?". Pronto, agora você está quase apto a mexer no HTML, peixe.

Boa sorte.

Foto: Kerridwyn

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Second quem mesmo?

Cadê o Second Life?
Cadê o hype todo que Second Life tinha no final de 2006 e começo de 2007?
Cadê as pessoas que ficaram ricas no Second Life?
Cadê a euforia?
Cadê a nova forma de interação à la Web 2.0?
Cadê meu avatar?
Cadê?

Respostas em breve.

Especial Björk no Eurochannel

Meu amigo Samuka (cadê o blog, fela?) manda avisar: especial da Björk hoje no Eurochannel. Bom. E ruim, porque minha NET não tem Eurochannel ainda. Enfim dando uma garimpada no site e vendo a programação, dá pra notar que essa tranqueira de canal faz falta mesmo. Olha o que tem na agenda pra esse mês:

- Franz Ferdinand, Live in Edinburgh
- Depeche Mode - A Short Film
- Keane, Live at The Aragon Ballroom
- New Order, Live in New York
- Queen: The Magic Years

De surtar fácil!

domingo, 13 de janeiro de 2008

O som da energia

Arctic Monkeys. O som da energia ou a energia do som, tanto faz. Não fiz muito esforço para ouvir tudo de uma vez, como fiz com Interpol. A curiosidade foi indo até chegar nas conclusões que eu ainda estava procurando quando escrevi sobre eles no Tim. E ela veio.

Veio e me mostrou que eu não soube entender o que eles queriam me mostrar, quando tudo parecia estar tão claro como estava, preferi colocar empecilhos onde não era pra ter empecilhos. Depois de três meses confesso que errei feio. Acontece.

O que me fez clarear as idéias não foi algo de um dia pra noite. Já tinha me identificado com o post do Zeca Camargo em seu blog, quando ele fez uma entrevista com os caras em um show em Chicago. Pensei se eu com 27 anos já estou velho para ouvir uma banda indie de 20 anos. Minha idéia ranzinza sobre a banda tinha ficado até hoje, antes de ver o MTV Live com um show deles em Barcelona. Casa lotada e produção impecável, e claro, o show. E acho que velho mesmo está ficando o Zeca.

E como eu, que já fui em um show do Arctic Monkeys, não percebi o que eles eram, tocando ali, na minha frente? De repente fui um dos mais tapados de todos durante aquela hora do show, confesso. Porque realmente conhecia muito pouco da banda. O novo cd eu tinha escutado em “lances rápidos”, poucas músicas e nada gravado na mente.

Mas agora entendo melhor toda a empolgação da Lu e da Martha na hora do show e me pergunto, onde eu estava? Do lado, fisicamente. Minha cabeça? Não sei. Talvez porque meu foco estava mesmo voltado para The Killers e de repente eu posso ter entendido que o Arctic seria um prelúdio, sem tanta importância, para o show tão aguardado da noite. Errei em não entrar no clima, apesar de ter embalado nas músicas que já conhecia.

E se antes eu achava que eles eram uma banda em busca de saber quem eles realmente são, hoje já acho totalmente o contrário. Eles sabem, mesmo não transparecendo, quem eles são, o que querem e para onde vão. O som deles é o tipo de som que alimenta sua mente. E eu quero e preciso ouvir mais.


A tv que cega

Arte: FutureIsMetric | http://futureismetric.deviantart.com/Ah! O carnaval veio mais cedo este ano. Peraí, estou errado, porque no país da bunda, da cerveja e do futebol, ele nunca acaba.

No primeiro dia do ano, a cegueira já colocava no ar o enredo dos Unidos da Saia-Justa, da Mocidade Interdependente de Padre Zézinho e da escola de carnaval mais conhecida do Brasil, a Torneira.

Alegria, alegria, alegria! Ah carnaval, como você é amado, com a Globeleza então, nem se fala. Continue assim, alegrando e cegando a vida dos outros brasileiros. Porque eles merecem. Mas eu não.

Ah! O BBB terá mais uma edição este ano. E no país da cegueira, ele se tornou o maior trunfo para ganhar rios (do tipo Amazonas, Nilo e Ganges) de dinheiro.

Na primeira semana do ano, a tv que cega coloca no ar pessoas fúteis com histórias mais fúteis ainda, que não irão acrescentar em nada na sua vida. Bom, se a sua vida for um tanto quanto medíocre, pode ser que eles acrescentem. Afinal, você aprendeu muito sobre a vida, o universo e tudo mais com Siri e Alemão no último Big Brother, não é?

Heróis, heróis, heróis! Ah, BBB, na voz de Pedro Bial, você fica irresistível. Continue assim, alegrando, desvendando os mistérios da futilidade e cegando a vida dos outros brasileiros. Porque eles merecem. Mas eu não.

Arte: FutureIsMetric

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Mude o mundo

A ONU determinou que 2008 seria o Ano Internacional do Planeta Terra. E melhor que divulgar, é fazer parte tentando ajudar na conscientização de cada um, para que todos façam a sua parte. E cada um fazendo a sua parte, as coisas mudam. É difícil de acreditar? Descubra o verde, quem sabe você muda de idéia.

Isto que você vai ver abaixo é o típico e-mail que conscientiza. E também é um dos poucos a serem repassados. Será que as pessoas acham um saco repassar esse tipo de e-mail? Porque piadinhas idiotas, recebo aos montes todos os dias. Qual a diferença? Você riu com a piada, certo? Mas qual sentimento ou reação você teve ou tem, ao receber e-mails como este abaixo? Nada?

Nada?

Mude o Mundo | Imagem: Divulgação

Mude o Mundo | Imagem: Divulgação

Mude o Mundo | Imagem: Divulgação

Mude o Mundo | Imagem: Divulgação

Mude o Mundo | Imagem: Divulgação

Mude o Mundo | Imagem: Divulgação

Mude o Mundo | Imagem: Divulgação

Mude o Mundo | Imagem: Divulgação

Mude o Mundo | Imagem: Divulgação

Mude o Mundo | Imagem: Divulgação

Imagens: Divulgação

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

HIM é ruim, não ouça

Já vou logo avisando: HIM é uma péssima banda, não perca seu tempo com ela. Primeiro porque a banda é da Finlândia e você sabe, você não gosta de nada que venha da Finlândia. Aliás, onde fica esse fim de mundo?

Pra ajudar, você detesta rock alternativo e principalmente love metal ou gothic metal. E depois que você descobrir que HIM significa His Infernal Majesty, mais ainda que tu não vai ouvir, né?

Isso mesmo, passe longe dessa “coisa do capeta”. Porque eles não gostam de inovar mesmo, é mais do mesmo, sabe? Eles não tiveram influências em The Cure nem em Joy Division e suas letras não são basicamente entre amor e morte, o embate do século.

O símbolo da banda se chama Heartagram, é uma mistura de pentagrama com um coração, que coisa mais kitsch, diz aí! Pra não falar outra coisa! Obra de Ville Valo. Não conhece Ville Valo? Ele é vocalista e líder do HIM. E pra ajudar, a voz do cara é um lixo.

E pra tentar te dar uma forcinha maior, nunca ouça Under the Rose, Killing Loneliness, The Face of God, The Sacrament, Join Me (in death), Wicked Game, Beautiful, For You, Poison Girl, Razorblade Kiss e principalmente o último álbum Venus Doom.

E pra ajudar ainda mais você a passar longe dessa bandinha péssima, nunca escute Drunk On Shadows. Nunca! Never! Mesmo! Porque ela é a pior música do HIM, disparado!

HIM é ruim!

Ponto.

(Thiago não sabe como ainda não tinha postado nada sobre HIM. Em breve tem mais. Ainda, Thiago é adepto do movimento “não deixe HIM virar modinha” e acha Drunk On Shadows uma das melhores músicas dos últimos anos. Por quê? Porque em algum dia de sua vida você já esteve “drunk on shadows and lost in life”.)

HIM | Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Survivorman

Survivorman | Foto: DivulgaçãoAcabo de assistir Survivorman, a nova série da Discovery para 2008 que é nos moldes de À Prova de Tudo, mas com suas peculiaridades.

O apresentador Les Stroud não possui o mesmo carisma de Bear Grylls e pelo primeiro episódio, deu pra notar que a atmosfera de aventura não é a mesma. Alguém pode achar que Bear Grylls é mais sensacionalista, e na verdade é. Talvez por isso À Prova de Tudo consiga te prendar mais.

Neste primeiro episódio, Les Stroud ficou sete dias em algum lugar deserto no Círculo Ártico do Canadá. Diferentemente de Bear Grylls que possui uma equipe de filmagem, Les leva consigo todos os equipamentos, câmeras, fitas, baterias, tripés e todas as tomadas devem ser feitas por ele próprio. Só de ver as indas e vindas dele com as diversas câmeras já te deixa cansado.

Pra ajudar, a produção deu a ele carne de foca para comer e gordura de foca para ele fazer uma lamparina, numa pedra-sabão. Para se proteger de ursos polares (que sempre estão atrás de carne de foca), a equipe lhe entregou um rifle e a regra era só usar caso ele fosse realmente atacado, coisa que não aconteceu.

O que achei mais interessante foi como ele conseguiu, ou melhor, tentou construir um iglu, desses que a gente está acostumado a ver em desenhos animados, em formato de oca. Realmente dá certo, mas ele não teve tanta paciência e sorte para terminar.

Ele acabou não caçando nada, se alimentou apenas da carne que a produção lhe deu e de uma flor que nasce naquela região. Comeu gelo para matar a sede. Ao final dos 7 dias ele encontrou um senhor que vive naquela região e voltou com um trenó de cachorros para o vilarejo onde a equipe estava. Se dependesse apenas dele, levaria mais dois dias a pé.

Pelo primeiro episódio dá pra perceber que o programa tem um foco diferente, voltado a mostrar como Les se vira com o que a equipe lhe deixa. Vendo pelo lado prático, ninguém nunca ficará perdido no meio do ártico com tanto material de filmagem para carregar como ele carrega, ou seja, nesse ponto o programa de Bear leva vantagem e acaba sendo mais dinâmico e instrutivo.

Do ponto de vista do conhecimento e da sobrevivência em ambientes hostis, preciso esperar os outros episódios para tirar uma conclusão melhor, mas pelo primeiro deu pra notar que o programa de Bear trás uma gama maior de opções, rotas e soluções para se tomar quando você estiver em algum lugar perdido.

Por enquanto, faltou o "algo mais" em Survivorman. Talvez por eu ser fã de À Prova de Tudo, mas mesmo assim, é mais um bom programa da Discovery, sem dúvida.

Foto: Divulgação

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Os filmes de 2008

Indiana Jones | Imagem: DivulgaçãoO Omelete fez uma lista interessante dos lançamentos mais esperados de 2008 nas telonas.

Eu particularmente acho que será um ano bom e pretendo freqüentar mais as salas escuras, pra tentar me redimir do fiasco que foi o segundo semestre de 2007: dois filmes em 6 meses. Vergonhoso!

Da lista do ovo mexido, resolvi criar a lista dos Top 25. Gosto de listas, esta é a primeira por aqui, então lá vai:

1º - Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
2º - Batman - O Cavaleiro das Trevas
3º - Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
4º - Cloverfield
5º - Be Kind, Rewind
6º - Eu Sou a Lenda
7º - Persépolis
8º - Wall-E
9º - I'm Not There
10º - Os Indomáveis
11º - Jogos do Poder
12º - Sangue Negro
13º - Homem de Ferro
14º - Juno
15º - The Happening
16º - Arquivo X 2
17º - Youth Without Youth
18º - Speed Racer
19º - Operação Valquíria
20º - Kung Fu Panda
21º - Bond 22
22º - A Lenda do Tesouro Perdido: Livro dos Segredos
23º - Antes de Partir
24º - Star Trek
25º - 9

Este último intitulado “9” é uma animação de Tim Burton que só estréia em dezembro, mas só pelo fato de ser Tim Burton já diz muita coisa. E “O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” com Johnny Depp e Helena Bonham Carter estréia em breve. Só a dupla já vale o filme.

Nunca gostei de James Bond, nem dos antigos, nem dos novos com o Pierce Brosnan, mas resolvi dar uma chance para Daniel Craig em Casino Royale. Me surpreendi, pois esperava menos, mas nesse o agente apanha e sofre, como um humano, coisa que os outros não parecem ser. E bom, a tecnologia que o agente usa não é tão fantasiosa como a dos outros filmes.

E legal saber que Ender’s Game está virando filme. Conheci “O Jogo do Exterminador” em 1998, quando havia uma página brasileira (Ender.net) que na verdade era uma porta dos fundos para o Chat do UOL na época. Um programador criou a página, onde era possível entrar com nicks coloridos e aquelas coisinhas que na época não existia no chat normal. Hoje a página não existe mais, mas ela também tinha detalhes do livro de Orson Scott Card.

Preciso parar de desenterrar estas coisas, eu hein.

Imagem: Divulgação

domingo, 6 de janeiro de 2008

iPod no palito

iPod no Palito | Imagem: DivulgaçãoA promoção do verão que fiquei sabendo através do ViuIsso? realmente promete. 10 mil iPods Shuffle nos palitos da Fruttare da Kibon até março de 2008. O regulamento se encontra aqui.

Esses dias comprei alguns pro pessoal aqui de casa e nada. A busca continua, porque realmente está calor e verão pede um sorvete, diz aí?

Imagem: Divulgação

Poison on the rocks

Foto: LoveTheVoid | http://lovethevoid.deviantart.comA última coluna de 2007 da Luciana Toffolo no Omelete está interessante. Até a parte que ela acaba com o Foo Fighters é boa, porque me deixa um gancho pra comentar sobre a banda e seu passado.

Acredito que seja opinião pessoal e concordo que o novo Echoes, Silence, Patience & Grace não é o melhor álbum do Foo Fighters, mas mantém a pegada da banda. Agora, querer enterrar (como ela quer) um ícone do rock que o Foo Fighters se tornou, é algo inconcebível.

Sobre Dave Grohl comentar “que está cansado de ver as pessoas considerando o Nirvana um trabalho apenas de Cobain”, eu tenho que concordar. Com Dave. Graças a MTV e aos fanáticos, Kurt virou Deus supremo do rock, idolatrado e tudo mais. O nome Kurt Cobain é mais citado na MTV do que o nome da própria MTV, todo dia há “Kurt Cobain” na programação, de uma forma ou de outra, até em mensagem subliminar nos comerciais.

Já arrumei briga com uma amiga minha em 2004 quando disse que a melhor coisa que saiu do Nirvana foi Dave Grohl, para ele ter fundado o Foo Fighters. Não retiro nada do que disse, depois de 4 anos. Ok, Nevermind foi um marco na história da música e ninguém discute, mas que Kurt Cobain é um produto da MTV, não há como negar. Enterrar de vez o fantasma do Kurt e a MTV ninguém quer, mas pra enterrar o Foo Fighters sempre aparece alguém. Funny!

E por que admirar o trabalho do Foo Fighters? The Colour and The Shape, There is Nothing Left do Lose, In Your Honour e Skin and Bones, sem contar as performances ao vivo e, como bônus, os clipes hilários. E bom, não são apenas quatro álbuns, são quatro grandes álbuns, com destaque para In Your Honour que traz faixas acústicas trabalhadas ao extremo.

Foto: ShutterBug13 | http://shutterbug13.deviantart.comA última parte da coluna se refere ao Bonde do Rolê e CSS. Em muito lembra os posts do hype (1 e 2) quando citei como algumas bandas foram subindo os degraus do, até então, suposto sucesso na música. E ela cita as declarações, que realmente são medonhas, dos integrantes das duas bandas.

Se você nunca ouviu, pela curiosidade, ouça. Aí vai perceber porque atiramos tantos tomates. Como a Rebeca indagou em um comentário sobre o Bonde: “é música?”. Sobre CSS, ainda no começo cheguei a achar que poderia dar em alguma coisa, realmente por ser uma banda mais despojada, não se levando tão a sério. Mas no caso deles, ser despojado e não se levar a sério significa não saber tocar instrumentos e hoje se tornou algo genial, apesar de terem aprendido um pouco a se situar no palco.

Pensei que poderiam ter crédito depois dos minutos iniciais de Music is My Hot Hot Sex, que hoje faz parte de um dos comerciais do novo iPod Touch. No começo ela é simples, divertida e direta, poderia ter se tornado algo novo. Bem, poderia, até chegar na última parte em português. O final mais sem noção de uma música, que não vale nem comentar aqui. Piada interna deles ou sou muito ignorante a ponto de não ver ligação nenhuma com a primeira parte em inglês, de tão sofrível que ela é. Segundo o hype e os gringos, isto é cool. Como a música Bezzi: “Você já pegou o Bezzi?”.

E eles resolveram compartilhar algo interno e sem graça, que acabou dando certo lá fora. Sofrível. Olha pensando melhor, não ouça. E olha que nem citei NRKOTB. O quê? Não sabe o que isso significa? New Rave Kids on the Block! Quer passar raiva? Entre e ouça alguma, hmm, música deles no MySpace da, hmm, banda.

Tá fácil? Seria como se a galera que eu conheço formasse uma banda e tivesse como músicas “Engage my Target”, “Fella” e “3Ls”. Piadas internas, que só faz sentido pra nós e que se eu comentasse aqui, não teria graça nenhuma pra ninguém, aliás, pagaria o mico do ano, já no começo dele. Mas do jeito que as coisas andam, bastaria utilizar samplers de trilhas de jogos do Atari, Mega Drive e Super Nintendo, mixar com uma voz distorcida e repetitiva, aí viraríamos astros do mais novo estilo músical da década, o new rave.

Se nada der certo, quem sabe um dia. É, tá fácil mesmo!

Foto: LoveTheVoid
Foto: ShutterBug13

sábado, 5 de janeiro de 2008

The Killers: Sawdust

Tentei escrever como se Sawdust fosse um álbum normal. Não consegui, pois não é. É um álbum com b-sides, acima de tudo. Mas há quem pense que b-sides são músicas de menos importância, que não entraram em um álbum por serem “piores” que as outras. E aí muita música boa passa, por não saberem dar valor.

E como se fosse um catado, no bom sentido da palavra, Sawdust dos Killers surpreende. Surpreende porque é digno, 18 músicas entre b-sides e as chamadas raridades e experiências.

Indo direto ao ponto que interessa, dessas 18, mais da metade já vale (e muito) o álbum: All the Pretty Faces, Leave the Bourbon on the Shelf, Sweet Talk, Under the Gun, Where the White Boys Dance, Glamorous Indie Rock and Roll, The Ballad of Michael Valentine, Daddy’s Eyes, Sam’s Town (Abbey Road Version) e pra fechar Romeo and Juliet, cover muito bom do Dire Straits.

A outra metade do álbum não é ruim, tirando Who let You Go? que achei muito Oasis para um The Killers, apesar da influência da banda inglesa ser presente no início deles. Mas a música não caiu bem e olha que gosto de Oasis. Tranquilize em parceira com Lou Reed é boa sim, mas como o gosto pessoal me permitiu deixar de fora das outras pelo coro de crianças, que realmente é algo que não me agrada tanto. Move Away eu pulo porque é um erro - e aí você se pergunta o motivo, mas basta ouvir - que não irei comentar. Mr. Brightside (Jacques Lucont's Thin White Duke Remix) é um bom exemplo de remix que dá certo, nem sua extensão (10:39) consegue desagradar. E Shadowplay é uma tentativa de cover do Joy Division que quase fica na metade, se não fosse pela instrumentação.

Mas instrumentação mesmo possui Where the White Boys Dance, esta sim consegue transmitir a força de cada integrante. É onde você consegue notar vocal, backing vocal, bateria, baixo, guitarra e teclado, tudo muito bem trabalhado e criado para esta finalização mesmo, fazer você notar cada um separadamente, embora ambos estejam mesclados.

All the Pretty Faces, Under the Gun e Daddy’s Eyes possuem as melhores letras, as duas últimas principalmente pelo tom de humor que elas carregam. E bom, Daddy's Eyes chega ser até brega.

E tenho que citar Leave the Bourbon on the Shelf, primeira parte da “The Murder Trilogy” como é conhecida, onde tudo ocorre por causa dela, Jenny. Midnight Show é a segunda parte e pra finalizar Jenny Was a Friend of Mine. Só ouvindo nesta sequência pra sacar a genialidade dos caras e como tudo se encaixa. Perfeito.

E mesmo com tantos valores individuais, Sawdust não é um bom início para quem nunca ouviu The Killers. A história não está contada e a evolução da banda está dispersa. Mas pra quem já é fã, é um ótimo alívio até o próximo álbum.

The Killers: Sawdust
Ilustração: Headwires

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Reminder, by Feist

Hoje entendo melhor esta notícia. Na época não liguei muito, mas hoje sinto que o Tim teria sido mais completo com ela, Feist.

Reminder é um excelente disco e recomendo que você ouça, antes que o mundo acabe. Até porque nunca sabemos quando isso pode acontecer, pode ser agora quando você estiver lendo este texto e aí você vai implorar para que o mundo dure mais 51 minutos, para que você possa ouvir Reminder. Ouça Reminder. Sem exageros, pois vale cada minuto.

Abaixo, 1234, o melhor clipe de 2007, depois deste.




quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Web não é papel

Achar que algo é correto, sem ter conhecimento e acreditar nesse achado, é complicado, principalmente pra quem não trabalha com Web. Ter que ouvir, discutir e tentar explicar que “achar” não significa ter conhecimento, é mais complicado ainda para um Web Designer/Developer. Mas temos que fazer a nossa parte, tentar abrir os olhos de quem acha que está certo.

Foto: Kizmarh | http://kizmarh.deviantart.comE há profissionais que acham que Web é papel. Acham que um projeto voltado para a internet é igual a um folder, cartão de visita, panfleto, banner. Esses profissionais não são a maioria e aqui não vou (nem devo) generalizar, mas alguns deles acham que, só porque trabalham com artes gráficas, podem transportar o material gráfico para o ambiente virtual da mesma maneira que se manda a arte de um folder para sua máquina de impressão. Máquina essa que imprime, corta, encaderna, cria lâminas, empacota e distribui o material, fala “oi” e manda “tchau”, sem contar nas piruetas e malabarismos que a mesma faz.

O que mais chama atenção neste caso é que quando você tenta explicar que Web não é papel, eles não entendem. Ou se fazem de desentendidos. Ou ainda o desconhecimento é tão grande a ponto deles acharem que entendem de internet, quando na verdade estão cegos e totalmente perdidos.

Participei de uma reunião há alguns meses com esse tipo de profissional. Uma empresa que é 100% voltada para artes gráficas, mas que recebe de seus clientes a famosa pergunta: “Você conhece alguém que possa fazer um site para minha empresa? Estou precisando urgente”. Eles, sem saída e com medo de perder o cliente e a credibilidade, pensando na hipótese de ganhar algum dinheiro respondem: “Nós fazemos”.

Mas “cara-pálida” não faz Web.

O próximo passo deles é tentar criar o site. Mas como, se eles não sabem trabalhar com internet? O problema é, eles acham que sabem. E fui obrigado a ouvir “eu acho que sei fazer isso”, “eu acho que assim dá, não parece difícil”, “acho que dá certo com esse layout”, “acho que dá pra fazer uma ‘animaçãozinha’ no Flash com isso, não dá?”.

Mas antes de tudo, eu tentei levar adiante. E como até o básico do básico era uma incógnita para eles, passei detalhes de registros de domínios, planos de hospedagem, como é o desenvolvimento de sites institucionais e corporativos, como estudar público-alvo e como fazer a divulgação, sem falar no briefing que utilizo em meus projetos, além de uma grande variedade de recursos que podem ser utilizados para desenvolver e, ainda, para colocar uma cereja em cima desse bolo, criei uma tabela referencial de investimentos para empresas pequenas, médias e grandes.

Estava ali, do básico ao intermediário, mastigado, pela boa vontade deste que vos escreve, esperando que poderia surgir uma parceria interessante. Vieram ligações, e-mails, novas reuniões e por fim, orçamentos. E foi no orçamento que percebi qual o tipo de profissional que estava lidando.

Dificilmente crio artes para impressão, mas das vezes que criei, juro que nunca discuti valores de orçamentos com este pessoal que trabalha com artes gráficas. E se tem uma coisa que nunca fiz ou vou fazer é colocar valores em algo que não tenho conhecimento profundo. Nunca. No máximo, o que posso fazer é ter em mãos vários orçamentos e aí optar pelo melhor custo/benefício. Mas impor? Nunca.

E tentaram impor valores ao meu trabalho, como se isso fosse natural e ético. Na terra deles, pode ser.

Se me perguntar os valores, eu posso ser sincero – na média e em alguns casos até abaixo do mercado, para eles terem um bom retorno de início. Sem contar que deixei bem claro que não iria transportar o conteúdo gráfico das artes para o site, iria utilizar sim toda a identidade visual da empresa para o projeto, o que geralmente nós utilizamos, mas não seria um arquivo PDF ou CDR jogado na Web. E eles ficariam somente responsáveis em manter contato com o cliente, para vender o projeto e para recolhimento de material em texto e fotos. Disso, não iriam abrir mão.

Foto: Dibbi | http://dibbi.deviantart.comEis o erro. Vendedores de papel foram vender Web, como se Web fosse papel. E seu cliente, acostumado em comprar o papel com seus valores interessantes, enlouqueceu: “O quê? Isso é um absurdo! Faço milhares de cartões e panfletos com esse dinheiro todo!”. Seu cliente, que nunca tinha recebido orçamento de um projeto Web até então, não tinha culpa neste caso. Achava que Web também era papel. E os vendedores de papel ficaram sem reação diante de tantas perguntas enlouquecidas.

O que aconteceu a seguir: “Olha só Thiagão temos que mudar esses valores. Esse vai pra cá e isso a gente divide. Esse 5 vai pro meio, pra dar uma quebrada, sacou? E este orçamento aqui a gente risca, esquece ele de vez, tá fora do padrão. Pronto. Perfeito, amigo.”.

E como se fosse a pessoa mais ingênua deste mundo, acharam que eu iria aceitar transportar conteúdo gráfico para a internet, como se Web fosse papel, por valores abaixo daquilo que já era suficiente para iniciar uma parceria interessante.

Como um profissional, que não trabalha em sua área, pode dizer que seu orçamento está fora do padrão? Simples, a conversinha de sempre: “O amigo do vizinho do meu primo faz uns sites aí e...”.

E? E daí que não foi perda de tempo tudo isso. Se eu que trabalho com Web tivesse contato com o cliente do artista gráfico, teria as respostas para todas as suas dúvidas, incluíndo valores de orçamentos. E mesmo assim o contrato poderia não ter sido fechado, mas tenho certeza de que enfim o cliente teria idéia de que Web é uma coisa, papel é outra.

Foto: Kizmarh
Foto: Dibbi