sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

29 de fevereiro?

Você percebeu que dia é hoje? 29 de fevereiro. O dia que só acontece de 4 em 4 anos.

Segundo a Wikipédia: "Chama-se ano bissexto o ano que possui um dia a mais do que os anos comuns (vulgares). O objetivo é manter o calendário utilizado em sincronia com os eventos sazonais relacionados às estações do ano.

A razão da existência do ano bissexto é para se corrigir a discrepância entre o ano-calendário convencional e o tempo de translação da Terra em volta do Sol — o ano solar. A Terra demora aproximadamente 365,25 dias solares (1 ano trópico) para dar uma volta completa ao redor do Sol, enquanto o ano-calendário comum (por convenção) tem 365 dias solares. Portanto, sobram aproximadamente seis horas (0,25 dia) a cada ano solar. As horas excedentes são somadas e, a cada quatro anos, adicionadas ao calendário na forma de um dia (4 x 6h = 1 dia). Este dia extra é incluído no mês de fevereiro, que terá então 29 dias."


Legal, né? Com esse post eu inauguro uma tag que há muito queria inaugurar: inutilidades úteis, mascarada como "curiosidades". Cultura inútil as vezes é útil. Ou não.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Daft Bodies Chicks

A mais nova febre do YouTube tem nome: Daft Bodies Chicks!



Mais de dois milhões de visitas e comentários a toda hora. A idéia, segundo a página das duas garotas - que são da California, EUA - no MySpace, surgiu num dia em que estavam estudando até tarde e pelo tédio, resolveram fazer o vídeo, por brincadeira, baseado em um vídeo da música do Daft Punk chamado Daft Hands. A diferença é que elas colocaram as palavras no corpo e fizeram uma espécie de coreografia, que por sinal, casa muito bem com a música.

Chegaram a regravar mais de 20 vezes até dar certo e ficaram doidas quando perceberam o sucesso que o vídeo estava fazendo em blogs e no YouTube.

Bom, pode parecer tosco no início, mas do meio pra frente até que fica engenhoso!

A música é Harder, Better, Faster, Stronger do álbum Discovery de 2001, por sinal, o melhor do Daft Punk.

O site da BBC

É o típico site que não dá pra perder tempo comentando, tem que acessar: BBC.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Nova temporada de À Prova de Tudo no Discovery

Bear Grylls | Foto: DivulgaçãoBoas notícias para os fãs de Bear Grylls e de À Prova de Tudo. Em novo horário, o programa de Bear Grylls terá uma espécie de prelúdio neste domingo (02/03), às 20h. O programa mostrará Bear em um vôo sobre o Everest com um parapente. Sonho antigo dele, segundo o site da Discovery. É esperar e ver no que isso vai dar.

Uma hora depois, às 21h, estréia a tão esperada 2ª temporada de À Prova de Tudo. Achei que 2ª temporada iria chegar por aqui mais pro meio do ano e realmente ela ia estreiar na América Latina somente em maio, mas resolveram adiar. Será que o concorrente direto, Survivorman, está com o ibope baixo?

Logo no primeiro episódio será mostrada a primeira parte de Bear Grylls no Saara. Como tinha citado aqui, o episódio promete. Só espero que eles não façam cortes na hora do camelo, por exemplo.

Então para os que estavam orfãos do programa, não marquem nada para este domingo, pois Bear Grylls está de volta. E lembrem-se, o gosto de um escorpião pode ser horrível, mas é uma excelente fonte de proteína!

Foto: Divulgação

AdSense da Mãe Joana

Esses dias inseri como beta - teste, óbvio - o AdSense aqui no blog. Se vai gerar receita, tenho minhas dúvidas. Prefiro ficar com a opção de confirmar a farsa da monetização dos blogs que foi muito discutido no CampusParty.

O fato é que apenas inseri e não tive tempo - e nem cabeça - pra configurar o sistema. Sendo assim os anúncios do blog estão mais pra AdSense da Mãe Joana do que pra AdSense do Google: publicidade de loja de tintas, profissionais e empresas que fazem texturas e pinturas, artesanato e etc. Tudo por causa das tags artes e pintura digital, sem contar os anúncios de loja de materiais para construção que cheguei a ver.

Acho que não vai durar muito. Não consigo ver esses anúncios sujando a página - de certa forma - como nós vemos em muitos, senão a maioria, dos blogs hoje. Em alguns casos, a propaganda está bem no meio do texto, dificultando a leitura e aproveitando do campo de visão do usuário para fazer publicidade.

Se tem uma coisa que nunca irei fazer é sujar o conteúdo dos posts com publicidade, para ganhar dinheiro. Chamo isso de prostituição de posts e conteúdo, e por aqui isso nunca irá acontecer. Primeiro porque não preciso desse tipo de renda. Segundo porque é bom respeitar o usuário que está do outro lado, que não está em busca de propaganda e sim de textos, fotos, vídeos, conteúdo que lhe interessa na verdade.

Os blogs que utilizam o AdSense sem moderação abusam do poder que ele dá. E o usuário, sem perceber, acaba pagando um mico de ficar procurando frases no meio de tantos banners do AdSense. Muita falta de respeito, não?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O jogador, as formigas e o Galvão

Pela terceira divisão do Paulista, o jogador Marcos Paulo caiu em cima de um formigueiro durante partida e desesperado, saiu correndo para o vestiário. A regra é clara Arnaldo, caiu no formigueiro não vale tirar sarro!


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Entre o Oscar e Life on Mars

Life on Mars BBC | Foto: DivulgaçãoTarefa difícil pra escolher em um domingo: final da temporada de Life on Mars na HBO e início do Oscar na TNT. Não tive como deixar passar o último episódio de Life on Mars, mas de tempos em tempos dava um pulinho na TNT pra acompanhar o início do Oscar.

Sobre Life on Mars – e aqui é uma visão de alguém que acompanha a série nesses dois anos – realmente é fácil gostar dos personagens, se identificar e principalmente gostar da interrogação que você acaba compartilhando com Sam Tyler. O que é real e o que é ficção? Sem contar o final, a conclusão passa um certo alívio, de que o real nem sempre é aquilo que a gente sempre busca, como Sam buscava desde o início.

É a típica idéia de que quanto mais você quer uma coisa, quando conseguir, maior será sua decepção. E talvez o irreal seja bem mais interessante, como é em alguns casos.

A série da BBC será – ou já está sendo, não sei ao certo – produzida como um remake nos EUA. Impossível ser tão bom quanto o original, pois não vai ter a atuação impecável e as caras e bocas geniais de John Simm, as discussões únicas de Philip Glenister e muito menos uma gordinha - que é só mais fofinha na verdade - tão sexy e linda como a Liz White. Life on Mars já vai, e já deixa saudades.

Sobre o Oscar, bom, deu pra acompanhar os momentos do tapete vermelho e ver como os atores odeiam dar entrevista para espanhóis da TNT. Principalmente porque as perguntas são toscas e eles falam mais que a boca, mas tudo bem.

A cerimônia de entrega foi mais clássica, digamos assim. Tava tudo muito morno na verdade e isso me agradou.

Nem preciso assistir Piaf – Um Hino ao Amor pra perceber que o Oscar de melhor atriz foi bem merecido pra Marion Cotillard. E como ela estava linda! Também não preciso ver Sangue Negro pra perceber que o Oscar de melhor ator foi bem merecido a Daniel Day-Lewis, sem desmerecer George Clooney, apesar de também não ter visto Conduta de Risco. Onde os Fracos Não Têm Vez, esse, eu preciso assistir pra poder compartilhar das opiniões gerais de que o filme tenta ser algo que na verdade não é. Talvez uma cultuação errada, imposta pelo marketing do filme ou pelo simples fato de serem dos "irmãos Coen". Hype?

Bom, o fato é que não assisti Onde os Fracos Não Tem Vez ainda e sem ter visto posso garantir que o Oscar para ator coadjuvante foi bem entregue a Javier Bardem. Mas que o filme tem um hypezinho, ah, isso tem. Só pelo fatos de serem assinados por “irmãos Coen”. Oh! Eles são tudo isso mesmo?

Agora é engraçado algumas coisas como o Oscar de melhor efeitos especiais ir para A Bússola de Ouro. Depois que a ILM (Industrial Light and Magic, de George Lucas) fez em Transformers, não tinha como dar o Oscar a outro filme. Quer dizer, tinha, tanto que fizeram isso. Não, não assisti A Bússola de Ouro e mesmo assim tenho certeza de que Transformers merecia o prêmio.

Ok, preciso - e vou - ver todos esses filmes, ganhadores ou não do Oscar, no cinema. Ou no dvd. É só o Moviecom colaborar e trazer pra minha terrinha, mas como aqui rola um certo ar de "povão" - entenda por "aqui só vem filme mais comercial" - e por exemplo, Eu Sou a Lenda ainda está em cartaz, talvez eu tenha que ir até Campinas pra ver algum filme, como Piaf, por exemplo. Mas isso não importa.

No mais, foi bom ficar acordado até as 2h da manhã pra se divertir um pouco com as piadas engraçadas – e aqui estou falando sério – de Jon Stewart. Se tem um cara que caiu como uma luva para a premiação, foi ele. Ele jogando Wii Sports – belo marketing da Nintendo, por sinal! – foi muito inesperado. Espero que continue por longos anos, ele é engraçado sem mostrar vulgaridades e ainda ri da própria piada, diferente de um Billy Crystal ou Chris Rock que ficam com aquela cara de “nossa, eles estão rindo, essa foi boa mesmo, sou cool!”.

Nesse ano não teve nenhuma declaração tão emocionante como a de Halle Berry em 2001, mas teve o momento mais interessante e diferente da noite, que você confere abaixo. Em uma palavra: Once!

Ter chamado Marketa Irglova de volta ao palco foi uma atitude muito digna da premiação e de Jon Stewart. Senão perderíamos um dos melhores momentos da noite:

“Hi everyone. I just want to thank you so much. This is such a big deal, not only for us, but for all other independent musicians and artists that spend most of their time struggling, and this, the fact that we’re standing here tonight, the fact that we’re able to hold this, it’s just to prove no matter how far out your dreams are, it’s possible. And, you know, fair play to those who dare to dream and don’t give up. And this song was written from a perspective of hope, and hope at the end of the day connects us all, no matter how different we are. And so thank you so much, who helped us along way. Thank you.”



Foto: Divulgação

Pintura digital: tutorial

A introdução deste tutorial, com informações básicas a respeito de ferramentas e software você encontra aqui: Pintura digital, o início.

1º passo: novo documento

Photoshop > File > New. Escolha o tamanho de 1280 x 960 px, com 300 dpi e cores RGB. Lembre-se que quanto maior for a resolução, mais facilidade para se desenhar, melhor seu resultado para criar detalhes e quanto maior os dpi, melhor sua resolução para a impressão. 300 dpi é o padrão para impressão em papel fotográfico, vamos trabalhar com esse valor.

Tutorial Pintura Digital | http://tmargato.deviantart.com/

2º passo: escolhendo o pincel

Vamos começar o rascunho, aperte B ou selecione a ferramenta brush tool na barra de ferramentas do CS2. Com ele selecionado, clique com o botão direito do mouse em cima da área de pintura. Selecione o primeiro pincel simples com diâmetro de 3 px, 100% de pressão e cor preto.

Note que nessa imagem abaixo, as espessuras do pincel possuem início e fim em curvas que se fecham. No seu Photoshop talvez elas não estejam assim, pois este efeito – se não me engano – só é gerado com o drive da tablet instalado. Começa aí a transformação de pincéis que a tablet faz, simulando um pincel de verdade.

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3º passo: rascunho

Vamos trabalhar com layers, para que você não se perca no começo.

Crie uma nova layer e renomeie para rascunho. Desenhe o que você quiser, contanto que você tenha um tema em mente e um caminho para seguir. Para os iniciantes, evite pintar pessoas, ao menos que você seja craque em desenhos à mão de rostos e corpos, ou caricaturas. Escolhi uma praia com coqueiro, um barco abandonado, vegetação com floresta ao fundo, mar e um Sol. Bom para testar formas, cores de primeiro e segundo plano e iluminação.

Não tenha medo do ridículo em um rascunho. No começo é feio mesmo, de doer. Por isso não se desespere.

Tutorial Pintura Digital | http://tmargato.deviantart.com/

4º passo: paleta de cores

Muitos que pintam no Photoshop preferem criar sua paleta de cores em uma layer e a partir dela selecionar as cores, conforme forem pintando. Eu prefiro utilizar a paleta do próprio Photoshop. Aperte F6 para abrir a paleta de cores. O trabalho fica mais dinâmico utilizando a paleta para selecionar uma cor específica, pois te da a opção de alterar as cores por níveis separados em R, G e B. Crie uma nova camada entre o fundo e o rascunho e renomeie para cores de segundo plano.

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5º passo: aplicando cores de segundo plano

Vamos pintar as cores de segundo plano da imagem. Esta pintura especificamente é o nascer do Sol e portanto vou utilizar cores fortes para tentar contrastar céu, mar, areia e vegetação. Modifique a espessura de seu pincel de 3 para 35 px e pinte o fundo.

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Lindo, não? Uma verdadeira obra de arte! Então está na hora de trabalhar melhor essas cores. É importante definir as cores de segundo plano, pois elas serão a base para você se situar daqui pra frente. Mas para as cores de primeiro plano não há como fugir da iluminação.

Não utilizei ponto de fuga nesta pintura por se tratar de algo mais intermediário, mas não posso deixar passar a iluminação. Temos um Sol que nos dá direções de onde a luz irá chegar, basta estudar as direções e traçar rotas de onde ele irá atingir primeiro (luz) e onde ele não irá atingir (sombra).

Crie uma nova layer e renomeie para iluminação.

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6º passo: aplicando cores de primeiro plano com iluminação

Agora que já temos traçados os pontos onde a iluminação irá atingir, fica mais fácil pintar as cores de primeiro plano. Deixe a layer da iluminação invisível e crie uma nova layer chamada cores de primeiro plano.

Modifique a espessura do pincel para 5 px e pinte as cores de primeiro plano, neste caso significa o coqueiro, a de terra onde ele está, o barco e a vegetação à direita. Utilize tons mais claros para a área iluminada e tons mais escuros para onde a iluminação não irá chegar.

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Agora temos o básico do primeiro plano e vamos voltar ao segundo plano para dar vida ao fundo e aprimorar a iluminação pintando o Sol, utilizando o pincel com espessura 25 px. Utilize variação das cores e se sentir dificuldade utilize esta imagem ou alguma outra como referência.

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Agora já podemos deletar a layer rascunho. O próximo passo será suavizar as cores e formas, nos diferentes planos.

7º passo: suavizando cores e formas de segundo plano

Duplique a camada de segundo plano, deixe invisível o primeiro plano e selecione a ferramenta smudge tool. O famoso “dedinho do Photoshop” serve para suavizar traços e mesclar cores. A duplicação é interessante, pois se você cometer algum erro basta utilizar a layer original.

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Comece pelo Sol e o céu, com espessura de 35 px e pressão de 70%, fazendo movimentos circulares do centro até as laterais. Depois suavize o restante da cena. Lembre-se de utilizar muito o zoom nessa hora e também de diminuir a espessura do pincel em alguns casos. Mantenha a direção horizontal na hora de suavizar o mar e a areia. Para a vegetação ao fundo, faça movimentos circulares. O resultado deve ficar parecido com este abaixo:

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8º passo: suavizando cores de primeiro plano

Agora vamos suavizar cores e formas do primeiro plano, porém somente o coqueiro e o barco. Faça o mesmo procedimento, desabilite o segundo plano, duplique a camada de primeiro plano.

Suavize as cores e formas fazendo movimentos do centro de cada folha para o fim dela, com aberturas não tão grandes para dar a impressão de folhas unificadas mesmo. Utilizei a pressão em 100% e consegui criar novos segmentos nas folhas conforme o resultado abaixo. Lembre-se, quanto maior a pressão da ferramenta smudge, mais ela consegue esticar uma forma e suavizar.

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Para dar certo realismo ao coqueiro vamos transformar essas folhas mescladas em uma folha de coqueiro de verdade. Para isso, selecione a borracha apertando a tecla E, e deixe ela com espessura de 3 px. Vamos deletar algumas faixas no coqueiro, sempre do meio de cada segmento para o final, como abaixo:

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9º passo: dando volume ao mar

Vá para o segundo plano, selecione a ferramenta smudge com pressão em 80% e com a espessura de 10 px faça movimentos horizontais suavizando melhor as cores do mar. Em seguida crie uma nova layer e renomeie para reflexo de mar. Selecione um tom amarelo claro que há em torno do Sol e faça rabiscos horizontais na região da água, não fugindo muito do ângulo de exposição da iluminação. Nessa mesma layer de reflexo de mar iremos adicionar – pela primeira vez – um filtro, vá em Filters > Blur > Motion Blur, selecione 350 e ângulo 0º.

Vamos aproveitar para fazer as ondas. O mar pela manhã costuma ter ondas mais fracas, então iremos criar pequenas ondulações que chegam à praia. Com a smudge tool em 10 px e pressão de 90%, faça movimentos ondulares no mar, da esquerda para direita e vice-versa. O resultado deverá ficar como este abaixo:

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10º passo: ferramentas dodge e burn

Hora de conhecer duas ferramentas importantes para a pintura no Photoshop, dodge e burn tool, que são acessadas através do atalho shift + O. Dodge é a responsável por dar luminosidade a um objeto e burn é responsável pelo sombreamento. Ambos possuem três níveis: shadows, midtones e highlights. A diferença desses níveis na pintura são:

- shadows: a ferramenta atinge tons escuros de um objeto;

- midtones: a ferramenta atinge tons médios de um objeto;

- highlights: a ferramenta atinge tons claros de um objeto.


Quando a onda atinge a areia ela geralmente deixa um rastro de espuma branca. Vamos criar este efeito. Selecione a ferramenta dodge, com nível midtones em 75% de pressão, com espessura de 10 px. Crie uma margem que siga a areia irregularmente e preencha todo o espaço com traços irregulares até o início do mar. O efeito de espuma deve ficar como este:

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Com esta mesma ferramenta você irá criar as ondas seguintes que arrebentam contra a areia em intervalos médios. Aproveite para criar mais ondulações e aprimorar o reflexo do Sol na água, alterando algumas vezes o nível midtones para highlights para dar mais luminosidade. Não deixe de utilizar a smudge para suavizar em alguns pontos. Se tiver dificuldades, utilize alguma foto de ondas em praias como referência. O resultado desse processo segue abaixo:

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11º passo: dando forma à vegetação ao fundo

Agora é hora de dar forma à vegetação ao fundo. Geralmente o fundo é pouco trabalhado nas pinturas digitais, mas não significa que iremos deixar como está, certo?

Com a ferramenta burn tool selecione o nível shadows com pressão 50% e espessura de 10 px. Com ela, crie formas básicas de coqueiros, árvores com copas robustas, para parecer que é uma floresta densa. Depois altere para o nível de tons médios e preencha as partes baixas das árvores até chegar quase no topo, fazendo movimentos circulares. Nos topos, adicione luz com dodge. Mescle com smudge tool os traços mais fortes. Resultado:

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12º passo: céu

Nosso céu está muito borrado para uma pintura que deseja ser um pouco realista. Suavize as cores mais fortes deixando o céu com um tom mais mediano, sem deixar marcas expostas na transposição do gradiente.

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13º passo: o barco abandonado

Voltemos para o barco abandonado. No rascunho, a proporção do barco estava fora da perspectiva então resolvi ajustar ele. Como ele estava cru, fiz um upgrade nas formas e cores, adicionei luz e sombra, que você já deve estar sabendo como aplicar depois das dicas acima.

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14º passo: base do coqueiro e vegetação

Nessa base que criei para o coqueiro há pedras, terra e folhagens. Perceba que ele não está no nível do mar, é como se você estivesse na beira da mata, vendo a praia ao longe. Crie pedras grandes e pequenas, respeitando a luminosidade e adicione a vegetação. Lembre-se que a smudge tool é indispensável nesse processo de criação de formas das pedras. Para a vegetação utilize o pincel criando pontos com tons diferentes de verde, entre 5 e 10 px.

Tutorial Pintura Digital | http://tmargato.deviantart.com/

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15º passo: finalização

O básico da pintura você já tem. Faça a união de todas as layers para finalmente finalizar o trabalho. Para isso deixe todas as layers visíveis e vá em Layer > Merge Visible. Então é hora de colocar o zoom em funcionamento e percorrer a arte toda, melhorando o acabamento das formas e iluminação. O acabamento de uma arte depende da textura que você emprega, por exemplo, no tronco do coqueiro criando filamentos ou simulando terra batida, veias nas folhas e melhor detalhamento das folhas do coqueiro.

Como este tutorial já está muito gigante, a textura ficará para um próximo tutorial.

Mas veja que adicionei cocos no coqueiro, simulei que o barco entrou na areia quando chegou na margem da praia assim como a onda batendo no casco traseiro do barco, dei maior realismo para a floresta ao fundo e ainda adicionei mato na margem da mesma, além de melhorar a textura das pedras. Tudo isso você consegue criar com as ferramentas básicas que apresentei até aqui e veja como elas geram um resultado bom para quem está aprendendo:

Tutorial Pintura Digital | http://tmargato.deviantart.com/

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Tutorial Pintura Digital | http://tmargato.deviantart.com/

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Para um iniciante, o resultado abaixo é mais do que satisfatório. Então basta você soltar sua imaginação para a melhor parte de todo o processo da pintura digital, que é a finalização. Nada se compara com o final, é nele que tentamos dar mais vida, corrigir erros e criar um trabalho mais detalhado.

Tutorial Pintura Digital | http://tmargato.deviantart.com/

Trabalho de Jó

Já ouviu a expressão "trabalho de Jó"? É o que acontece quando você utiliza apenas um pincel, ferramentas e cores numa pintura. E para dar um realismo maior, o zoom precisa ser trabalhado ao máximo. E como deixei de ser iniciante há algum tempo, abaixo segue o trabalho finalizado na minha concepção.

O tutorial básico de pintura digital. Acredito que seja um bom começo para quem deseja começar na área por diversão ou curiosidade. Sobre trabalhar com pintura digital, escreverei sobre o assunto em breve.

Lembre-se: apenas um pincel redondo, ferramentas básicas e cores. Filtros de iluminação para acabamento, mas nada além disso.

Detalhes abaixo e a pintura em tamanho maior no deviantART você confere clicando aqui. Espero que seja útil.

Tutorial Pintura Digital | http://tmargato.deviantart.com/

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Tutorial e Artes: Tmargato

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Pintura digital: o início

Como prometi, um passo a passo de uma criação do zero, porém bem detalhado para um início satisfatório.

Importante: o tutorial do próximo post é baseado em apenas um pincel redondo e as ferramentas básicas para aprendizagem. Em breve pretendo criar mais tutoriais partindo do básico para o intermediário, porém não terá nada relacionado a história da pintura digital e como ela se tornou importante hoje, sendo utilizada em filmes, peças publicitárias, games, etc, há muitas referências na Web a respeito disso, basta dar uma leve visita aqui.

Hardware

Certamente você possui um mouse e deve pensar: dá pra pintar com o mouse? Sim, dá. Como tudo no começo não são flores, comecei também no mouse e consegui finalizar por exemplo a arte da Björk. Sua precisão é a parte mais complicada, mas dá pra fazer alguma coisa sim. Mas antes de qualquer coisa, você precisa ter uma palavra em mente chamada paciência. Sem ela, você não vai a lugar nenhum. Se você tiver sorte, seu ombro irá colaborar para que você não sinta dores incômodas, as mesmas que eu sentia na época que comecei a pintar com o mouse.

E as dores foram muitas, tive L.E.R. e resolvi investir em uma tablet da Wacom. Sonho de consumo antigo na verdade. Uma tablet é uma mesa digitalizadora, onde você possui uma área sensível ao toque de uma caneta que funciona como um mouse, basicamente. A diferença é que ela possui níveis de pressão e sensibilidade que simulam com perfeição traços reais, como quando você pressiona um lápis contra um papel ou dá leves rabiscadas para fazer um rascunho, deixando o traço mais grosso ou fino. Sim, ela é perfeita para pintura digital.

Wacom é a empresa-mãe das tablets e se você estiver pensando em comprar uma, esqueça as outras. Wacom é o nome. Eu possuo uma Graphire 4 que possui 512 níveis de pressão e estou muito satisfeito com ela. Há diversos modelos, como a Intuos 3 de 1024 níveis ou ainda a magnífica Cintiq. A Cintiq é peculiar: um monitor LCD que possui as mesmas características da tablet, ou seja, você desenha e pinta diretamente na tela, como se fosse um caderno de desenho. Linda, de chorar. Um dia terei uma.

Softwares: Photoshop & Painter

Há dois programas básicos: Photoshop e Corel Painter. Photoshop é o mais popular, está na boca de todo mundo, mas o Painter é um verdadeiro estúdio de pintura, simulando com realidade diversos tipos de pincéis, aquarelas, tintas a óleo, além de possuir efeitos e filtros muito úteis.

Mas o Photoshop não faz por menos. Qual deles é melhor? Depende da aplicação e não há como definir qual é melhor, ambos são muito bons, tanto que eles podem trabalhar em conjunto. Eu trabalho mais com o Photoshop pois estou mais familiarizado com pincéis e paleta de cores nele, mas o tutorial é para o Photoshop em sua versão CS2 por se tratar de um programa mais popular. Ainda não utilizei o CS3, mas acredito que não haja mudanças significativas em sua arquitetura.

Onde publicar suas artes?

O lugar tem nome: deviantART! Sou alguém apaixonado pela comunidade, pois realmente para quem nasceu pintando e desenhando, o deviantART é tudo, a melhor comunidade da internet. Você cria um username e pode colocar quantas artes você quiser, adicionar artistas, fazer amigos, trocar informações e ainda se aventurar a vender suas artes, além de outras coisas muito bacanas. Vale a pena se informar mais, se você ainda não conhece.

Detalhes

Antes de começar, você precisa ter em mente que para chegar a um resultado final de uma pintura digital, tudo depende das diversas técnicas e do estilo de cada um para que o trabalho seja satisfatório.

Uma pintura digital pode ser feita através de um rascunho em um papel, importado para o Photoshop via scanner, um rascunho do mouse ou tablet em um arquivo em branco do Photoshop (este que iremos criar) ou ainda utilizar uma foto como referência, traçar seus limites, pontos de fuga e pintar, enfim, há diversos meios e estilos para seguir.

Vamos começar com um arquivo em branco, como se fosse uma folha de papel que você está acostumado. Vamos utilizar em todo o processo apenas um pincel, não vou utilizar formas prontas, pincéis em forma de folhas, pedras ou algo parecido. Por quê? Porque a essência da pintura não requer isso, requer apenas um pincel, tintas e a tela. Não que os diversos tipos de pincéis atrapalhem, mas não há como começar sem ralar um pouco.

No mais, acho que é isso. Abaixo, Kroneyes, uma espécie de pesadelo transformado em pintura. Me levou uma semana no Photoshop, utilizando apenas um pincel e cores, e alguns efeitos de iluminação para acabamento. Peça inteira e o detalhe.

O próximo post (aqui) terá o tutorial, que espero que seja útil para alguém se aventurar futuramente.

Arte: Tmargato | http://tmargato.deviantart.com/

Arte: Tmargato | http://tmargato.deviantart.com/

Artes: Tmargato

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Pra colar na testa

Design Police | Imagem: DivulgaçãoMeu amigo Samukas - que tem muita coisa pra compartilhar em seu blog, mas ainda não postou nada por preguiça - manda um dos links mais interessantes dos últimos tempos de Web 2.0: Design Police.

O que a primeiro momento pode parecer uma brincadeira é na verdade um kit de adesivos que pode ser usado hoje para alertar Web Designers e Developers sobre o layout e design, arquitetura da informação, usabilidade e acessibilidade de seus sites. Por favor, não colem nada nos meus!

Os adesivos são excelentes, pra citar alguns:
- "Comic Sans is illegal"
- "Please do not use Word Art"
- "Style copied from"
- "Microsoft Word is not a design tool"
- "Photographer required"


E isso é só uma parte dos adesivos que você encontra em PDF aqui. Já fiz o download e pretendo usar, aplicando alguns em meus trabalhos - até porque ninguém é perfeito - mas principalmente para enviar para os pseudos Webs. E essa é a melhor parte.

Imagem: Divulgação

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Novo álbum do The Killers ainda em 2008?

Muita calma nessa hora. Boatos em fóruns e blogs gringos sugeriram que no final do ano será lançado o 3º álbum dos Killers. Não esperava um álbum novo assim tão cedo, apesar de Sam's Town ter sido lançado em 2006, as informações atuais são de que os caras estão de férias.

Pensando pelo lado prático: férias = descanso + planejamento + álbum novo. É, faz sentido, começando a divulgação em 2009 com singles, clipes, festivais e tudo mais.

Bom, a crença nos diz que o 3º álbum é o derradeiro, o típico "ou vai, ou racha". Mas o que esperar de uma banda que "já foi" faz tempo?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A tecnologia que salva

Super Interessante Especial | Imagem: Divulgação“Separar lixo, economizar água, deixar o carro em casa. Tudo isso ajuda. Mas o que vai salvar mesmo o planeta do aquecimento global tem nome: tecnologia”.
Pedro Burgos, na edição especial de dezembro de 2007 da Super Interessante.

Eu já disse que a Super Interessante é a melhor revista brasileira de todos os tempos? Em dezembro passado a Super lançou a “edição verde histórica”, especial sobre o tema que mais se discute hoje em dia. Aquecimento global, fontes alternativas de energia, como viver verde e outros assuntos correlatos. Até a capa clássica vermelha deu lugar ao verde.

A matéria principal chama atenção: A Última Chance de Salvar a Terra, escrita por Pedro Burgos, é uma verdadeira aula sobre o futuro da Terra na verdade. A solução que ele cita é baseada no livro Break Through: Da Morte do Ambientalismo para a Política da Possibilidade, ainda sem tradução no Brasil. E a receita tem nome: tecnologia.

E a principal atividade que requer um upgrade tecnológico é a de geração de energia. Gerar energia limpa, que você está acostumado a ouvir já com assuntos relacionados ao etanol, energia solar e do vento, é o maior desafio que todos os países terão de enfrentar daqui pra frente, pois 21% dos emissores de gases que causam o efeito estufa são provenientes da geração de energia.

Abaixo seguem os setores que mais lançam gases do efeito estufa:

21,3% - Geração de Energia

É o principal poluente porque, segundo o IPCC, 40% da energia elétrica domundo é gerada a partir da queima de carvão. A China, por exemplo, consome pouco mais de 1 bilhão de toneladas de carvão por ano, ou seja, 37% do consumo mundial.

16,8% - Processos Industriais

Segundo a FIESP, a industria desperdiça 24% de toda a energia gerada só no estado de SP. Isso se deve aos motores antigos e máquinas construidas quando não havia a preocupação com eficiencia energetica.

14% - Transporte

O desafio agora é fazer veículos que andem mais com menos combustível. A União Européia estabeleceu que todos os carros comprados no continente têm de fazer no mínimo 18 km/l a partir de 2012. O governo dos EUA já oferece dinheiro a quem comprar carros híbridos (que funcionam a gasolina e eletricidade e consomem menos).

12,5% - Agricultura

A ONU estima que 30% da terra habitável no mundo é usada para a pecuária. O grande problema é que os bovinos soltam de 300 a 500 litros de metano por dia. Cientistas do Reino Unido estudam novas substâncias para a alimentação das ovelhas que podem diminuir em até 70% suas emissões de metano.

11,3% - Exploração e distribuição de combustíveis fósseis

A gradual substituição da gasolina como principal combustível deve diminuir o impacto da exploração do petróleo. Mas não se deve esperar nenhuma mudança significativa antes de 2030.

10,3% - Uso comercial e residencial

Sensores de prédios que ligam a luz apenas quando alguém está presente ou aparelhos que desligam os eletrodomésticos em stand by estão cada vez mais populares e reduzem o desperdício. O chuveiro elétrico, que representa até 35% da conta de luz de uma casa, está sendo remodelado: um protótipo desenvolvido no Brasil reaproveita o calor da água, reduzindo em até 40% o consumo.

10% - Uso da terra e desflorestamento

O aumento da fiscalização e do patrulhamento da floresta Amazônica já diminuíram o desmatamento nos últimos anos. Outra solução para controlar as emissões é plantar árvores. Pelo cálculos de Bjorn Lonborg, a temperatura média de uma cidade pode cair quase 2ºC se forem plantadas 11 milhões de árvores.

3,4% - Lixo e tratamento

Enquanto os custos de reciclagem são altos, países como a Suécia e a Inglaterra adotam cada vez mais a queima do lixo. O entulho orgânico gera gás metano, que é encanado para a geração de energia. Em vários países da Europa, uma máquina que recolhe latinhas de refrigerante (e paga para quem deposita) é bastante popular.

Você pode ajudar

A questão principal é até que ponto as indústrias e os governos do mundo irão adotar meios tecnológicos para diminuir as emissões de gases. Alguns países fazem sua parte, mas a maioria ainda está engatinhando, como o atual Brasil em que vivemos.

Mas mesmo sendo a tecnologia o fator principal para a salvação e se não bastasse a consciência maior dos governos ao redor do globo, é sempre bom transmitir algumas verdades, aquela de que você pode – e deve – fazer a sua parte. Não importa se eles não fazem, o que importa é que você pode fazer, basta querer. Como diz a frase mais célebre citada no Discovery Channel nos últimos anos, “informação é o que não falta, ponha os pés na Terra e faça a sua parte.”

Imagem: Divulgação

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

O futuro será azul

Blu-ray Disc | Imagem: DivulgaçãoToshiba confirma desistência do HD DVD e entrega vitória ao Blu-ray

Por IDG News Service/Taiwan

A Toshiba confirmou nesta terça-feira (19/02) que vai descontinuar a linha de produtos no formato HD DVD, entregando a vitória na disputa de formatos de discos de alta definição ao rival Blu-ray Disc, da Sony.

A companhia não vai mais desenvolver, fabricar ou vender aparelhos tocadores e gravadores de HD DVD.

O plano é reduzir as entregas de equipamentos HD DVD para o varejo gradativamente e encerrar o negócio definitivamente em março.

A empresa garantiu, contudo, que vai prover suporte e serviços de pós-venda a quem já adquiriu produtos HD DVD.

Recentes movimentações de mercado, como a desistência dos estúdios Warner do formato, acompanhada pelos varejistas Best Buy e Wal-Mart e pela rede de locadoras Netflix, prepararam o cenário para a decisão da Toshiba.

“Isso mostra mais uma vez porque formatos incompatíveis e mutuamente exclusivos devem ser evitados a todo custo pela indústria”, opinou o analista Carl Gressum, da Ovum. “Isso reduz lucro e atrasa a adoção pelo consumidor”, ele conclui.

“A grande questão é qual será o impacto na Toshiba como empresa de eletrônicos”, aponta ele. “Ela apostou no HD DVD, integrando o formato em alguns laptops também. O canal tem estoques para liberar”, lembra o analista.

A Toshiba disse que a decisão veio após cuidadosa análise do impacto de longo prazo de se manter na disputa e que a mudança vai a ajudar o desenvolvimento do mercado de alta definição.

A empresa disse que vai continuar no mercado de alta definição. Desenvolver o HD DVD criou muitos patrimônios para a Toshiba e parceiros como Microsoft, Intel, HP e Universal Studios, disse a empresa. A Toshiba pretende trabalhar com esses parceiros em futuras oportunidades de negócio.

Impressões

Caso você não saiba, os dois formatos - HD DVD e Blu-ray - foram os candidatos a tomar o trono do atual e famoso formato DVD. A diferença entre eles basicamente está no espaço disponível para dados:

HD DVD: 15GB (única camada) e 30GB (dupla camada)
Blu-ray: 25GB (única camada) e 50GB (dupla camada)

Vitória da Sony e de sua maior aposta em leitores de Blu-ray, no caso o PlayStation 3, que realmente não é apenas um videogame, é um centro de entretenimento. Lembro que na época de lançamento do PS3, tanto eu como as outras pessoas que conversei ficaram com os dois pés atrás a respeito da nova mídia. Eu particularmente tinha achado que o PS3 com o Blu-ray iria se tornar o maior tiro no pé que a Sony estava dando em toda sua história, pelo fato do Xbox360 - seu maior concorrente - ainda apostar no DVD para vender os jogos e bom, a mídia e o leitor de Blu-ray seria - e ainda é - mais caro que o HD DVD.

O Xbox360 ainda vende jogos em DVD além de possuir um projeto de leitor externo para HD DVD, o formato que ela dava suporte. Mas com a notícia de hoje, a Microsoft terá que pensar em criar um leitor externo Blu-ray para jogos e filmes. Ou não? Dá uma olhada na declaração da Microsoft sobre a suposta derrota:

"Não acreditamos nas recentes reportagens de que o HD DVD tenha qualquer impacto sobre a plataforma Xbox 360 ou sobre nossa posição no mercado. Como já dissemos antes, acreditamos que os jogos vendem consoles e o Xbox 360 continua tendo a maior biblioteca de games com mais exclusividades e os jogos mais vendidos da indústria".

E o comentário de David Karraker, diretor sênior de comunicação corporativa da Sony:

"É uma pena que o HD DVD da Microsoft não melhore a experiência para os jogadores. A Sony acredita que levar verdadeiramente os jogos para uma próxima geração requer um formato de dados maior tanto para jogos como filmes. O PS3 usa o formato Blu-ray para jogos, oferecendo aos desenvolvedores 50 GB de espaço em alta definição num único disco, enquanto o DVD de 9 GB da Microsoft é um obstáculo para armazenar conteúdo em alta definição. Além do mais, o 'patch' de alta definição da Microsoft é apenas uma funcionalidade de compatibilidade, fazendo upscaling [aumentar artificialmente a resolução] de conteúdo de resolução menor não o torna full HD (1080p), algo que o PS3 faz de fábrica".

Deu até dó da Microsoft depois dessa. Isso que eu chamo visão de futuro.

Bom, eu até que gosto do Xbox360, tem títulos realmente interessantes apesar de possuir o pior hardware de um videogame da história, hoje as coisas deram uma melhorada com as novas placas que surgiram no ano passado e aqui estou falando sobre as famosas 3RLS, as três luzes vermelhas da morte que foi a maior dor de cabeça para os gamers quando o console foi lançado. Mas se a Microsoft não tomar uma atitude agora, as coisas irão se complicar.

No site Nexgen Wars há um contador que simula quantos consoles são vendidos a cada segundo:

Wii: 20,153,424 e contando
Xbox360: 17,253,918 e contando
PS3: 8,254,190 e contando

Microsoft na frente com mais que o dobro de consoles vendidos da Sony. Eu pergunto, sem Blu-ray, até quando?

Sobre a popularização do novo formato, anote aí: no máximo em dois anos todos estarão com o Blu-ray na boca e com vontade de ter um player em suas casas, vendo filmes com resolução de 1920 x 1080 em sua Sony Bravia também Full HD. Lá fora! Aqui, só Deus sabe.

Imagem: Divulgação

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

iAno

"AiAno" pode soar um tanto quanto... Bom, deixa pra lá, o fato é que os softwares para o iPhone estão surgindo e se tornando cada vez mais interessantes.

Depois do PocketGuitar iPhone, surge o iAno que simula - com certa realidade - o som emitido por um (adivinha?) piano e acredite, no vídeo abaixo o cara manda a abertura de Clocks, do Coldplay.



Saiba mais do iAno aqui.

Até onde irão chegar as possibilidades com o multi-touch do iPhone? E este é só o começo. Porém, contudo, todavia, só compro um quando ele for 3G e com operadora nacional, uma realidade talvez não tão distante segundo informações de sites de tecnologia.

Esperar por novas tecnologias sempre foi o nosso forte, não é? Esperemos sentados, então.

Skol Beats adiado para junho

Segundo Thiago Ney, na Ilustrada da Folha a alguns dias: "Marcado inicialmente para 10 de maio, o Skol Beats foi adiado para junho. Parece que o festival terá um formato diferente do de edições passadas."

Se é uma afirmação, pode confiar, pois dar uma nota dessas em falso acredito que não seria conveniente. Não contente acabei ligando para a empresa que promove o evento e fui transferido para um ramal que só deu ocupado.

Motivos para pânico? Nenhum. Engraçado é a descrença que uma nota dessas causa na mídia especializada, tratando a troca de data como sendo algo para se ver com outros olhos. Mas esquecem da concorrência de shows pops como Justin Timberlake, Shakira e ainda Ozzy entre abril e maio. Não que Ozzy seja pop, mas dá uma ajudinha.

No site do Anhembi as datas continuam sendo as mesmas, 09/05 e 10/05. Esperemos algo oficial.

Abaixo, Denise Konzen abrindo o Live Stage de 2007 com um set para poucos, porém, sortudos.

Denize Konzen Skol Beats 2007 | Foto: Headwires

Update: Skol Beats em setembro com Depeche Mode? Saiba mais aqui.

Foto: Headwires

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Promessas digitais não cumpridas

O IDG Now! publicou no dia 2 de fevereiro uma matéria interessante sobre as promessas não cumpridas da tv digital que foi, digamos, inaugurada no dia 2 de dezembro de 2007. Entre outras coisas é citado o conversor digital de baixo custo, que ainda não chegou ao mercado.

"Na maior parte das lojas, é preciso um pouco de esforço e muito interesse do consumidor para encontrar os conversores e aparelhos de TV com set top boxes embutidos. Há algumas em que os conversores estão no final da loja, escondidos no fundo da prateleira."

Não que eu estava certo, mas...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Entenda o marketing de Cloverfield

Ecos de Cloverfield. Se você pensa que sabe tudo sobre o marketing que envolveu o filme, está enganado. O blog Trabalho Sujo de Alexandre Matias traz, com riquíssimos detalhes, tudo sobre o marketing e revelações até então desconhecidas. Clique e se espante mais ainda, vale muito a leitura.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

ReacTable no G1

O G1 publicou uma matéria fresquinha sobre o ReacTable no Campus Party.

"Criado pelo professor Sergi Jordà, da Universidade Pompeu Fabra, de Barcelona, a Reac Table tem cinco anos de vida e ainda é um protótipo, mas pode começar a ser comercializada no final de 2008. “É uma coisa que não tem preço”, diz Carlos Lopez, músico que faz shows com a mesa em casas noturnas da Espanha e países vizinhos. Carlos Fernandez, estudante responsável por criar novas linhas de pesquisa baseada na tecnologia, conta que Björk é a única pessoa que tem a mesa. Segundo ele, a cantora utilizou o instrumento em sua última turnê."

Não tem preço mas eu quero mesmo assim. Abaixo um vídeo de excelente qualidade, uma demonstração do poder do ReacTable. Aceito como presente no Natal 2008, sério mesmo.



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

ReacTable é o nome

Estou prevendo que esta será uma semana tecnológica neste blog.

Em novembro passado, nas minhas impressões sobre o Tim Festival 2007 e principalmente sobre o show da Björk, escrevi algo que possivelmente não teria como explicar em palavras: "Não é um show, é uma nova experiência de música. Algo pra se deixar levar, ouvir, sentir e guardar. No telão os sintetizadores usados eram em touchscreen, uma tela LCD com área circular. Equalizadores em touchscreen também. Louco, insano, muito doente de se ver."

Realmente o show da Björk foi insano, como deveria ser. Mas este instrumento que citei e que Björk trabalhou no show me deixou entusiasmado ao saber que nem só a dupla Daft Punk é capaz de transformar tecnologia em música. Mas qual o nome do bendito instrumento? Meses se passaram até chegar esta Campus Party, que citei no post anterior. E lá está o instrumento responsável por tanta euforia no Tim Festival. Me enganei quando disse sobre tela LCD, pois é apenas uma tela sensível ao toque. E por favor não ache que falei besteira em citar LCD circular, pois a Toshiba já desenvolve LCDs em qualquer formato (!).

ReacTable é o nome. Descobri após ver o Radar Cultura, que esta semana está sendo transmitido ao vivo no evento. Em particular, o instrumento foi exibido com a apresentação do Ministro da Cultura, Gilberto Gil, na apresentação do Campus Party, que você vê abaixo.



Mas como funciona esse treco de encher os olhos? Fui atrás de referências e especificações e achei um post no blog Bagulhos que finalmente tira as dúvidas da cabeça.

"O Reactable, é um instrumento eletrônico multi-user de música, desenvolvido pela Music Technology Group junto com o Audiovisual Institute da Universidade Pompeu Fabra de Barcelona.

Diversos performers simultâneos compartilham do controle completo sobre o instrumento, movendo objetos físicos em uma superfície luminosa. Movendo e relacionando estes objetos, representa-se componentes de um sintetizador modular clássico, usuários podem criar as melodias, loops, bases e arranjos muito mais complexos e dinâmicos. A intenção é ser intuitivo: sem manual, nem instruções.

O Reactable é baseado em uma mesa redonda translúcida. Uma câmera de vídeo abaixo da mesa analisa continuamente a superfície da mesa, seguindo a posição e a orientação dos objetos que são distribuídos em sua superfície, representando os componentes de um sintetizador modular clássico. Estes objetos são passivos, sem nenhum sensor, usuários interagem movendo, mudando sua posição, sua orientação. Estas ações controlam diretamente a estrutura e os parâmetros topológicos do sintetizador. Um projetor, também debaixo da mesa, reproduz animações dinâmicas em sua superfície, fornecendo um gabarito visual do estado, a atividade e as características principais dos sons produzidos pelo sintetizador de áudio."


Pare. Pense e reflita: não é o instrumento tecnológico mais insano e doente dos últimos anos? Ele é tão insano que fez a Björk inserir ele em seus shows e olha, a experiência ao vivo desse sintetizador é realmente coisa de outro mundo. Se o show da Björk "normal" já é fora de série, quem presencia os efeitos do ReacTable em suas músicas acaba mesmo indo parar em outro planeta.

O fato é que ReacTable fascina mesmo e deixa qualquer um com vontade de por a mão nessas caixinhas e fazer o seu som à sua maneira, sem precisar entender termos técnicos da música eletrônica.

Eis meu novo sonho de consumo.

Foto: Concavex | http://concavex.deviantart.com/
Foto: Concavex

Ok, Computer

Arte: Mad-Panda | http://mad-panda.deviantart.com/Celebração tecnológica. Comando e controle. Automação. Ok, Computer.

Um post sobre Radiohead e sua obra-prima de 1997? Não por completo, mas há muitas referências. Tecnologia? Sim.

É propício falar sobre tecnologia quando estamos vendo na internet e também na tv, através da cobertura da TV Cultura, sobre o Campus Party. Campus Party é considerado o maior evento de entretenimento eletrônico em rede do mundo, com a finalidade de compartilhar curiosidades, trocar experiências e realizar todo o tipo de atividades relacionadas a computadores, às comunicações e às novas tecnologias.

Não são pessoas normais. São geeks. Geeks super conectados com seu próprio mundo.

Definição de geek: pessoa com afinidade e curiosidade tecnológica extrema, acima do normal. Enquadro-me, mas não sou tão extremo assim. E vejo o quão genial Ok, Computer do Radiohead realmente é. O álbum não foi um clássico instantâneo, pois na época não foi assim tão fácil assimilar o que Thom Yorke estava querendo nos transmitir.

Das experimentações que Radiohead fez em 1997 para os dias atuais, algumas coisas aconteceram, outras ainda irão acontecer e outras tomaram outro rumo. Ok, Radiohead possivelmente utilizou referências literárias, artísticas e por que não na música para criar sua obra-prima. Mas se em Ok, Computer a visão geral era de inclusão digital, remetendo o ser humano a se tornar um recluso digital, parte dessa visão pode ser desmistificada hoje. Simplesmente porque com a popularização da internet a partir de 2000 (o estouro da bolha), dos messengers e em seguida dos blogs e das comunidades, as pessoas criaram uma conectividade maior umas com as outras e a forma de comunicação evoluiu a ponto de você trocar o papel e a caneta por um mouse, teclado e um arquivo de texto, de trocar uma conversa por telefone, mas principalmente de você criar e ter vínculos sentimentais olhando para uma tela cheia de... pixels.

Mas que tipo de reclusão digital Ok, Computer nos remete? É a reclusão da vida social real para uma vida social virtual, basicamente. E este é um processo que você, como ser humano e querido leitor, está passando inconscientemente. E não pense que você está salvo disto. Talvez salvos estejam aqueles que por ventura nunca entrarão neste mundo. Não tire seu cavalo da chuva, pois ele está molhado há tempos.

Sabemos que há pessoas e pessoas, cada qual com sua particularidade. Mas o álbum nos leva a generalizar, de forma inteligente, como o sistema irá mudar - e já está mudando - os relacionamentos a ponto de nos tornarmos pessoas mais frias, transmitindo sentimentos via códigos 0101101. Seus sentimentos reais irão se confundir com histórias virtuais, alguns fatos que acontecerão ao seu redor não serão mais significativos como antes eles eram. E sua própria história real estará fadada a conversar com zeros e uns.

Esta é uma visão do futuro que não tenho como discordar. A evolução tecnológica hoje é assustadora a ponto de comprometer as mentes que querem estar por dentro de tudo, tudo ao mesmo tempo. E por isso cada vez mais a sua vida social e seus relacionamentos reais com amigos se tornam mais distantes, até mesmo em sua própria família.

Fica a impressão de que parte do ser humano está fadado a viver neste rumo de avanços tecnológicos, porém regredindo cada vez mais também em sua espiritualidade e harmonia com o mundo real. E a felicidade passa a estar não com amigos numa mesa de bar, mas sim numa conversa totalmente descartável de uma comunidade, blog, messenger ou twitter.

Esta não é uma crítica, é apenas um ponto de vista. Pegando como exemplo o Campus Party, é genial a iniciativa e este é só o começo de milhares de eventos que surgirão neste mesmo sentido. Mas até onde as pessoas irão em nome da tecnologia?

Como estamos falando do futuro, é interessante ter em mente que eu e você, que está lendo este texto, fazemos parte do início disso tudo. Se é privilégio ou não, só o tempo vai dizer.

O que podemos ter certeza é de que nem mesmo a consciência de cada um irá mudar este processo hoje. No futuro, talvez algo grandioso tenha que acontecer para que os seres humanos voltem a ser o que eles eram e o que, claro, ainda somos. Afinal ainda estamos no começo do processo. Mas hoje não há como frear a tecnologia, nenhuma lei poderá interferir neste caminho de avanços cerebrais, de fios, de placas, chips e telas, de zeros e uns, que deixam o coração das pessoas cada vez mais negro.

Arte: Bigdt87 | http://bigdt87.deviantart.com

Pode soar como piegas, mas basta ouvir e entender Fitter Happier de Ok, Computer para sentir o processo que estamos passando hoje. Quando um computador der comandos para o ser humano viver, o fim estará próximo, pois será tarde demais.

”Mais sano, mais feliz
Mais produtivo
Confortável
Não bebendo demais
Exercícios regulares na academia (3 dias por semana)
Relacionando-se melhor com seus atuais sócios e empregados
Descançar
Comendo bem (nada de comidas de microondas e gorduras saturadas)
Um motorista mais paciente e melhor
Um carro seguro (bebê sorrindo no banco traseiro)
Dormindo bem (sem sonhos ruins)
Sem paranóia
Cuidadoso com todos os animais (nunca lavando aranhas no buraco das tomadas)
Mantenha contato com velhos amigos (convide-os para um drink de vez em quando)
Frequentemente checar crédito no (moral) banco (buraco na parede)
Favores por favores
Carinhoso mas não apaixonado
Ordens regulares de caridade
On Sunday ring road supermarket
Não matar traças ou colocar água fervente nas formigas
Lavar o carro (mesmo aos domingos)
Não mais ter medo do escuro
Ou das sombras do meio-dia
Nada tão ridiculamente juvenil e desesperado
Nada tão infantil
Em um rítmo melhor
Mais devagar e mais calculado
Sem chance de escape
Agora autônomo (ser seu próprio chefe)
Preocupado (mas incapaz)
Um membro da sociedade informado e ativo (pragmatismo e não idealismo)
Não chorarás em público
Menos chances de ficar doente
Pneus que aderem no molhado (livrou-se do bebê amarrado no banco traseiro)
Uma boa memória
Ainda chorar em um bom filme
Ainda beijar com saliva
Não mais vazio e frenético
Como um gato
Amarrado a um pau
Que é levado à
Merda do inverno congelado (a habilidade de rir-se da fraqueza)
Calma
Mais em forma, mais sano e mais produtivo
Um porco
Em uma jaula
Sob antibióticos”




Arte: Mad-Panda
Arte: Bigdt87

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Os vencedores do Grammy

Grammy | Imagem: DivulgaçãoMúsica do ano
"Irreplaceable" - Beyoncé
"The Pretender" - Foo Fighters
"Umbrella" - Rihanna
"What Goes Around ... Comes Around" - Justin Timberlake
"Rehab" - Amy Winehouse

Esta era uma categoria que eu acreditava que Rihanna ganharia fácil. Umbrella é a típica música grudenta, bem mais grudenta que Rehab, e geralmente em premiações de música do ano a mais grudenta é a que vence. Claro que Rehab é superior a Umbrella e foi bem merecido.

Agora o que a Rihanna faz com a música dela é algo pra se notar. Pelo menos nas rádios do Brasil todo, Umbrella foi a música do ano, você tem dúvida? E pra variar, 2008 começa com Don't Stop the Music já martelando na cabeça. E Shut Up and Drive tem potencial para fazer o mesmo.

Álbum do ano
Echoes, Silence, Patience & Grace - Foo Fighters
These Days - Vince Gill
River: The Joni Letters - Herbie Hancock
Graduation - Kanye West
Back to Black - Amy Winehouse

Não, não ouvi esse álbum do Herbie Hancock, mas pra ser melhor que Back do Black, deve ser bom mesmo. E foi muita pretensão o álbum do Foo Fighters estar disputando melhor álbum do ano, ele é bom, mas não é pra tudo isso.

Composição do ano
"Before He Cheats" - Carrie Underwood (Josh Kear e Chris Tompkins)
"Hey There Delilah" - Plain White T's (Tom Higgenson)
"Like a Star" - Corinne Bailey Rae (Corinne Bailey Rae)
"Rehab" - Amy Winehouse (Amy Winehouse)
"Umbrella" - Rihanna e Jay-Z (Shawn Carter, Kuk Harrell, Terius "Dream" Nash e Christopher Stewart)

"They try to make me go to rehab, and i say no no no!"
Ponto. Nada a declarar.

Artista revelação
Feist
Ledisi
Paramore
Taylor Swift
Amy Winehouse

Começando por Paramore, eu pergunto, é uma banda emo, punk, pop? Ou melhor, isso é uma banda? Pula. Agora vamos abrir um parênteses aqui: Amy (Feist) foi a artista revelação de 2007. Eis uma boa disputa, Leslie Feist, a boa mocinha recatada do Canadá contra a surtada e drogada Amy Winehouse da Inglaterra.

Um empate técnico cairia bem aqui, mas como isso não é possível, eu fico com Feist. Feist tem mais tempo de estrada, ser indicada como revelação depois de 9 anos é ter o trabalho finalmente reconhecido. E bom, ela merecia, já que Amy levou outros não menos importantes, como este abaixo.

Melhor disco pop
Lost Highway - Bon Jovi
The Reminder - Feist
It Won't Be Soon Before Long - Maroon 5
Memory Almost Full - Paul McCartney
Back to Black - Amy Winehouse

"We only said goodbye with words, I died a hundred times. You go back to her and I go back to black."
Ponto. Nada a declarar.

Melhor disco de rock
Daughtry - Daughtry
Revival - John Fogerty
Echoes, Silence, Patience & Grace - Foo Fighters
Magic - Bruce Springsteen
Sky Blue Sky - Wilco

Essa foi fácil? Eu não sei porque não ouvi os outros. Fico imaginando se In Your Honor de 2005 tivesse sido lançado em 2007, se ganharia como melhor álbum de rock. Porque não dá pra entender como este álbum não ganhou um Grammy.

Melhor disco dance
We Are The Night - The Chemical Brothers
Crosses - Justice
Sound of Silver - LCD Soundsystem
We Are Pilots - Shiny Toy Guns
Elements of Life - Tiësto

Eu gosto de Chemical Brothers. Mas Sound of Silver do LCD Soundsystem foi e ainda é unanimidade entre os especialistas em música eletrônica. Até Elements of Life do Tiësto é melhor que esse do Chemical. Pelo menos tem as geniais Dance4Life e In the Dark.

Melhor álbum alternativo
Lily Allen, Alright Still
Arcade Fire, Neon Bible
Björk, Volta
The Shins, Wincing the Night Away
The White Stripes, Icky Thump

Ah, pára tudo. Hype Stripes ganhou da Björk? Icky Thump ganhar de Volta? Eu sempre achei que algumas premiações do Grammy privilegiavam o hype, mas isso é de se revoltar. Me pergunte se eu ouvi esse álbum? Não, não ouvi. E mesmo assim sei que Volta é infinitamente superior.

Volta é o típico álbum que não deveria vir com data. Não as atuais. Apesar que a nossa querida esquimó sempre esteve à frente de seu tempo, mas Volta... Bom, não há uma palavra que defina Volta por completo, essa é a verdade. Se você souber de uma, me avise.

Vídeos da premiação

Amy Winehouse canta You Know I'm no Good e Rehab. É, ela já esteve melhor. Mas dá uma olhada na reação dela e da banda ao ganhar como música do ano.



Pra fechar, Kanye West com Stronger. Simples seria, se não tivesse o Daft Punk na pirâmide. Veja o que Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo fazem com a música depois do minuto 2:45, como eles mixam e dá uma olhada nos equalizadores e mixadores touchscreen. Até hoje não acredito como perdi eles no Tim Festival 2006. Mas eles voltam, um dia.



Imagem: Divulgação

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Uma idéia e uma tablet

Terminei o tutorial básico - nem tão básico - de pintura digital que tinha prometido, para o Photoshop CS2. Então em breve você irá saber como transformar isso...

Rascunho | Imagem: Headwires
Nisso...

Pintura Final | Arte: Headwires
O tutorial ficou meio grande, pois os arquivos em imagem são do mesmo tamanho do rascunho e da arte final que você está vendo. São noções de como pintar utilizando apenas um pincel, cores e as ferramentas básicas para um resultado satisfatório para quem está iniciando. Espero que seja útil para alguém no futuro.

Imagem: Headwires
Arte: Headwires

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Eu Sou a Lenda

Eu Sou a Lenda é uma aula de como estragar um bom filme em apenas três minutos. Se esses três minutos fossem iniciais, talvez não lembraríamos dele tanto. Mas não, são os três minutos finais que marcam negativamente um roteiro que parecia promissor.

O filme começa com o tenente coronel Robert Neville (Will Smith) sozinho e seu cachorro, em uma Nova York totalmente abandonada após uma experiência em que uma cientista buscava a cura pelo câncer. As ruas vazias da Big Apple impressionam pelo detalhamento do estrago, gramas altas, matos no meio da rua e árvores que cresceram tomando conta dos lugares mostram com fidelidade o que pode acontecer se os fatos narrados no filme um dia acontecerem.

O filme segue com tomadas amplas – e um tanto quanto exageradas – do deserto de concreto, minutos de silêncio e de calmaria. Até certo ponto chega ser claustrofóbico ver um homem e seu cachorro no meio de tanto vazio. Então são apresentados os caçadores da noite, humanos contaminados pelo vírus que viraram animais com superpoderes – digamos assim – pois para pular aquelas alturas e ter tanta força como eles têm, só sendo super mesmo.

Eu Sou a Lenda | Foto: Divulgação
O ponto fraco deles é a luz do Sol que queima seu corpo em segundos, por isso eles só saem de suas “tocas” a noite. O tenente coronel Neville acredita que seja o único sobrevivente e assim realiza experiências em sua casa-laboratório, afim de encontrar a cura para o vírus. Para isso ele captura os humanos e faz testes, todos com fracasso.

Até que um dia ele cai em uma armadilha dos caçadores. Com raiva, ele acaba atropelando e matando dezenas deles, mas seu carro fica destruído, e quando ele acha que irá morrer, entra em cena Anna – a brasileira Alice Braga – e seu filho Ethan, que salvam ele da morte certa.

E aí o filme começa a tomar outro rumo. Nas discussões, ela diz que sabe de uma colônia onde há sobreviventes vivendo nas montanhas. Detalhe, Deus disse à ela. O tenente, já meio esquizofrênico, não acredita. Para ajudar, os caçadores seguiram Anna quando ela salvou o tenente e agora eles chegam em centenas na casa dele. Quando a casa é destruída, a única saída é ir para o laboratório, onde há uma humana caçadora incubada que o tenente estava fazendo testes.

É quando os três minutos finais conseguem estragar o filme. Se a entrada de Anna já deixa o filme com certo ar de desconfiança, o final é digno de uma pergunta: por quê?

Neville e Anna se vêem forçados a entrar na mesma câmara incubadora da humana, pois os outros caçadores já estão no laboratório. Em segundos, eles já estão começando a arrebentar o vidro blindado da incubadora. É quando – milagrosamente – Anna percebe que a humana caçadora está voltando a ser uma humana normal. Bingo, a cura tinha aparecido.

O tenente Neville não vê outra saída a não ser mandar embora Anna e seu filho por uma espécie de saída de emergência. Ele pega o sangue da humana em um frasco e passa para Anna dizendo que ali estaria a salvação. Depois, ele pega uma granada e se joga contra os caçadores, se sacrificando.

A cena corta e mostra Anna chegando na colônia, explicando em míseros segundos que Neville fez o típico dos heróis de Hollywood, se sacrificar para salvar a humanidade. E o filme acaba.

Tudo isso, em três minutos. Acontece tão rápido que quando você percebe, os créditos já estão subindo na sua tela. E você se pergunta: por quê?

Para um filme que até então tinha um roteiro bom, o final deixa muito a desejar pois encurta explicações e deixa a dúvida se aquela era mesmo a única saída para Neville ter se tornado a Lenda. E essa dúvida é a mesma do diretor Francis Lawrence, que já disse que haverá um final alternativo no DVD do filme, segundo ele, um final mais intectual e menos comercial. Nunca gostei dessa história de final alternativo e depois dessa descrição do diretor, o desfecho de Eu Sou a Lenda é um tapa na cara de quem espera por um final no mínimo decente para um filme tão promissor.

Eu Sou a Lenda
Foto: Divulgação
Ilustração: Headwires

Cloverfield

Imersivo. Essa é a palavra que melhor descreve o tão aguardado Cloverfield. E você tenta achar explicação para tanta bizarrice e assim como os personagens do documentário, não consegue. Você tenta – assim como eles – ver com clareza que tipo de terror está por perto, e não consegue. E assim o documentário segue, te deixando com mais perguntas do que respostas.

Cloverfield | Foto: Divulgação
E sim, é um documentário de um evento que aconteceu. Não espere narração ao fundo ou explicações do motivo, pois não há. Se você encarar como um documentário de uma fita achada (como The Blair Witch Project), você sairá ganhando e de repente não irá reclamar como mais da metade do cinema fez, por simplesmente não ter idéia de que era somente um aperto no play de uma câmera achada após os eventos.

E os eventos iniciais são os mais normais possíveis. Amigos fazendo uma confraternização para Rob, que está de partida para o Japão. Jason, irmão de Rob, namora Lily. Ele foi o encarregado de filmar a despedida, porém entregou a tarefa para outro amigo, Hud. Hud é o típico alívio cômico, fazendo piadas e principalmente atazanando a cabeça de Marlena, uma garota que ele sempre esteve afim. No começo, as conversas sobre namoros, a festa toda e a briga entre Rob e Beth até fazem você esquecer que o filme irá mudar em segundos.

Beth é o amor da vida de Rob, que aparece na festa ao lado de um “novo amigo”. Rob e Beth acabam brigando e Beth sai da festa pouco antes do caos. E aí você é jogado num mundo de desespero e destruição massiva, sem ao menos saber o por quê.

Com uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, o diretor Matt Reeves fez miséria. Com tão pouco recurso – 30 milhões de dólares apenas – ele criou um cenário que deixaria qualquer pessoa em pânico extremo, algumas a ponto de cometer suicídio. Não, não é exagero. Nem nos gritos, na correria frenética, no ataque do exército, no sangue e tudo mais, há sempre um motivo real para tanto pânico.

Mas o motivo maior é a criatura gigante que destrói tudo. Ela não pensa, só age por instinto e é realmente um animal louco, em todos os sentidos. É insana sua forma, seu comportamento, seus braços no peito, seus longos braços dianteiros curvados e principalmente seu rugido, que é algo inconcebível, de deixar o Godzilla com o rabo entre as pernas. Provavelmente você nunca viu algo parecido e já adianto, você verá pouco dele. E esse é o charme que envolve todas as cenas abertas. Se não bastasse, há os parasitas, animais que habitam seu corpo e que pulam e correm feito doentes, sedentos por carne. Mas ele realmente é como citei nos posts das artes do monstro, que os artistas do deviantART postaram (aqui). E como ele insiste em viver após a cidade toda estar devastada, é algo interessante que deixa margem para mais Cloverfield no cinema.

A experiência de Cloverfield é boa para quem espera um filme de ação, ficção e terror extremo, e ela ainda fica melhor quando você tem a consciência de que tudo aquilo foi uma filmagem crua, mas recheada de efeitos especiais que não se pode notar. Iluminação, texturas e planos parecem tão reais e naturais que você acaba esquecendo de que aquilo tudo não é real. Talvez pela ótima atuação dos atores, a imersão que citei no início faz sentido. Então quando você estiver sentado na poltrona esperando o filme começar, imagine se um dia esses acontecimentos se tornassem reais. Imagine o pânico, o terror e a morte por algo tão grande, ignorante, bizarro e sem explicação. Se desligue um pouco do mundo real. Aí, Cloverfield te fará mais sentido.

Cloverfield
Foto: Divulgação
Ilustração: Headwires

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

O novo do Coldplay

"Esta foi a semana mais produtiva no estúdio... A mixagem está sendo meio lenta e dolorosa, mas é a natureza da coisa. Dê-nos apenas mais um mês ou algo assim e teremos um álbum pelo qual valeu esperar".

Até onde vai a evolução do Coldplay eu não sei. Mas fazer algo melhor que X&Y é um desafio. Muitos não gostaram tanto do último álbum, mas pra mim é o melhor do Coldplay. Há algumas pérolas nele que a maioria não conseguiu achar. Square One, A Message (principalmente), Low, White Shadows, X&Y, Til Kingdom Come foram músicas com potencial muito grande para serem lançadas como single.

Ano passado lembro que o Chris deu uma declaração de que o próximo álbum seria algo parecido com Abba. Brincadeira dele, mas de repente pode vir algumas surpresas por aí. Você já pensou numa versão de Dancing Queen do Coldplay? Ou Waterloo?

Um pouco mais tarde, novos comentários surgiram de que a turnê latina tinha rendido bons frutos e que algumas referências e sonoridades poderiam surgir neste quarto álbum. Sendo assim, veremos um Coldplay com sonoridade a lá Orishas, com um Chris cabeludo como a Shakira e os outros integrantes pulando no palco como The Cuban Brothers. Não duvide.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Não me leve a mal, hoje é carnaval

Por Nelson Botter

Abel vinha desolado pela rua, cabisbaixo, e nem se deu conta dos batuques do bloco carnavalesco na rua que cruzava o quarteirão. Aquilo só o perturbaria mais. Como Renata pôde fazer isso comigo?

De repente, um carro em alta velocidade passou próximo ao distraído rapaz, que assustou-se e perdeu o equilíbrio numa dolorosa torção de tornozelo. Caiu no jardim de uma das casas da rua. Com a grama recém-regada e adubada, Abel sujou toda sua roupa, ganhando um aroma nada agradável. Sentia também a dor dos espinhos das rosas cravados em sua mão direita na queda.

- Está tudo bem, garoto? - perguntou uma senhora idosa que apareceu na janela da casa.
- O que a senhora acha? - respondeu irritado. - Além de tomar um cano da namorada, ainda gasto meu dinheiro com flores para ninguém, torço meu pé e caio aqui no seu jardim. Fico todo sujo e cheirando à bosta. Pra piorar tudo, eu ainda odeio carnaval e pra onde vou tem algum bobo fantasiado pulando feito um idiota. Tirando isso, tá tudo bem!
A senhora sorriu simpaticamente, como se entendesse a revolta do rapaz.
- Pense que poderia ser pior - ela falou.
- Pior? Duvido muito. O que poderia ser pior que isso?
Novamente o olhar sereno e o rosto angelical da miúda senhora permaneciam intactos. Ela aparentava ter, pelo menos, uns 70 anos.
- Você quer entrar para se limpar, mocinho?

Abel relutou um pouco, mas aceitou o convite, afinal, ele não conseguia suportar aquele cheiro forte de esterco.
Entrou na casa e reparou que tudo ali parecia um museu. Vários quadros enfeitavam as paredes velhas e manchadas. Alguns bibelôs completavam a estranha decoração da sala, e o detalhe era uma grande e bizarra coleção de latas de cerveja.

- Tire a camisa e me dê aqui - disse gentilmente a senhora.
Abel não respondeu nada, apenas tirou a camisa e a entregou para ela, que dirigiu-se ao quintal. Ele ficou na sala, sentado, aguardando.
- Tome, beba essa água com açúcar. Ajuda a acalmar - ela sorriu, trazendo um copo cheio d'água.
- Obrigado. Muita bondade sua - e bebeu o líquido.
- Que nada, gosto de ajudar. Sabe, na minha idade tudo que precisamos é ser úteis.
- Entendo. Por acaso a senhora mora sozinha?
- Há mais de vinte anos.
- Nossa, e a senhora permite que um desconhecido como eu entre assim fácil na sua casa? É muito perigoso, dona...
- Angela. Desculpe, esquecemos as formalidades.
- Sou Abel, muito prazer, Dona Angela. Mas, então, com a violência maluca do mundo, uma senhora de idade sozinha deve tomar muito cuidado! Não pode deixar qualquer estranho ir entrando na sua casa.
- Ah, mas no momento que o vi, pude ver o seu bom coração.
- Tudo bem, Dona Angela. Mas já pensou se eu não fosse o que aparento ser? Se eu... eu...
- O que foi, Abel?
- Uma tontura... nossa, de repente tudo começou a girar...
- Calma, já vai passar - ela falou com uma voz doce e suave, típica das vovós.
- Não estou bem... muito tonto... tonto... - o copo vazio caiu de sua mão.

Abel olhou mais fixamente para Dona Angela, apesar de toda a vertigem, e viu com dificuldade quando ela foi até a cozinha e voltou empunhando uma enorme faca de açougueiro. Ela foi em sua direção, mantendo o ar pacífico. Nem mais diabólica, nem menos angelical, apenas pacífica.
- Lá fora você me perguntou o que poderia ser pior... - disse ela, se aproximando com o facão preparado.

A última coisa que Abel viu foi o facão rasgando sua pele na altura da barriga. Nem dor sentiu. Tudo girava, enquanto o sangue jorrava longe, dando novas cores à decoração da casa. Foi um carnaval.