domingo, 30 de novembro de 2008

The Killers: Day & Age

Minhas expectativas em torno do terceiro álbum do The Killers eram grandes. A frase “o terceiro e derradeiro álbum” não saia da minha cabeça. É do tipo: ou vai ou racha. E depois da evolução que Sam’s Town foi, o próximo álbum deveria seguir a mesma linha. Pelo menos era o que eu esperava. Poderia até ter alguma experimentação, como algumas músicas que ouvimos em Sawdust, mas nunca imaginei que a mudança seria tão forte quanto foi.

Culpa de quem? Do produtor pop Stuart Price? De Brandon Flowers, Dave Keuning, Ronnie Vannucci, Mark Stoermer? Pode até ser. Mas a palavra culpa não é a correta para expressar essa mudança, que só não chega a ser radical por ter algumas músicas que conseguem segurar a face indie da banda.

E geralmente a palavra “culpa” significa que algo deu errado, que alguém ou todos foram responsáveis por um desapontamento, por um deslize, algo assim. E Day & Age não desaponta.

Então vou abrir meu guarda-chuva para conter as pedras que poderão cair. O fato é que a máscara indie do The Killers caiu pela metade em Day & Age. Talvez até tenha caído por inteiro.

Mas há alguns resquícios de sua alma independente quando eles deixam o baixo falar mais alto e ditar o ritmo da brilhante Forget About What I Said. Incrível como ela tem a cara de Hot Fuss. Dá até a impressão que ela foi gravada há anos e esquecida numa gaveta. Disparada a melhor bônus track de todos os álbuns. Se fosse single então, com um clip contando a história da música, ela ganharia status de nova Mr. Brightside. Não é exagero. E infelizmente por ser bônus, talvez no final ela não tenha a atenção que deveria merecer.

Outro bônus track, A Crippling Blow, é mais a cara de Sam’s Town. Mas na minha opinião, ela poderia ter dado lugar a Tidal Wave, que saiu como bônus para quem comprasse o álbum pelo iTunes. Uma pena, ela é tão boa que se fizesse parte do corpo de 10 músicas que compõe a seleção principal, o álbum seria mais completo.

E é sobre essas 10 músicas que vou falar agora. São elas que fazem o novo The Killers. O The Killers pop que acaba de nascer. Queiram os fãs ou não.


The Killers | Foto: Divulgação

O álbum começa com Losing Touch, que não é tão grandiosa quanto Sam’s Town para uma abertura de álbum, mas que faz por merecer, pois é uma das melhores do álbum. E também é o começo de uma transição para o pop. Está tudo bem definido, baixo e bateria aparecem em sintonia com o teclado e ainda tem metais ao fundo (sax, clarinete e trompete, por exemplo), característica que aparece também em outras músicas, como Joy Ride e I Can’t Stay.

A próxima é Human, que foi o primeiro single e que causou toda a polêmica envolvendo a frase “are we human or are we dancers?”. É filosófico demais para entendermos? É algo como “I’ve got soul, but I’m not a soldier”. Música também é arte, não devemos tentar entender tudo e tudo não precisa ter sentido para ser bom e cair em glória. All These Things That I’ve Done é exemplo disso, porque Human tem que ser diferente? Assim as coisas perdem a genialidade, não perdem? De qualquer forma, Human é viciante e também é a mais eletrônica da banda até hoje. Ela já nasce remixada, boa para pistas de dança. E também é a música que fará os desconhecidos se perguntarem: “que banda é essa?”.

Ao lado dela eu coloco Spaceman, que tem o típico vocal inicial que toda banda pop já colocou um dia no seu álbum: “oh, oh, oh” funciona bem para as massas, é fácil de acompanhar, a letra é razoável, mas a música tem um ritmo empolgante que também faz dançar. Grandes chances de virar single, apesar de não ser uma das minhas favoritas.

Depois é a vez de Joy Ride. A primeira vez que ouvi não agüentei e ri sozinho. Pensei: "não acredito que fizeram isso". É engraçada, dançante e sem compromisso. Lembra tema de filmes “B” da década de 80, que eram gravados nas praias de Miami, com gente de camiseta florida dançando numa cabana feita com folhas de coqueiros! Até no novo palco do show tem coqueiros, será que é por Joy Ride? Não sei, mas ela é um alívio para o álbum e nada mais. Música pra divertir, não é música para fã “sisudo” e de cara feia. É o The Killers querendo fazer todo mundo dançar.

Mas as coisas mudam um pouco a partir de A Dustland Fairytale. Eles ficam um pouco mais sérios com o conto de fadas caótico. É uma bela canção, com ares de Hot Fuss também, e ainda, tem violino ao fundo em certo momento da música. Não há como negar que em matéria de instrumentação, o novo álbum está cheio de novos experimentos. Só não devemos esquecer que isso no show será tudo criado no sintetizador, mas o resultado a torna mais grandiosa, com certeza.

A próxima, This is Your Life, é a mais experimental do álbum. Impossível não lembrar de certo filme, O Rei Leão, quando se ouve o vocal inicial dela. E só ouvindo com calma para entender que ela está longe de ser um erro. O baixo outra vez dita o ritmo, a guitarra quase desaparece e a bateria vem com uma marcha leve e ritmada do início ao fim. E a letra é uma das melhores do álbum.

Eu tentei gostar mais de I Can’t Stay, mas é outra que daria lugar fácil para Tidal Wave. Apesar do uso dos metais que me agradam, tem algo nela que não desce. É mais uma música em que o baixo fala mais alto que a guitarra. E com ela vemos que Dave Keuning realmente fica em segundo plano quase o álbum inteiro, pois não há um solo de guitarra explícito ou alguma parte que realmente demonstre o que ele representa para a banda, como vimos nos dois primeiros álbuns.

Por outro lado, Ronnie e Mark estão mais visíveis. Imagino que essa mudança possa ter sido até planejada, para que todos tivessem mais espaço e pudessem mostrar como são competentes. Mas fazer isso seria fácil, bastava incluir Where the White Boys Dance como música oficial de algum álbum. Não há outra música dos Killers tão competente quanto ela, quando se trata de instrumentação. Ela é perfeita e não canso de dizer isso.

E falando em música perfeita, chegamos a Neon Tiger. É agora que costuma chover pedras, mas meu guarda-chuva já está aberto, pode mandar.

Neon Tiger é um grito dos Killers. E isso seria a melhor definição para ela. Ela é grandiosa, é um chamado para os verdadeiros fãs e para aqueles que ainda estão vindo. É a melhor do álbum, a que tem mais potencial. Pelo que andei lendo, é ela que abre o novo show. Talvez para os próprios músicos ela seja a mais importante. Pra mim, é uma das melhores deles até hoje.



Em seguida, viajamos no tempo com The World We Live In, que é a mais oitentista da banda. Ela foi tirada de algum álbum do Simple Minds ou do Tears for Fears, não é possível. Como é bom ouvir hoje em dia uma música como ela, que faz relembrar bandas como essas! Cheguei a imaginar ela na voz do Roland Orzabal, vocal do Tears, e caiu como uma luva. Ótima música, clima melhor ainda. Os anos 80 foram generosos realmente.

Pra fechar, temos outra viagem. Goodnight, Travel Well tem uma abertura digna de The Dull Flame of Desire, do álbum Volta, da Björk. Ouso até falar que foi inspirado nele, pois é muito similar. Digamos que seja a música mais dark dos Killers, num álbum que é cheio de ritmos mais dançantes. Ela tem um ar de suspense, o que me fez lembrar Pionner to the Falls, do Interpol.

Mas só me fez lembrar pelo suspense mesmo, porque as duas são bem diferentes. Ela tem uma letra marcante, um final competente que pode até substituir All These Things That I’ve Done na despedida da banda nos shows.

E Goodnight, Travel Well consegue fechar com dignidade um álbum que não é perfeito, mas que tem suas virtudes.

E mesmo com suas virtudes, Day & Age deixa mais interrogações sobre o futuro da banda do que exclamações para a maioria dos fãs. Particularmente, eu penso que a partir desse álbum, não há mais volta para o lado indie da banda. São muitos ritmos novos, músicas que parecem ser tiradas do baú, muitas inovações e poucas que tentam manter a máscara na face. E só tem um fio segurando, pois ela está caindo. Isso é fato para quem ouviu o novo álbum. Álbum este que fará o The Killers crescer mais e mais. Ele foi criado para isso, dar um salto grande em busca das massas. Ele é pop, como foi previsto. E isso não vai agradar a todos, mas agradou a mim. Simplesmente por ser The Killers.

Na minha crítica sobre Sam’s Town, não cansei de dizer que o álbum foi uma bela evolução para a banda. Agora com Day & Age, a palavra é acrescentada por um “R” no começo. É a revolução da banda para com seu próprio estilo. É o The Killers se reinventando e também chamando os fãs para se reinventarem. Até porque, ser o mesmo sempre, é muito chato.

The Killers: Day & Age

Ilustração: Headwires
Foto: Divulgação



sábado, 29 de novembro de 2008

Coldplay no Brasil em março

Segundo Lúcio Ribeiro:

"Primeiro a gente soube e informou aqui que o Coldplay ia baixar no Brasil em março, para uma turnê grande. Agora a gente já tem o provável número de shows que a banda do… do… Chris Martin: seis. Dois em São Paulo, dois no Rio, um em Porto Alegre e outro em Belo Horizonte."

Coldplay! Já perdi da última vez, mas essa eu não perco por nada. E ainda, perto do Radiohead, será uma escolha meio óbvia, apesar de gostar muito de Radiohead.

E eu não sei não, algo me diz que teremos Franz Ferdinand e The Killers em 2009 por aqui de novo. Álbuns novos, festivais bons como o do Planeta Terra, talvez até o próprio Tim... Who knows! Oremos juntos!

O novo do Franz sai em janeiro.


quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Homens pelo fim da violência

Não paguei mesmo

Está vendo o topo "novo" do blog? E as imagens que desapareceram? Pau no servidor? Sim. Locaweb? Sim. Não paguei? Não!

E passou apenas uma semana para eles cortarem minha conta, sendo que eu ainda tenho 3 semanas pra pagar, segundo a frase "pagável no banco **** até 30 dias depois do vencimento". Oh meu Deus, que pecado. Mas tô errado, eu sei. Namorei o boleto antes de ir pagar, tanto que estou vendo ele agora em cima de minha mesa ao lado de mais dois.

Mas é engraçado como funciona o sistema. Os grandes podem dar mancadas enormes com você e nada acontece. Eles até criam um blog que é pra evitar que você acesse o helpdesk pra perguntar o que está acontecendo com a P*##@ do e-mail que não abre. Ou seja, eles se preocupam conosco.

Só que com a gente, faltou com o pagamento, eles cortam mesmo. Sem dó. Pois vou esperar mais duas semanas pra pagar, só de pirraça.

Até lá, sem fotos por aqui. E parece que previ isso antes, quando resolvi deixar os posts no Blogspot e não no meu servidor. Pelo menos as idéias continuarão soltas.

Não contava com minha astúcia, Locaweb.


terça-feira, 25 de novembro de 2008

Paul Normansell

Esse é o nome do artista por trás da capa de Day & Age, novo dos Killers. Álbum que você vai ouvir falar muito por aqui. Porque ele é grandioso e é só isso. Não chega a ser épico, a não ser por uma obra chamada Goodnight, Travel Well.

Ouvindo o dia todo, sem parar. E não preciso de ajuda. Estou bem, obrigado!

Abaixo, uma das artes de Paul Normansell: Kate Moss, pelo jeito, é sua modelo preferida. Ele ficou conhecido por levar ela para a capa da revista GQ. Estilo único, o cara manda bem. Para ver mais artes dele é só acessar.

Arte: Paul Normansell | http://www.paulnormansell.com/

Arte: Paul Normansell


sábado, 22 de novembro de 2008

Day & Age

Estou ouvindo pela primeira vez o novo álbum do The Killers. Mas preciso inventar uma palavra para descrever o álbum, porque não encontrei... Tô meio perdido.

Este álbum vem com alucinógeno integrado. Na boa, foda demais. To meio fora do ar. Depois mando uma opinião mais racional, porque agora não dá, pretendo ter overdose de Day & Age durante boas semanas.

Só digo uma coisa: ouça Losing Touch antes que o mundo acabe.

The Killers Day & Age | Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Gmail de roupa nova

Skins para dar um pouco mais de vida ao antigo gelo que era o Gmail. Eu gostei, e você?


quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O Coldplay vai acabar

Até porque tudo um dia tem fim, certo?

Chris Martin disse ao Daily Express: "Eu estou com 31 anos agora, e eu não acho que as bandas deveriam continuar depois que seus membros fazem 33 anos".

Muito religioso esse Chris Martin. Mas se acontecer, onde foi parar aquela idéia de se tornarem os novos reis do pop, tomando lugar do U2?


Posts curtos...

Me lembram o Twitter... Aquele que eu não gosto. E como estou sem tempo, será esse o meu destino?

Vai cair na testa Thiago, cuidado.


Brasil e Portugal

Ami$to$o que vale muito. Muito dinheiro.

Abraços aos portugueses que lêem o Headwires.


terça-feira, 18 de novembro de 2008

Googlebot não indexa!

Estou brigando com as ferramentas Web do Google há um bom tempo. Simplesmente porque o maldito Googlebot não está indexando nem por decreto. Absolutamente nada. Será que só eu to percebendo isso? Será que isso é proposital, pra gente ter que "apelar" para o AdSense?


Será?

Será que eu vou ter que aturar meus amigos são paulinos, que não são poucos, por mais um Brasileirão? A verdade é que, sim, vou ter que aturar. Acho que ninguém mais tira o título do São Paulo. E só to postando isso porque, geralmente, quando digo que eles vão ganhar, eles perdem. Vamos ver se dá certo!


domingo, 16 de novembro de 2008

A primeira quebra de recorde...

A gente nunca esquece! Então para que fique guardado também neste blog, aí vai.

Este que vos escreve bateu o recorde no circuito 6 da ECPA, no dia 24 de outubro, na primeira corrida noturna do Kart Racing TDR.

O tempo: 46.170 segundos, quebrando o recorde anterior que era de 46.460 na categoria Master I. O ranking já está atualizado, em breve coloco a foto como prova. Porque o que teve de gente duvidando disso é brincadeira...

Em dezembro acontece a 12ª etapa e eu não vejo a hora de pilotar de novo. Kart não é droga, mas vicia!


2012

Roland Emmerich gosta de um finzinho de mundo, diz aí? O Dia Depois de Amanhã e Independence Day são provas disso. Com 2012, ele promete acabar com o mundo de vez, baseado no que diz o calendário Maya, que 2012 será o último ano do mundo ou o começo de uma nova ordem. O teaser você vê aqui.

E se você quer saber mais sobre todos os fins de mundo que já existiram e ainda irão existir, pode ler mais aqui e aqui. Só não vale deixar comentário de fanatismo religioso, porque eu deleto mesmo!



terça-feira, 11 de novembro de 2008

XM Radio

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

AS3

Não, não é nome de remédio. Mas é a evolução mais fantástica que já vi para um software. Só tem um problema: esqueça tudo que você sabe sobre o AS e o AS2. Tudo.

Tô achando que minha escolha para presente de Natal será uma bíblia. Essa.


domingo, 9 de novembro de 2008

Obama wins

Flawless victory.

Mas...

Há algo de errado?

Em breve.


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Poucas mudanças nas equipes da F1 para 2009

O infográfico do UOL mostra quem fica e quem sai nas equipes da F1 em 2009. Na verdade são poucas mudanças, com vaga aberta para Bruno Senna na Honda.

Vettel saiu da Toro Rosso para ir pra Red Bull, ocupando o lugar do aposentado Coulthard. A vaga na Toro Rosso ainda está aberta para Barrichello, mas só Deus sabe até quando.

Mas o que importa mesmo para a F1 2009 ainda está por vir, que são as mudanças em algumas regras e novas adaptações nos carros, como a volta dos pneus slick e a implementação do KERS – Kinetic Energy Recovery System, ou seja, "sistema de recuperação de energia cinética". Por favor, não caiam no falatório do Galvão, a maior gafe dele nesse ano (na F1, porque teve um monte, foi ano de Olimpíadas!) foi ter falado “Sistema de Recuperação de Energia Kinética”. Dá-lhe Galvão! Sem contar os "limites extremos".

Anyway, esse sistema é genial: o KERS promete recuperar a energia utilizada para frear o carro e reutilizá-la como uma potência extra na aceleração. Será inserido mais um botão no volante do piloto (acredite, aquele painel tem mais botões que um ônibus espacial) e ele poderá liberar a energia que foi armazenada (com ganhos de 60 e 75 hps!) por um período limitado de tempo, entre seis e oito segundos. Este ganho de potência do motor será parecido com o que chamamos de nitro nos carros sports e tunnings, e poderá ajudar os carros nas ultrapassagens, tornando ela frequente e assim aumentando a competitividade na F1.

Por essas e outras a temporada 2009 da F1 tem tudo para ser ainda melhor que a de 2008.


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Relevância é tudo

Queria tempo pra entrar nesse assunto mais profundamente, mas sinceramente, estou sem saco. Portanto, aí vai apenas uma constatação: relevância é tudo.

Em meio a tanto tutorial na web sobre pintura digital, esse post aqui de fevereiro começou a ganhar destaque e ser clicado, a ponto de ser a página mais visitada do blog na média mensal: 12% do total. É muito clique. E o melhor, digitando tutorial pintura digital no semi-Deus Google, ele aparece na primeira página, entre 190.000 resultados.

Ou seja, o tutorial é relevante. Bom para o blog. E mal também. Porque prometi mais tutoriais e só fiquei naquele. Então aqui vai mais uma promessa, o próximo tutorial sobre pintura digital irá tratar sobre pincéis e como trabalhar com suas densidades, duplicações, escalas, dinamismos, etc.

Feito?


Casamento 2D

Se liga nessa pérola nerd: Homem quer direito de se casar com personagem!

Não entendeu? Notícia da Geek:

"O japonês Taichi Takashita iniciou uma campanha online através de uma petição na tentativa de viabilizar o casamento entre seres humanos e personagens de quadrinhos e desenhos animados.

Segundo o site TechRadar, a idéia estapafúrdia já recebeu o apoio de mais de 1.000 internautas. Um dos participantes declarou entusiasmo à proposta, afirmando que "por muito tempo só foi capaz de se apaixonar por pessoas em duas dimensões".

Takashita afirma em sua petição se sentir mais atraído pelo mundo 2D, e declara frustração com o mundo tridimensional. "Eu gostaria mesmo de me tornar um residente do mundo de duas dimensões", explicou acrescentando que enquanto a tecnologia moderna não permite algo assim, gostaria de ao menos ser casado legalmente com personagens fictícios.

Embora estranho, no Japão é comum que personagens de histórias em quadrinho e animações se tornem tão populares que ganhem status de celebridade, noticiou o site inglês Metro.

O criador da petição online pretende coletar mais de um milhão de assinaturas na tentativa de convencer o governo a autorizar tais casamentos e assim se casar com a personagem Mikuru Asahina, do mangá Haruhi Suzumiya.

Para o site Monster and Critics, o sucesso de uma campanha como essa seria um indicativo claro da crescente obsessão japonesa de escapar da realidade."


Bueno! Tá curioso pra ver quem é beldade chamada de Mikuru Asahina?

Mikuru Asahina | Arte: Divulgação

Pesquisando na web e no deviantART, achei desenhos impuros dessa garota. Não sei que manga é, mas segundo a Wikipedia, parece ser um desenho comportado. A série traduzida seria "A Melancolia de Haruhi Suzumiya". Eu acho que o devaneio desse nerd tem a ver com artes um tanto quanto impróprias para menores de 18 anos.

Mas se fosse pra você se casar com um personagem 2D, qual seria? Nunca pensei em coisa tão absurda, mas entrando na onda desse japonês doente mental, escolho a Pepper. Possivelmente você nunca ouviu falar dela, então a concorrência é pequena. A personagem de Stanley Lau, que é seu projeto pessoal mais interessante, chegou a ser capa da Advanced Photoshop Magazine e é digna de um post só pra contar sobre esse projeto que deu o que falar no deviantART.

E enquanto o post não vem...

Arte: Stanley Lau | http://artgerm.deviantart.com/

Arte: Divulgação
Arte: Stanley Lau


terça-feira, 4 de novembro de 2008

Macacos do 3º mundo

Somos nós! Porque nós vivemos em árvores. Aqui, onde não tem selva, tem cana-de-açúcar. Onde não tem cana-de-açúcar, tem água. Nós andamos pelados, pois aqui é carnaval o ano todo. Só sabemos jogar futebol. Nossa capital é o Rio de Janeiro. Nosso país se chama Brasil e fica pertinho da África.

Mas eles... Ah, eles já evoluíram. De macacos se tornaram humanos. Vivem em casas e edifícios. Eles vivem no futuro. E no futuro, eles enfrentam mais de 5 horas de fila para votar em seu presidente - que queira ou não é um pouco só (mas pouco mesmo) dono do mundo - usando papel e caneta e em alguns estados, precisam preencher cédulas com três páginas. Presidente é a evolução da palavra cacique, como nós conhecemos.

Enquanto nós. Bom, nós, macacos do 3º mundo, saímos de nossas árvores, pegamos o primeiro bonde de cipó que passar e paramos na nossa zona eleitoral, que nada mais é do que uma caverna onde nossos filhinhos macacos tem suas aulas de sobrevivência na selva, para votar em nossos caciques, em nossos líderes de comunidade, em busca de uma selva mais digna, com desenvolvimento e justiça social para todos que vivem nela.

Só que nós, macacos do 3º mundo, animais que só sabem jogar futebol e sambar com mulatas, votamos em uma urna eletrônica, desenvolvida por, acredite, nós mesmos.

Welcome to the jungle.

Foto: Soczi | http://soczi.deviantart.com/

Foto: Soczi


domingo, 2 de novembro de 2008

Por uma curvinha...

Que na verdade era um curvão na subida da junção...

Impecável a corrida de Felipe Massa hoje no último GP 2008. Digno de campeão mesmo. Mas mesmo com a torcida, no fundo todo mundo sabia que iria ser muito difícil o Hamilton cometer alguma besteira, mesmo com seu histórico de "cagadas" em certos momentos decisivos.

Depois de uma corrida até tranquila pra ele, sobrou a última volta, a chuva, o incansável Vettel e Timo Glock, pra na última curva abrir e dar passagem para os dois. Nem foi por querer, na boa. Pneu liso em pista molhada, é impossível segurar o carro mesmo.

Final emocionante, vitória com um sabor amargo, mas mesmo assim, vitória. E esse merece pelo piloto que é e pela pessoa. Não deu esse ano, mas pode acontecer em 2009, 2010, 2011... É só questão de tempo.

Felipe Massa vence GP Brasil de F1 2008 | Foto: AFP

Foto: AFP