Que a web é uma terra sem dono e sem lei (até então), todo mundo já sabe. Mas as coisas pioram quando você vê seu santo nome (mentira) sendo distribuído pelos sites e buscadores em vão.
Na verdade, não é em vão. Isso só significa uma coisa: você participa da web, de certa maneira colaborativa, em redes sociais, interagindo com várias pessoas e compartilhando material de sua autoria. Isso é bom, afinal, você troca idéias e conhece gente interessante que irá adicionar algo na sua bagagem cultural ou utiliza o restante para entreter ou até mesmo perder tempo.
Só que o lance começa a pesar quando você percebe que algum conteúdo "seu" está sendo distribuído de maneira indevida ou sendo repassado a milhares de pessoas sem os devidos créditos. Reparou nas aspas do "seu" ali em cima? Pensa comigo: conteúdo seu? Quem disse?
Uma vez que tudo está na rede, esqueça: já se tornou domínio público. Salvo, claro, raras exceções com direitos autorais de grandes companhias, personalidades e celebridades. Mas os pobres mortais que por ventura começam a disponibilizar conteúdo na internet estão sujeitos a terem seus direitos violados, e como não há controle sobre isso, só há uma coisa a fazer: se conformar ou parar.
Como parar é algo muito radical, ainda mais com quem trabalha com internet, só resta a conformação mesmo.
O que chega a incomodar na verdade é o fato de que as pessoas usam coisas suas (lembre-se, que não é mais sua) sem dó mesmo, na base do Ctrl C + Ctrl V. Um exemplo clássico que acontece comigo são as pinturas da minha página no deviantART e também alguns textos desse blog. Principalmente com as pinturas digitais, o modo como elas se alastram livremente por aí é um tanto quanto assustador. Mas tudo bem, é hobby, não é pra se levar a sério mesmo. Só que pela primeira vez eu sinto uma pontinha de: "peraí, calma aí moçada, não é bem assim!". E mais uma vez fica claro que as pessoas só começam a se importar com o que é certo ou errado na web quando algo desse tipo acontece com elas, quando acontece com você ou comigo.
Isso nem é uma queixa, é apenas a verdade. Enquanto nada te atinge, você não para pra ver se está agindo de forma correta ou não, mas, quando essa situação se inverte, aí o seu calo aperta. Engraçado, não?
Essa é uma autocrítica, simples, mas que serve para qualquer um. Serve para repensar atos e principalmente repensar a distribuição de conteúdo na rede, pois alguma obra sua pode estar em jogo, seja ela literária, artística, musical ou outra qualquer.
Se um exemplo pessoal como esse já reflete negativamente, imagina para uma grande companhia? Acredite, 90% das pessoas que utilizam a rede nunca irão imaginar o que é isso para uma grande companhia. Eu tento imaginar e na minha cabeça só vem pesadelos com direitos autorais e o pior, essa é a realidade da indústria fonográfica atual e possivelmente da indústria cinematográfica e editorial num futuro breve.
O que fazer para controlar isso, ninguém sabe. Não há solução aparente e duvido muito que surja algo de relevância nos próximos 10 anos ou mais. O que pode ser feito de imediato seria dar os devidos créditos ao autor, seja por uma música, vídeo, imagem, foto, texto, etc. Essa é uma política que já é adotada por vários blogs, por várias redes e portais, mas está longe de ser unanimidade entre os usuários comuns. Mas custa pensar um pouco mais nisso, caro usuário?
Desde o começo desse blog, resolvi ilustrar os posts com artes ou fotos do DA, dando os devidos créditos aos autores. Pode pesquisar no histórico, tudo que não é de minha autoria tem seu crédito repassado. Isso trouxe ao blog 4 e-mails dos donos das artes, dois gringos, um espanhol e um brazuca, agradecendo aos créditos. Isso é importante, pois tudo que repasso aqui é baseado na Licença Creative Commons, que sabiamente o DA utiliza para classificar os direitos das obras que são compartilhadas por lá. Então quando os devidos créditos são dados e a licença é respeitada, os problemas não existem.
Então, por que as pessoas não pensam em respeitar mais esses direitos e essas licenças?
A resposta: por quê? Não é mesmo? Na web não há lei, não há controle e também não há bom senso, nem meu e nem seu, nem de ninguém, porque na verdade, ninguém está dando a mínima para direitos autorais numa terra onde tudo acontece ao mesmo tempo e numa velocidade assustadora. Mesmo eu, que utilizo referências através das licenças, acabo desrespeitando músicos, baixando seus álbuns completos. E olha que faço isso há mais de 12 anos.
Hoje, o usuário da web tem esse pensamento: "Não somos fora-da-lei, porque se não existe lei, não há o que obedecer, não há regra a ser cumprida".
Baseado na experiência do usuário, o tempo passa e percebo que não existe conscientização coletiva quando se trata desses assuntos. E na verdade, isso nunca irá existir, pelo menos na web. Será que alguém vê luz no fim do túnel? Será que a tal lei federal, que está sendo discutida, pode resolver tudo isso? Será que eu vou gostar disso? Será que você vai gostar?
Tudo isso é uma incógnita e respeitar direitos autorais na web é a maior utopia desde a maior utopia da história da humanidade: "paz na Terra". Sabe quando? Nunca.

Arte: Jean-Sébastien Monzani
Na verdade, não é em vão. Isso só significa uma coisa: você participa da web, de certa maneira colaborativa, em redes sociais, interagindo com várias pessoas e compartilhando material de sua autoria. Isso é bom, afinal, você troca idéias e conhece gente interessante que irá adicionar algo na sua bagagem cultural ou utiliza o restante para entreter ou até mesmo perder tempo.
Só que o lance começa a pesar quando você percebe que algum conteúdo "seu" está sendo distribuído de maneira indevida ou sendo repassado a milhares de pessoas sem os devidos créditos. Reparou nas aspas do "seu" ali em cima? Pensa comigo: conteúdo seu? Quem disse?
Uma vez que tudo está na rede, esqueça: já se tornou domínio público. Salvo, claro, raras exceções com direitos autorais de grandes companhias, personalidades e celebridades. Mas os pobres mortais que por ventura começam a disponibilizar conteúdo na internet estão sujeitos a terem seus direitos violados, e como não há controle sobre isso, só há uma coisa a fazer: se conformar ou parar.
Como parar é algo muito radical, ainda mais com quem trabalha com internet, só resta a conformação mesmo.
O que chega a incomodar na verdade é o fato de que as pessoas usam coisas suas (lembre-se, que não é mais sua) sem dó mesmo, na base do Ctrl C + Ctrl V. Um exemplo clássico que acontece comigo são as pinturas da minha página no deviantART e também alguns textos desse blog. Principalmente com as pinturas digitais, o modo como elas se alastram livremente por aí é um tanto quanto assustador. Mas tudo bem, é hobby, não é pra se levar a sério mesmo. Só que pela primeira vez eu sinto uma pontinha de: "peraí, calma aí moçada, não é bem assim!". E mais uma vez fica claro que as pessoas só começam a se importar com o que é certo ou errado na web quando algo desse tipo acontece com elas, quando acontece com você ou comigo.
Isso nem é uma queixa, é apenas a verdade. Enquanto nada te atinge, você não para pra ver se está agindo de forma correta ou não, mas, quando essa situação se inverte, aí o seu calo aperta. Engraçado, não?
Essa é uma autocrítica, simples, mas que serve para qualquer um. Serve para repensar atos e principalmente repensar a distribuição de conteúdo na rede, pois alguma obra sua pode estar em jogo, seja ela literária, artística, musical ou outra qualquer.
Se um exemplo pessoal como esse já reflete negativamente, imagina para uma grande companhia? Acredite, 90% das pessoas que utilizam a rede nunca irão imaginar o que é isso para uma grande companhia. Eu tento imaginar e na minha cabeça só vem pesadelos com direitos autorais e o pior, essa é a realidade da indústria fonográfica atual e possivelmente da indústria cinematográfica e editorial num futuro breve.
O que fazer para controlar isso, ninguém sabe. Não há solução aparente e duvido muito que surja algo de relevância nos próximos 10 anos ou mais. O que pode ser feito de imediato seria dar os devidos créditos ao autor, seja por uma música, vídeo, imagem, foto, texto, etc. Essa é uma política que já é adotada por vários blogs, por várias redes e portais, mas está longe de ser unanimidade entre os usuários comuns. Mas custa pensar um pouco mais nisso, caro usuário?
Desde o começo desse blog, resolvi ilustrar os posts com artes ou fotos do DA, dando os devidos créditos aos autores. Pode pesquisar no histórico, tudo que não é de minha autoria tem seu crédito repassado. Isso trouxe ao blog 4 e-mails dos donos das artes, dois gringos, um espanhol e um brazuca, agradecendo aos créditos. Isso é importante, pois tudo que repasso aqui é baseado na Licença Creative Commons, que sabiamente o DA utiliza para classificar os direitos das obras que são compartilhadas por lá. Então quando os devidos créditos são dados e a licença é respeitada, os problemas não existem.
Então, por que as pessoas não pensam em respeitar mais esses direitos e essas licenças?
A resposta: por quê? Não é mesmo? Na web não há lei, não há controle e também não há bom senso, nem meu e nem seu, nem de ninguém, porque na verdade, ninguém está dando a mínima para direitos autorais numa terra onde tudo acontece ao mesmo tempo e numa velocidade assustadora. Mesmo eu, que utilizo referências através das licenças, acabo desrespeitando músicos, baixando seus álbuns completos. E olha que faço isso há mais de 12 anos.
Hoje, o usuário da web tem esse pensamento: "Não somos fora-da-lei, porque se não existe lei, não há o que obedecer, não há regra a ser cumprida".
Baseado na experiência do usuário, o tempo passa e percebo que não existe conscientização coletiva quando se trata desses assuntos. E na verdade, isso nunca irá existir, pelo menos na web. Será que alguém vê luz no fim do túnel? Será que a tal lei federal, que está sendo discutida, pode resolver tudo isso? Será que eu vou gostar disso? Será que você vai gostar?
Tudo isso é uma incógnita e respeitar direitos autorais na web é a maior utopia desde a maior utopia da história da humanidade: "paz na Terra". Sabe quando? Nunca.

Arte: Jean-Sébastien Monzani
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1 heads:
No antigo blog de cinema, já ocorreu casos de pessoas copiarem textos meus. E eu fiquei pê da vida, mas fazer o que, processar? Não há saída. Com o perdão dos termos, "cu de bêbado não tem dono". O mesmo, creio eu, vale para a Internet.
Não sei, é um assunto complicado... Muuuito complicado!
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