sexta-feira, 26 de junho de 2009

Um fenômeno chamado Michael Bay

Não é hora de crítica do Transformers 2, mas essa notícia não pode passar em branco.

Transformers 2, mesmo com 90% de críticas negativas - incluindo a minha - fez 100 milhões de dólares no primeiro dia de exibição no mundo todo. Primeiro dia. Isso significa que em uma semana ele terá seus custos revertidos e será apenas lucro para Michael Bay, Hasbro, Dreamworks e Paramount.

O filme é ruim, fato. Nem de perto se compara ao primeiro. Então, o que há por trás de um sucesso desse? A resposta é ele, Michael Bay.

Mesmo com tantos clichês, mesmo com atuações pífias, mesmo com tantas explosões, câmeras tremidas e contra-luz, os filmes dele dão o que falar e sempre rendem a grana esperada, muitas vezes, até ultrapassando a expectativa. Ele é uma máquina de fazer dinheiro justamente porque ele entende o que os outros diretores de Hollywood não entendem: as férias norte-americanas.

Pode notar, os filmes de Michael Bay são lançados sempre no meio do ano. Ele está de olho no público que passou o ano todo trabalhando e estudando e que agora quer apenas sair zoar com os amigos ou bater um papo informal. Convenhamos, férias + verão, batendo na sua porta, fica difícil você ir ao cinema ver algum drama.

Para entusiastas de filme 100% ação, Michael Bay cai como uma luva. E mesmo sendo difícil deixar o cérebro em casa para assistir a um filme dele, às vezes, vale o esforço, porque chega a ser divertido, mesmo quando resultado final é tão péssimo como esse último.


3 heads:

Cecilia disse...

Eu já me diverti muito com filmes do Michael Bay. Acho "A Ilha", por exemplo, um filme bacanudo. Mas, não sei se é a idade (hahahaah), não consigo mais "desligar meu cérebro" quando se trata de filmes. Quero filmes que me alimentem de alguma forma mais profunda do que a mera diversão, que me passem algo válido para a reflexão. E Michael Bay não faz isso.

Mas ainda tenho esperanças que, se um dia ele perceber que há um público que também deseja o mesmo que eu, ele realizará um filme de ação que tenha algum conteúdo. É só juntar a fórmula.

Dudu Bentivoglio disse...

Pessoal, Michael Bay seria cultuado, eu montaria uma ALTAR pra ele, se o dito cujo fosse diretor de VIDEOCLIPES. Mas já que não é o caso, vamos apenas aplaudir o bom trato com as imagens, o único mérito considerável da produção (além da bilheteria, óbvio). De resto, ESQUEÇAM. O diretor em questão NUNCA (tomara que eu pague minha língua, viveríamos em um mundo de entretenimento muito melhor), mas NUNCA será autosuficiente para dirigir um filme em que os diálogos ou trams bem construídas valerão mais que seus clichês românticos (pensei em certa altura que estava dormindo e sonhando com Armagedon), explosões, "tiradinhas engraçadinhas" e etc.

P.S.: A moça com a calça sempre branca no deserto egípcio é DOSE!

Dudu Bentivoglio disse...

Fato é: ele vale OURO em Hollywood. E seus filmes são "entretenimento para toda família", principalmente para as crianças, que saem da sala de cinema e pedem o Super Stacker Tranformers com bata grande e Coca-Cola de 500ml do Buguer King.

Michael Bay é plástico.